🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

EM QUEDA

Ação da Azul (AZUL4) cai 23,6% na B3 em meio a rumores de recuperação judicial nos EUA. É o fim da chance de fusão com a Gol (GOLL4)?

De acordo com a Bloomberg Línea, a empresa atualmente avalia opções para cumprir com obrigações de dívida próximas do vencimento — e isso inclui uma reestruturação de dividas

Camille Lima
Camille Lima
29 de agosto de 2024
12:20 - atualizado às 17:44
Azul Linhas Aéreas AZUL4
Imagem: Shutterstock

NOTA DO EDITOR: A reportagem a seguir foi atualizada às 15h47 para incluir o pronunciamento da Azul (AZUL4).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da Azul (AZUL4) iniciaram o pregão desta quinta-feira (29) em forte queda na bolsa brasileira em meio aos rumores de que a companhia aérea estaria cogitando uma potencial recuperação judicial nos Estados Unidos.

Perto da hora do almoço, os papéis chegaram a cair mais de 25%, depois de entrarem em leilão por oscilação máxima permitida. AZUL4 acabou encerrando o dia com queda de 23,6%, a R$ 5,54. No ano, a companhia amarga desvalorização da ordem de 65,4% na bolsa. No mês, de 30,75%.

De acordo com a Bloomberg Línea, a empresa atualmente avalia opções para cumprir com obrigações de dívida próximas do vencimento. 

Entre os caminhos avaliados, estariam uma oferta subsequente de ações (follow-on) na B3 e um pedido de proteção contra credores nos EUA, conhecido como “Chapter 11”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que o Chapter 11 é um processo legal dos Estados Unidos usado por empresas endividadas para levantar capital, reestruturar as finanças e fortalecer operações comerciais enquanto continuam em operação.

Leia Também

Outra opção que estaria em análise é a emissão de novos títulos de dívidas por meio da unidade de carga da Azul.

Azul (AZUL4): vem recuperação judicial aí?

A Azul atualmente enfrenta uma grande turbulência: o recente enfraquecimento do real, que acumula depreciação de 16% frente ao dólar em 2024. 

Isso porque a maior parte da dívida e dos custos da Azul — e das empresas áreas de modo geral — é lastreada em dólar. Por esse motivo, uma depreciação da moeda local resulta em impactos diretos na companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas no caso específico da Azul, esse movimento é ainda mais exacerbado devido ao elevado patamar de alavancagem da empresa.

A companhia terminou o segundo trimestre de 2024 com uma dívida de R$ 24,6 bilhões, aumento de 39% na base anual. Já a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses, chegou a 4,5 vezes.

Vale lembrar que a empresa conseguiu empurrar os vencimentos por meio de uma troca de títulos em junho do ano passado. 

Veja o cronograma de amortização da dívida da Azul, considerando a dívida denominada em dólares para reais com a taxa do final do trimestre, de R$ 5,56.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Ao negociar a sua dívida com lessores [os bancos que compram aviões e arrendam para as empresas aéreas] no ano passado, tais aceitaram receber um cupom fixo de 7,5% e ações à R$ 36 a serem emitidas entre o 2S24 e 2S27. Como este valor é muito superior ao valor atual da ação, é natural que a Azul esteja buscando formas de renegociar este liability, ao passo que também é natural que os lessores cobrem um pedágio para aceitarem renegociar novamente os valores que têm a receber da empresa”, escreveram os analistas da Ativa Investimentos. 

“O potencial de diluição total dos minoritários oriundo do acordo com lessores pode se mostrar, na prática, maior que o outrora imaginado.”

Segundo fontes informaram a Bloomberg Línea, ainda que a possibilidade esteja na mesa, a Azul tenta evitar a reestruturação de dívidas com os credores norte-americanos.

Até o momento, a Azul se apresenta como a única gigante do setor aéreo no Brasil que ainda não entrou com pedido de renegociação de dívidas depois da pandemia da covid-19.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em janeiro deste ano, a Gol (GOLL4) entrou com pedido de chapter 11 e encontra-se no meio do processo de reestruturação de dívidas nos EUA.

Já outras rivais como a Latam Airlines, a Avianca e o Grupo Aeromexico entraram em processo de RJ nos EUA em 2020.

Fim das expectativas de fusão entre Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4)?

Um dos temores dos investidores sobre uma eventual recuperação judicial da Azul nos EUA é que a reestruturação de dívidas frustre quaisquer planos de uma potencial fusão com a Gol (GOLL4).

Os rumores sobre um potencial casamento entre as aéreas se intensificaram em março deste ano, quando a Bloomberg News informou que a Azul (AZUL4) estaria se preparando para abocanhar a Gol (GOLL4).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na época, a publicação informou que a companhia aérea avaliava uma série de opções — incluindo a possibilidade de uma aquisição total da rival.

Em julho, a Azul confirmou que mantinha conversas independentes com o Grupo Abra, holding controladora da Gol (GOLL4), desde o acordo de cooperação comercial (codeshare) firmado entre as aéreas, a fim de “explorar eventuais oportunidades de negócios”. 

No entanto, segundo a Bloomberg Línea, a aérea atualmente está trabalhando para acelerar a eventual fusão com a Gol e convencer os credores de que uma companhia combinada teria níveis mais baixos de dívida e melhores perspectivas de crescimento.

De acordo com apuração do Broadcast, uma fusão entre as companhias resultaria na maior concentração na história recente da aviação brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em uma conta “otimista” sobre a potencial fusão de Gol e Azul, o analista de equity do Market Makers, Matheus Soares, avalia que a empresa combinada poderia chegar a R$ 40 bilhões em valor de firma (EV), considerando uma geração de Ebitda de R$ 8 bilhões da Azul com múltiplo de 5x EV/Ebitda.

Além disso, após a combinação de negócios, a companhia resultante da fusão contaria com um valor de mercado estimado em R$ 16 bilhões — se não houver diluição, isso avaliaria a ação a um preço em torno de R$ 40 por papel.

O que diz a Azul (AZUL4)?

Em fato relevante divulgado nesta tarde para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Azul disse que as notícias divulgadas sobre a possível recuperação judicial foram mal-interpretadas. A companhia informou que desenvolveu um plano estratégico para melhorar sua estrutura de capital e liquidez.

Além disso, a empresa aérea disse que está em negociações com seus stakeholders para otimizar a estrutura de equity, seguindo o plano de otimização de capital do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Os stakeholders estão demonstrando apoio e as negociações estão avançando na direção de melhores resultados para todas as partes. Como temos demonstrado consistentemente, a Azul sempre favorece soluções amigáveis e comerciais que maximizam valor para todos os seus stakeholders”, diz

A Azul informou ainda que possui a capacidade adicional de captação de recursos, utilizando a Azul Cargo como garantia primária, de até US$ 800 milhões, além de outras fontes de liquidez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM TEM CORAGEM?

Vai apostar contra a Petrobras (PETR4)? CEO diz que é melhor não. Ações da estatal chegam a subir 6% — e não é só pelo petróleo

6 de março de 2026 - 12:33

O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado

TROCA DE LIDERANÇA

Fundador da Oncoclínicas (ONCO3) deixa o comando após crise financeira e pressão do mercado. Quem assume como CEO agora?

6 de março de 2026 - 12:02

Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação

OS ÚLTIMOS CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3): venda do principal ativo da empresa ‘flopa’, enquanto falta de pagamento causa corte no rating da empresa

6 de março de 2026 - 11:30

Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros

INJEÇÃO BILIONÁRIA

Cheque bilionário à vista: Simpar (SIMH3), Movida (MOVI3) e Vamos (VAMO3) podem levantar mais de R$ 3 bilhões

6 de março de 2026 - 9:32

Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes

ENTENDA A OPERAÇÃO

Cosan (CSAN3) pede registro para IPO da Compass, em meio à crise na Raízen (RAIZ4)

6 de março de 2026 - 8:47

Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em dividendos

5 de março de 2026 - 21:15

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4): S&P corta rating e mantém perspectiva negativa em meio a dúvidas sobre a dívida

5 de março de 2026 - 17:45

A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

BLOQUEIO INÉDITO

Fictor na mira: Justiça bloqueia bens de sócios e vê sinais de fraude contra investidores

5 de março de 2026 - 17:21

Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo

DESTAQUES DA BOLSA

Pressão no retrovisor: Localiza (RENT3) cai forte na B3 após UBS BB reduzir recomendação; culpa pode ser da “segunda onda” de carros chineses

5 de março de 2026 - 17:04

Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas

DANDO UM GÁS NAS AÇÕES

Por que a Ultrapar (UGPA3) está subindo na bolsa mesmo após queda no lucro?

5 de março de 2026 - 15:06

Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira

NO RADAR DO CADE

Azul (AZUL53) colocou o carro na frente dos bois em negócio com a American Airlines? Entenda a denúncia de possível ‘gun jumping’

5 de março de 2026 - 15:01

O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)

SUBIU DEMAIS?

É o fim da linha para a Vale (VALE3)? XP diz que rali das ações está com os dias contados

5 de março de 2026 - 14:33

Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre

TECNOLOGIA NO CENTRO

A revanche dos bancões: como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander reagiram à invasão das fintechs — e por que agora a ‘guerra’ é outra

5 de março de 2026 - 14:01

Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade

OPORTUNIDADE

Nova empresa, novos ganhos: Bradsaúde tem potencial de alta de 35% e está com desconto de 70% em relação à principal rival, diz BTG

5 de março de 2026 - 11:07

O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%

BENEFÍCIOS DE ELITE?

Luxo acessível? Revolut promete 120% do CDI, IOF zero e cartão premium para além da alta renda

5 de março de 2026 - 10:33

Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros

DINHEIRO À VISTA?

Uma nova solução: Raízen (RAIZ4) avalia aporte de R$ 4 bilhões e reestruturação da dívida; Shell entra com maior valor

5 de março de 2026 - 9:45

Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Vem mais dividendo por aí? Após produção recorde da Petrobras (PETR4), analistas revelam o que esperar do balanço do 4T25

5 de março de 2026 - 6:01

A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025

CORRIDA ALÉM DAS EXPECTATIVAS

Ações da Vulcabras (VULC3), dona da Olympikus e Mizuno, sobem após resultados do 4T25 superarem expectativas; veja se é hora de comprar

4 de março de 2026 - 16:30

Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour

QUEM SOFRE É A CERVEJA

Sinal de ressaca? Ambev (ABEV3) anuncia possível pressão em despesas e custos diante da volatilidade do dólar; entenda

4 de março de 2026 - 16:00

Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso

FEBRE DAS CANETAS

RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4T25, mas ‘efeito Ozempic’ impulsiona ações

4 de março de 2026 - 14:58

Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar