🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

LANCE REVISADO

Ata do Copom mostra divisão mais sutil entre Campos Neto e diretores escolhidos por Lula

Divergência entre os diretores do Banco Central se concentrou no cumprimento do forward guidance, mas houve concordância sobre piora no cenário

Ricardo Gozzi
14 de maio de 2024
10:18 - atualizado às 12:58
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, como juíz
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, como juíz - Imagem: Divulgação / Montagem Seu Dinheiro / Reprodução das redes sociais

A bola dividida da decisão de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) foi um lance forte à primeira vista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A torcida protestou de imediato e o árbitro de vídeo entrou em ação.

No entanto, a revisão no “VAR” da ata do Copom, divulgada na manhã desta terça-feira (14), mostrou um lance que pode ser considerado normal de jogo.

O texto da ata da 262ª reunião do Copom, realizada nos dias 7 e 8 de maio, indica que os piores temores dos analistas não vão se concretizar: os novos diretores do BC não deram nenhum sinal de que serão lenientes com a inflação.

Na abertura da sessão de hoje, as taxas projetadas dos contratos de juros futuros apresentam oscilações discretas, com tendência à queda nos vencimentos mais curtos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão do Copom

Para entender melhor a importância da ata, é preciso voltar ao resultado da reunião de política monetária.

Leia Também

Na última quarta-feira (8), o Copom decidiu cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para 10,50% ao ano.

Para tanto, o colegiado precisou abandonar o chamado forward guidance, por meio do qual buscava potencializar a previsibilidade de suas ações futuras.

Isso porque o Copom havia sinalizado no comunicado anterior que reduziria os juros em 0,50 ponto porcentual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão veio em linha com as projeções da maior parte dos analistas. Mesmo assim, o mercado reagiu negativamente.

O motivo foi o placar da decisão.

Dos nove diretores do Copom, cinco votaram pelo corte de 0,25 ponto. Os outros quatro preferiam um alívio maior, de meio ponto.

O comunicado também revelou uma divisão em linhas claras.

Os votos pelo corte a 10,50% vieram dos diretores mais antigos, ligados ao presidente do BC, Roberto Campos Neto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os votos divergentes partiram dos quatro diretores indicadores pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como estes serão maioria dentro de de alguns meses, os investidores desconfiaram que eles poderiam ser mais lenientes no combate ao dragão da inflação.

Ruídos na comunicação do Copom

A reação imediata dos analistas manteve-se mesmo com o comunicado trazendo uma mensagem mais dura.

No entanto, o Copom não tem primado pela clareza na comunicação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Semanas antes da última reunião, Campos Neto chutou o forward guidance para escanteio, antecipando que o Copom não estava mais comprometido com um novo corte de 50 pontos-base (como indicava o comunicado da reunião anterior).

Foi o que engrossou as apostas em um corte de 25 pontos-base, como aconteceu.

Ao mesmo tempo, o comunicado que acompanhou a decisão da semana passada buscou explicitar o compromisso dos diretores com o combate à inflação, mas a tentativa foi inócua.

O que diz a ata do Copom afinal

A constatação dos ruídos na comunicação fez com que os investidores passassem a ver na ata uma espécie de tira-teima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pelo que se lê nos parágrafos 17, 18 e 19 do documento, houve um certo exagero na reação do mercado ao placar apertado da votação.

"As divergências são menores do que a leitura inicial do mercado", afirma Sérgio Goldenstein, estrategista-chefe da Warren Investimentos.

A leitura da ata indica que as divergências ficaram restritas ao forward guidance. Em relação à piora das expectativas inflacionárias, todos parecem olhar para o mesmo lado.

Os defensores da proposta vencedora, de corte de 25 pontos-base, argumentaram que a desancoragem adicional das expectativas de inflação entre a penúltima e a última reuniões justificavam o abandono do forward guidance.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Tais membros ressaltaram que muito mais importante do que o eventual custo reputacional de não seguir um guidance, mesmo que condicional, é o risco de perda de credibilidade sobre o compromisso com o combate à inflação e com a ancoragem das expectativas”, diz o documento.

