Elon Musk no retrovisor? BYD aumenta lucro líquido e deve desbancar Tesla ainda este ano; entenda o que impulsiona a fabricante chinesa
Resultados positivos da BYD vêm em meio a uma guerra de preços no mercado de veículos elétricos e dificuldades no setor automobilístico da China

Elon Musk estava certo quando revelou preocupação com o avanço das montadoras chinesas de carros elétricos. Enquanto as empresas do setor, incluindo a Tesla do bilionário, enfrentam dificuldades, a BYD seguiu acelerando no segundo trimestre de 2024.
A fabricante chinesa apresentou lucro líquido de 9,1 bilhões de yuans (US$ 1,3 bilhão), o que representa um aumento de 32,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Já no período entre janeiro e junho deste ano, a BYD apresentou lucro líquido de 14,1 bilhões de yuans (US$ 2 bilhões), uma alta de 23,4% na comparação anual.
Os resultados da fabricante chinesa vão na contramão das suas concorrentes. A Tesla de Elon Musk, por exemplo, registrou queda de 45% no lucro líquido, que atingiu US$ 1,48 bilhão no segundo trimestre.
Além disso, a BYD superou as vendas conjuntas de duas joint ventures da Volkswagen na China. Nos últimos sete meses, a fabricante chinesa ultrapassou as transações da concorrente alemã em 14,5%.
Leia Também
Adeus, CSN Cimentos? Novo CEO da CSN (CSNA3) prepara venda de ativos bilionários, diz jornal
Por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?
No primeiro semestre de 2024, as vendas de automóveis e produtos relacionados representaram 75,8% da receita da BYD, que cresceu 25,9%, para 176,2 bilhões de yuans (US$ 24,6 bilhões).
Aparentemente, é apenas questão de tempo para a empresa asiática desbancar a Tesla. Segundo as previsões da empresa de análise de mercados Counterpoint Research, a BYD vai se tornar a maior fornecedora de carros elétricos do mundo ainda em 2024.
As projeções da instituição indicam que a fabricante chinesa passará a ter uma participação de 17,7% no mercado global, contra uma cota de 17,2% da Tesla.
Atualmente, a empresa do Elon Musk possui 20%, enquanto a BYD tem 15% de participação, de acordo com o levantamento.
Apesar dos pesares: o que explica os bons resultados em condições desfavoráveis
O aumento dos lucros, receitas e vendas da BYD ocorre em meio a uma desaceleração na demanda no setor automobilístico da China, que possui o posto de maior mercado automotivo do mundo.
O gigante asiático enfrenta um período difícil, com uma prolongada crise do setor imobiliário, enfraquecimento do varejo e insegurança em relação a empregos no país.
O cenário da segunda maior economia do mundo vem forçando as empresas do setor de automóveis a entrarem em uma guerra de preços – e a BYD não ficou de fora.
Pressionada pelos concorrentes, a fabricante chinesa liderou a disputa e instituiu descontos agressivos nos modelos mais vendidos da BYD, o Dynasty e Ocean. No entanto, foi a drástica redução de preços que vem garantindo a liderança da empresa na região.
Além disso, a montadora impulsionou os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). O aumento de capital no setor também é uma estratégia de sobrevivência da companhia em meio ao mercado acirrado da China.
Isso porque as montadoras da região já desembolsam o mesmo tanto ou até mais do que seus pares globais em P&D em percentuais de receita.
No primeiro trimestre, as despesas da BYD no setor aumentaram 42% para 19,62 bilhões de yuans (US$ 2,7 bilhões).
As ações da fabricante de veículos elétricos garantiram a liderança significativa no setor chinês. Segundo relatório da BYD, os bons resultados foram sustentados pelo aumento de vendas dos veículos.
A montadora também atribui o desempenho positivo no último semestre à expansão da presença internacional, como na Europa e no México, onde tem planos de montar uma fábrica.
“A empresa acelerou sua expansão em mercados estrangeiros e o progresso da fabricação localizada de modo a ampliar ainda mais a participação no mercado”, afirmou a empresa por meio do relatório.
