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O chefe da pasta da Fazenda se esquivou de responder as perguntas sobre o que o BC deveria fazer na próxima reunião do Copom
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pretende seguir todas as regras de etiqueta da alta classe, como respeito e elegância, com o novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ao menos, foi isso o que ele afirmou em entrevista à Globonews nesta quarta-feira (4).
Com isso, o chefe da pasta pretende emprestar essas qualidades para trazer um ciclo virtuoso para a economia brasileira — mostrando que formalidades cavalheirescas ainda estão na moda.
Haddad afirmou que o atual diretor de política monetária do Banco Central "está muito gabaritado" para assumir a presidência do BC na transição da atual gestão. Ele foi indicado ao cargo na semana passada.
"Penso que foi um acerto ter indicado o Galípolo para diretor do Banco Central", disse Haddad, para quem isso deu condições de que o diretor conhecesse a autoridade monetária.
Ainda, o ministro ressaltou que pessoas em cargos públicos de alto escalão, como o Ministério da Fazenda e o BC, têm de se habituar a sofrer pressões.
Contudo, ele se esquivou de responder sobre o que a autoridade monetária deveria fazer na próxima reunião do Copom nos dias 17 e 18 deste mês.
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"Confio muito na capacidade técnica das pessoas que estão à frente do BC. Não acho elegante dizer o que o BC tem de fazer, assim como eles também respeitam a autoridade fiscal do ministério da Fazenda", afirmou Haddad.
Na mesma entrevista, Haddad afirmou que "tudo indica" que o acordo firmado para disciplinar as emendas parlamentares terá de respeitar o arcabouço fiscal.
Não há razão, na visão do ministro, para rever as metas fiscais — desde que a desoneração da folha de pagamentos seja compensada.
"Se nós tivermos a compensação da desoneração, cuja reoneração será escalonada, nós não temos porque rever a trajetória traçada pelo Ministério da Fazenda, quando nós estipulamos o novo arcabouço fiscal, que foi saudado por todos os economistas e pelas agências de risco, que aumentaram a nota do Brasil", disse.
O ministro argumentou que as agências de risco "continuarão aumentando" a nota de crédito do Brasil e afirmou que o País tem condições de retomar o grau de investimento.
Além disso, Haddad atribuiu o forte crescimento da economia brasileira à "qualidade" do ajuste fiscal feito pela pasta, que se focou "em quem deixou de pagar impostos."
"O resultado dessa política é que você consegue fazer o ajuste sem prejudicar o crescimento econômico", disse.
Segundo o ministro, a ideia de fazer um ajuste cobrando da população pobre prejudica o consumo e o investimento, mas a agenda da Fazenda permitiu o crescimento dessas duas variáveis e o controle da inflação.
Ele repetiu que a pasta "abriu a caixa-preta" dos grupos econômicos no Brasil quando aprovou a sua agenda de aumento da arrecadação. "Eram quase 2% do PIB a menos em arrecadação em virtude desses 'campeões' que se apropriaram do Orçamento", disse.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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