Todos na mesma página

Já os defensores de um alívio maior nos juros afirmaram compartilhar “do firme compromisso com o objetivo fundamental de atingimento da meta e de reancoragem das expectativas”.

Na visão dessa ala, o ideal seria seguir o forward guidance, que indicava um corte de 50 pontos-base na semana passada, “mas reafirmando o firme compromisso com a meta e com a requerida taxa de juros terminal para que o objetivo precípuo do Comitê de convergência da inflação para a meta seja alcançado”.

Disseram ainda que tal postura “não deveria, de forma alguma, ser confundida com leniência com relação aos indicadores divulgados no período, em particular as expectativas de inflação”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No fim, todos concordaram com a remoção de qualquer indicação sobre quais serão os próximos passos do BC.

A ideia é ter mais flexibilidade de ação “diante do cenário global incerto e do cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas”.

Todos também declararam-se comprometidos com a manutenção de uma política monetária contracionista até que o processo desinflacionário e a ancoragem das expectativas de inflação em torno das metas se consolidem.

Na avaliação de Goldenstein, a convergência em relação a uma política monetária mais cautelosa e sem indicações futuras sugere que o ciclo de cortes pode terminar com a taxa de juros em um nível mais alto do que se esperava antes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Alberto Ramos, do Goldman Sachs, o Copom promoverá mais três cortes de 0,25 ponto porcentual na Selic até o fim de 2024, levando a taxa de juros a 9,75% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DIRETORES AFASTADOS

Fiscal de si mesmo: BC abre investigação interna para apurar crescimento acelerado e liquidação do Master

29 de janeiro de 2026 - 9:35

O objetivo da medida é tentar entender o que aconteceu com o Master, e como o Banco Central pode reforçar a sua governança interna de fiscalização.

ÁGUA

Califórnia resolve um problema que as mudanças climáticas não garantem mais

29 de janeiro de 2026 - 8:42

Diante das secas cada mais vez imprevisíveis, o estado mais rico dos EUA passou a tratar a água como infraestrutura estratégica

GRANDES PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Lotofácil acumula de novo e prêmio dispara, mas não faz nem cócegas nos R$ 102 milhões em jogo hoje na Mega-Sena

29 de janeiro de 2026 - 7:09

Depois de acumular pelo segundo sorteio seguido, a Lotofácil pode pagar nesta quinta-feira (29) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa, mas a Quina vem logo atrás.

NÃO FOI DESSA VEZ, MAS...

Copom mantém Selic em 15% ao ano — e sinaliza primeiro corte para março

28 de janeiro de 2026 - 18:38

Decisão correspondeu às expectativas do mercado e surpreendeu com sinalização direta sobre o início dos cortes

SELIC ALTA DEMAIS, BOLSA SEM LASTRO?

“Banco Central já deveria cortar a Selic em 0,25 p.p”, diz Felipe Guerra, da Legacy, que alerta para bolha na bolsa

28 de janeiro de 2026 - 17:10

Enquanto a Legacy defende corte imediato de 0,25 ponto nos juros, Genoa alerta para o risco de o Banco Central repetir erros do passado

NO MAPA DOS GRINGOS

Enquanto brasileiros miram a Europa, destino no Brasil está entre os queridinhos dos estrangeiros para 2026

28 de janeiro de 2026 - 11:55

Cidade brasileira aparece entre os destinos mais reservados para 2026, atrás apenas de Paris e Bangkok, segundo levantamento da eDreams ODIGEO

CASA DE SAL

Casa de garrafas de vidro salta aos olhos no litoral de Pernambuco — e você pode se hospedar nela por R$ 430

28 de janeiro de 2026 - 11:13

Na Ilha de Itamaracá, duas mulheres recolheram cerca de 8 mil garrafas de vidro abandonadas nas praias e a transformaram em lar

DEVO, NÃO NEGO...