- Leia mais: Para a Empiricus, Nvidia não está entre as melhores ações estrangeiras do momento; confira o top 10
Óleo na pista: onde a BYD pode escorregar
A BYD está expandindo para além das fronteiras chinesas, mas os governos de vários países têm se organizado para proteger a indústria automotiva local.
Em outubro do ano passado, a União Europeia lançou uma investigação sobre supostos subsídios concedidos pela China às montadoras de carros elétricos do país.
A preocupação das autoridades é que a ajuda do governo chinês possa desequilibrar a disputa entre os automóveis chineses e os EVs fabricados por empresas europeias.
Ainda neste mês, a UE definiu as taxas para as exportadoras. O Seu Dinheiro contou essa história e você pode relembrar aqui.
E não é só na Europa que os automóveis chineses estão causando dores de cabeça. No Brasil, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, defendeu que a alíquota do imposto de importação para carros elétricos poderia ser "mais severa".
*Com informações da Reuters, Yahoo!Finance e MarketWatch
GORDURA NO CAPITAL?
Méliuz (CASH3) diz que tem capital demais e quer ‘cortar’ R$ 160 milhões da própria conta; entenda
4 de setembro de 2026 - 16:37Conteúdo BTG Pactual
Em busca do próximo milionário: A maior competição de trading do país encerra as inscrições em 6 de setembro; veja como se inscrever
4 de setembro de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #286
Casas Bahia, Habib’s e mais: por que tantas empresas no Brasil estão quebrando?
4 de setembro de 2026 - 15:33MUDANÇAS EM BRASÍLIA
IRB (IRBR3): essa mudança de lei pode colocar mais de 20% de valorização no bolso de quem tem a ação; entenda
4 de setembro de 2026 - 11:02NOVA PROVA DE FOGO?
Sabesp (SBSP3) decepcionou no 2T26, mas ação ainda pode subir 40%; XP revela o que falta para destravar a alta
4 de setembro de 2026 - 10:30EXPANSÃO INTERNACIONAL
Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
3 de setembro de 2026 - 16:24DA ÁGUA PARA O VINHO
Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
3 de setembro de 2026 - 15:25MAIS UMA LIQUIDAÇÃO
Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
3 de setembro de 2026 - 12:42SD ENTREVISTA
Wiz Co (WIZC3) quer transformar a carta de consórcio em passaporte para um mercado de R$ 500 bilhões
3 de setembro de 2026 - 12:33LIDERANÇA DE DÉCADAS
Após 24 anos, Steinbruch deixa cargo de CEO da CSN (CSNA3) e outro peso-pesado assume; ação dispara no Ibovespa
3 de setembro de 2026 - 9:08CEDO PARA COMEMORAR?
Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
2 de setembro de 2026 - 15:08BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) mostra os dentes — veja por que Itaú BBA vê potencial de alta de 32% para a ação
2 de setembro de 2026 - 13:20DOIS 'TIMES' PARA AS ELEIÇÕES
Lula x Flávio Bolsonaro: Citi revela as ações favoritas de bancos se Lula vencer — e onde aposta se Flávio levar
2 de setembro de 2026 - 11:22HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
2 de setembro de 2026 - 10:19PARCERIA ESTRATÉGICA
Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) desembarcam em Minas Gerais com negócio de R$ 130 milhões pelo Biocor
2 de setembro de 2026 - 10:19NÃO PODE CONTRA, JUNTE-SE
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo
2 de setembro de 2026 - 9:32SE NÃO MINÉRIO, QUEM VAI FAZER VOCÊ FELIZ?
O novo motor de crescimento da Vale (VALE3): por que a aposta em metais de transição é tão importante para a mineradora?
2 de setembro de 2026 - 6:01SD EXPLICA
A Braskem (BRKM5) quebrou? Entenda a crise na petroquímica e saiba se Petrobras (PETR4) pode pagar a conta
1 de setembro de 2026 - 17:30FICOU BARATA?
Safra volta a recomendar Bradsaúde (SAUD3) após tombo na bolsa. Por que o banco vê espaço para alta de mais de 35%?
1 de setembro de 2026 - 15:02O QUE MUDA AGORA