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Em meio às especulações sobre uma possível mudança no controle, AES Brasil teve lucro líquido de R$ 112,3 milhões no quarto trimestre, queda de 18%
Em meio às especulações sobre uma possível mudança no controle, a AES Brasil (AESB3) anunciou seus resultados na noite desta segunda-feira (26). O lucro líquido somou R$ 112,3 milhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 18% em base anual de comparação.
Apesar da queda nos últimos três meses do ano, a empresa de geração de energias renováveis teve lucro de R$ 333,3 milhões no acumulado de 2023, alta de 4,1% em relação a 2022.
Um dos destaques do resultado foi o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). O indicador que o mercado usa como medida da capacidade de geração de caixa somou R$ 511,1 milhões no quarto trimestre, um aumento de 42%.
"O Ebitda da AES superou nossas estimativas principalmente pelas melhores margens causadas pela maior geração hídrica e melhores resultados de comercialização", escreveram os analistas do JP Morgan, em relatório.
Com o avanço, a margem Ebitda alcançou 52,5% no quarto trimestre, crescimento de 5,2 pontos porcentuais em relação a igual intervalo do ano anterior.
Uma das principais preocupações em relação à empresa controlada pelo grupo norte-americano AES é o endividamento. Tanto que os controladores estão desde o ano passado em busca de um sócio que injete dinheiro novo na companhia.
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Mais recentemente saíram notícias de que o grupo norte-americano pode deixar o país. Lembrando que a AES Brasil também tem no quadro de acionistas relevantes o BNDES e o investidor Luis Barsi Filho.
Enquanto o futuro societário segue indefinido, a AES Brasil deu alguns passos operacionais importantes. O grupo encerrou o ano com uma dívida líquida de R$ 9 bilhões, equivalente a 5,31 vezes o Ebitda. Trata-se de uma redução de 0,30 ponto percentual no trimestre e de 0,21 ponto em 12 meses.
"O último trimestre de 2023 marca o início do ciclo de desalavancagem da companhia, impulsionado pela conclusão da fase de alto investimento na construção de 1,0 GW de capacidade instalada e pelo início da operação desses projetos", escreveu a AES Brasil, no relatório que acompanhou o balanço.
No trimestre, a geração bruta de energia totalizou 1.495,3 gigawatts-hora (GWh), elevação de 98,4%. No ano, as usinas da empresa produziram 4.903,5 GWh, crescimento de 107,9%.
Por outro lado, a AES Brasil segue com um cronograma pesado de investimentos. Entre os anos de 2024 e 2028, o grupo planeja investir aproximadamente R$ 1,3 bilhão, acima das projeções dos analistas do JP Morgan.
Por fim, a AES pretende distribuir R$ 44,9 milhões em dividendos sobre os resultados de 2023. O valor equivale a 55,0% do lucro líquido ajustado, ainda de acordo com a companhia.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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