Foi mais difícil pagar aluguel em 2025: inadimplência teve leve alta no último ano, mas jogo pode virar em 2026

28 de janeiro de 2026 - 9:00

Levantamento mostra que os imóveis comerciais lideraram as taxas de inadimplência, com média de 4,84%

ENCALHADAS

Mega-Sena encalha e prêmio em jogo agora passa dos R$ 100 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também emperram

28 de janeiro de 2026 - 7:05

Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (28).

ENTREVISTA SD

“Não há nenhuma emergência que leve o Banco Central a apressar o corte da Selic”, diz Tony Volpon

28 de janeiro de 2026 - 6:03

O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%

POLÍTICA MONETÁRIA

Selic a 8% ou a 15%? Ex-diretores do Banco Central explicam o dilema que o Brasil terá pela frente

27 de janeiro de 2026 - 18:46

Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro

LENDA DO MERCADO

Dólar a R$ 4,40, ou dívida acima de 80% do PIB: o alerta de Stuhlberger para 2026

27 de janeiro de 2026 - 14:42

Dólar, juros e eleição entram no radar do gestor do lendário fundo Verde para proteger a carteira

POLÍTICA MONETÁRIA

Quando o Copom vai começar a cortar a Selic? O que dizem os economistas que esperam ajuste nesta semana e os que só veem corte em março

27 de janeiro de 2026 - 12:02

A grande maioria dos agentes financeiros espera a manutenção dos 15% nesta semana, mas há grandes nomes que esperam um primeiro ajuste nesta quarta-feira

JATINHOS, FESTAS MILIONÁRIAS E MAIS

A vida de rei vivida por Daniel Vorcaro enquanto o Banco Master crescia às custas do FGC

27 de janeiro de 2026 - 9:01

Enquanto o Banco Master caminhava para o colapso, Daniel Vorcaro manteve uma rotina de luxo que incluiu jatos particulares e uma festa de R$ 15 milhões para sua filha de 15 anos

MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil abre semana com novo milionário, mas Dupla Sena paga maior prêmio da noite ao sair pela 1ª vez em 2026

27 de janeiro de 2026 - 7:03

Depois de a Lotofácil e a Dupla Sena terem feitos novos milionários, a Mega Sena tem prêmio estimado em R$ 92 milhões hoje

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Temporada de balanços do 4T25 se aproxima: confira as datas das divulgações e teleconferências das principais empresas da B3

27 de janeiro de 2026 - 6:00

As empresas começam a divulgar os resultados na próxima semana e, como “esquenta”, a Vale (VALE3) publica hoje seu relatório de produção e vendas

SEGURANÇA ALIMENTAR

Depois da Nestlé e da Lactalis, mais uma gigante faz recall de fórmula infantil por risco de contaminação

26 de janeiro de 2026 - 14:38

Empresas de laticínios estão recolhendo lotes de fórmulas infantis à medida que cresce a preocupação de contaminação por toxina

VAI TER FOLGA?

Calendário de fevereiro de 2026: Carnaval é feriado? Veja as datas e quem tem direito à folga

26 de janeiro de 2026 - 12:20

Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores

IMPLOSÃO

Torre Palace: do primeiro hotel de luxo de Brasília à implosão no coração do poder

26 de janeiro de 2026 - 12:08

Primeiro hotel de alto padrão da capital federal, o Torre Palace nasceu como símbolo de sofisticação, mas afundou em disputa familiares 

CORRAM PARA AS COLINAS

Ouro ultrapassa US$ 5.120 e atinge recorde em corrida por proteção; ainda vale investir?

26 de janeiro de 2026 - 12:07

Em 2026, com apenas três semanas, o ouro já acumula valorização de 17%

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar