🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: Inflação, juros e mercado financeiro, uma hipótese

Surpreendentemente, atingimos o tal soft landing, aquela margem estreita que desafiava a tendência histórica

8 de janeiro de 2024
20:01 - atualizado às 17:42
inflação - perder dinheiro
Imagem: Shutterstock

Quando Zhou Enlai recebeu a visita de Richard Nixon em 1972, foi perguntado sobre os tumultos na França. Em sua resposta, o premiê chinês afirmou ainda ser muito cedo para tirar qualquer conclusão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A frase foi vista como uma demonstração da sabedoria confucionista e da visão de longo prazo da China. Passaram quase duzentos anos e ainda era cedo para concluir algo sobre a Revolução Francesa…

Décadas depois, veio a se saber que não era exatamente isso. O diplomata norte-americano Charles Freeman disse ter havido um mal-entendido na fala de Zhou.

O premiê chinês, na verdade, se referia às inquietações de maio de 1968, não àquelas de 1789. Henry Kissinger, em seu brilhante livro sobre a China, também faz uma correção da primeira interpretação.

Seja lá qual das versões é a verdadeira, a original era bem mais legal — talvez por isso tenha demorado tanto para ser corrigida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O tempo das avaliações históricas e dos processos econômico-sociais não é necessariamente cronológico. Curto e longo prazo, transitório ou permanente, perto ou distante pertencem ao olhar do observador e à maré das circunstâncias.

Leia Também

Pandemia e projeções sobre a inflação

Logo depois da pandemia, quando a inflação veio com tudo, os Bancos Centrais mundiais — ênfase no Fed — caracterizaram aquele fenômeno como transitório.

As cadeias globais de suprimento seriam rapidamente reorganizadas, as commodities cairiam e os efeitos dos estímulos arrefeceriam.

Em pouco tempo, a inflação seria debelada e voltaríamos a período semelhante àquele da estagnação secular, quando a tecnologia e a demografia provocavam um mundo estruturalmente deflacionário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Meses se passaram, e a inflação, além de não ceder, acelerou. Foi bem mais alta e persistente do que se imaginava.

  • MELHORES INVESTIMENTOS PARA 2024: Receba o guia completo e gratuito do Seu Dinheiro, com recomendações das maiores casas de análise, bancos e corretoras do Brasil. 

As medidas dos Bancos Centrais contra a inflação

Os Bancos Centrais revisitaram sua inflação sobre a suposta transitoriedade do fenômeno e pediram formalmente para não mais chamar o processo de passageiro.

Iniciaram agressivos processos de aperto monetário na sequência. E foram alvo de críticas pesadas sobre seu erro de avaliação.

Nos últimos meses, a inflação começou a arrefecer. Então, a interpretação predominante foi de que a política monetária, embora tardiamente, funcionou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A economia, os juros e a inflação

A economia sente o efeito dos juros mais altos, a demanda agregada cai, a inflação cai. Estaríamos rigorosamente alinhados à ortodoxia.

Será mesmo? Ou incorreríamos aqui na falácia lógica “post hoc, propter hoc”? Ou seja, a inflação teria desacelerado depois da alta do juro, não necessariamente por conta da alta do juro.

Paul Krugman tem uma hipótese alternativa bastante interessante sobre o processo. Em artigo recente no NYT, de nome “Beware Economists Who Won’t Admit They Were Wrong”, o prêmio Nobel de Economia defende a tese de que a inflação, na verdade, era mesmo transitória — ela apenas demorou mais tempo do que se supunha para arrefecer.

As disrupções na cadeia foram maiores e mais longevas do que se imaginava, e foram intensificadas com a guerra na Ucrânia. A tal transitoriedade acabou levando anos, em vez de meses, mas estava lá. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele argumenta ainda que, na hipótese mais ortodoxa, a inflação teria recuado a partir de um aumento destacado da taxa de desemprego, o que não ocorreu.

Estamos falando de uma taxa de desemprego de 4,5%, para uma inflação que potencialmente caminha para 2,5%. 

Surpreendentemente, atingimos o tal soft landing, aquela margem estreita em que ninguém, além de Chistopher Waller do Fed, parecia acreditar a priori e que desafiava a tendência histórica (ao longo do tempo, processos desinflacionários costumaram vir acompanhados de recessão nos EUA).

Ao melhor estilo Zhou Enlai (ou fake news sobre Zhou Enlai), acho cedo para afirmar se a tese de Krugman está mesmo certa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que esperar?

Mas há um ponto importante a ser considerado aqui: as forças predominantes da estagnação secular continuam aí, ainda mais intensas do que anteriormente. O mundo só ficou mais tecnológico e a demografia só piorou.

A grande questão (para a qual não tenho resposta), portanto, seria: o que pesa mais?

De um lado, demografia e tecnologia representam um mundo deflacionário. De outro, near/friend shoring, transição energética e retorno da importância de alguns sindicatos implicariam tendência inflacionária. Qual a força resultante? 

Se Krugman estiver certo, o maior risco seria a manutenção de juros elevados nos EUA gerar uma recessão por lá — nesse sentido, os dados do Relatório de Emprego na última sexta e, no geral, a preocupação mais recente com uma economia dos EUA um pouco mais aquecida seriam bons (e não ruins conforme a interpretação de consenso).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se voltarmos ao mundo da estagnação secular (ou algo parecido com isso), o juro será bem mais baixo. Voltaremos ao growth, em detrimento ao value

A fraqueza de ativos de risco neste início de 2024 poderia ser interessante oportunidade de compra.

De uma forma ou de outra, os juros vão cair aqui e lá fora — estamos apenas numa discussão de dosimetria fina.

Em sendo o caso, estaríamos discutindo se o ano será marginalmente bom, muito bom ou excelente. Torço pelo último, mas seja lá qual for o caso, a assimetria é convidativa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FORA DE COGITAÇÃO?

Sem delação premiada: defesa de Daniel Vorcaro nega negociação no caso Banco Master

22 de janeiro de 2026 - 9:33

Especulações cresceram após troca na equipe jurídica de Vorcaro; veja o que diz a defesa do banqueiro

SOBE O SOM

Pé na areia, a loteria… Lotofácil tem múltiplos ganhadores na beira da praia; Mega-Sena pode pagar R$ 55 milhões hoje

22 de janeiro de 2026 - 7:15

Os ganhadores do concurso 3593 da Lotofácil efetuaram suas apostas em casas lotéricas estabelecidas praticamente na beira do mar

ONDE INVESTIR 2026

A batalha entre o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+: onde buscar aquele 1% ao mês na renda fixa com a queda da Selic em 2026?

22 de janeiro de 2026 - 6:04

Mesmo com um ciclo de corte de juros, Frederico Catalan, membro do time de gestão do Opportunity Income, e Laís Costa, analista da Empiricus Research, avaliam que a renda fixa não vai perder o brilho neste ano

QUEM RECEBE?

Investiu nos CDBs do will bank? FGC vai pagar mais de R$ 6 bilhões — mas nem todo mundo entra na conta

21 de janeiro de 2026 - 15:36

Fundo garantidor confirma acionamento da garantia após liquidação do banco, mas limite pode deixar investidores de fora; entenda

SEM DESPERDÍCIO

O fim da comida jogada fora? Lei coloca supermercados no centro do combate ao desperdício

21 de janeiro de 2026 - 15:33

Lei 14.224 cria a Política Nacional de Combate à Perda e ao Desperdício e transforma doação de comida em estratégia econômica 

PROJETO ALTERADO

Adeus, Estátua da Liberdade! ‘Veio da Havan’ consegue autorização para construir megaloja em área protegida, mas tem que mudar estilo

21 de janeiro de 2026 - 15:18

Centro Histórico de Blumenau terá uma megaloja da Havan em breve; inauguração está prevista para o fim de abril

MARINHA BRASILEIRA

Pela primeira vez na história, uma mulher assume o comando de uma clínica da Marinha

21 de janeiro de 2026 - 14:02

Mais de 15 anos depois de sua fundação, Policlínica Naval de Manaus tem uma mulher no comando pela primeira vez

ONDE INVESTIR 2026

Eleições, juros e dólar: como investir com tantas incertezas em 2026? Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG, responde

21 de janeiro de 2026 - 12:30

Em evento do Seu Dinheiro, Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, diz como decifrar o cenário econômico em 2026

EXTRATO DISPONÍVEL

INSS libera extrato de janeiro com reajuste e isenção do Imposto de Renda, mas suspende atendimento presencial e serviços digitais; entenda

21 de janeiro de 2026 - 10:26

Pagamentos começam em 26 de janeiro; sistemas do Meu INSS ficam indisponíveis por três dias para atualização

INSPIRAÇÃO CAMPEÃ

Inspirado em Ayrton Senna, Bortoleto já tem seu capacete para correr na F1 2026

21 de janeiro de 2026 - 9:19

Gabriel Bortoleto revelou o design que usará em seu segundo ano na Fórmula 1, mantendo as cores verde, amarelo e azul e inspiração em Ayrton Senna

BRILHOU SOZINHA, MAS...

Lotofácil 3592: 1 bilhete premiado, 26 ganhadores, nenhum milionário; Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 55 milhões

21 de janeiro de 2026 - 6:47

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na terça-feira. O bilhete premiado foi um bolão com dezenas de participantes.

CADA VEZ MAIS RICO

Até onde vai a maior fortuna da história? Elon Musk testa um novo patamar e se aproxima dos US$ 800 bilhões

20 de janeiro de 2026 - 10:46

Valorização da xAI impulsionou o patrimônio de Elon Musk, que chegou a se aproximar dos US$ 800 bilhões antes de nova atualização dos números.

JÁ COMEÇOU

SUS: vacina brasileira contra a dengue já começou a ser aplicada em três cidades; veja a próxima etapa

20 de janeiro de 2026 - 8:31

Imunizante totalmente nacional, de dose única, estreia em municípios-piloto e pode mudar a estratégia do Brasil contra uma das doenças mais persistentes do país

PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Na traaaave! Lotofácil, Quina e demais loterias da Caixa iniciam semana sem ganhadores; prêmios inflam

20 de janeiro de 2026 - 7:01

Depois de acumular no primeiro sorteio da semana, a Lotofácil pode pagar nesta terça-feira (20) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa — ou o maior, se ela sair sem que ninguém acerte a Mega-Sena

A BOLSA NUNCA DORME

Bolsa aberta 24 horas por dia? Nyse prepara plataforma para negociar ações e ETFs tokenizados sem parar

19 de janeiro de 2026 - 19:28

Wall Street desenvolve plataforma em blockchain para ações tokenizadas e dividendos on-chain; entenda

FECHOU O CERCO?

STF manda bloquear patrimônio de Nelson Tanure em investigação sobre o Banco Master

19 de janeiro de 2026 - 16:03

Segundo a Folha, Dias Toffoli determinou o bloqueio do patrimônio de Nelson Tanure em meio às investigações que apuram supostas fraudes ligadas ao Banco Master

CINEMA

Zootopia 2: Animação da Disney supera bilheteria de Divertida Mente 2, mas não alcança produção chinesa (ainda)

19 de janeiro de 2026 - 14:11

Continuação de Zootopia arrecadou US$ 1,7 bilhão enquanto animação chinesa lucrou US$ 2,25 bilhões

ESG

Cortes de geração, dificuldades de conexão e alta do dólar: mercado de energia solar cai 29% no Brasil 

19 de janeiro de 2026 - 13:20

A potência adicionada no País, que considera tanto as grandes usinas quanto os sistemas de pequeno porte instalados em telhados e terrenos, somou 10,6 gigawatts (GW) no ano passado

FGC

Banco Master: FGC começa a pagar credores; veja como evitar golpes

19 de janeiro de 2026 - 10:24

Quase dois meses depois da liquidação extrajudicial do Banco Master, R$ 40,6 bilhões começam a ser distribuídos pelo FGC

POLUIÇÃO SONORA

Cidade brasileira está entre as mais barulhentas do mundo, mas há outras piores; confira ranking

19 de janeiro de 2026 - 7:05

Spoiler: o lugar mais barulhento do mundo não é Nova Iorque nem Tóquio.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar