🔴 DÓLAR A R$5,38 E PODE SUBIR MAIS – VEJA COMO PROTEGER O SEU PATRIMÔNIO

Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @Renan_SanSousa
COOPERATIVA

Nova Rota da Seda: o que é a iniciativa chinesa que quer incluir o Brasil em um plano de infraestrutura global

A adesão formal do Brasil ao projeto chamado Belt and Road, lançado por Xi Jinping em 2013, é uma das cobranças da diplomacia de Pequim na comemoração de dez anos do projeto

Renan Sousa
Renan Sousa
25 de março de 2023
16:50 - atualizado às 16:37
Imagem: Canva / Montagem: Isabelle Santos -

Apesar do adiamento da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China em virtude de um problema de saúde, um dos temas que divide a opinião dos analistas não pode ser deixado de lado. Além do debate envolvendo as lojas de varejo online do país, a inclusão do Brasil na chamada "nova Rota da Seda" também foi colocada na pauta da viagem.

A adesão formal do Brasil ao projeto chamado Belt and Road, lançado por Xi Jinping em 2013, é uma das cobranças da diplomacia de Pequim na comemoração de dez anos do projeto.

A participação brasileira — ainda em avaliação — divide opiniões na diplomacia.

Isso porque a entrada do país na nova Rota da Seda e seria um gesto político a favor da China em um momento de rivalidades e tensões exacerbadas com os Estados Unidos. Ambos são o primeiro e segundo principais parceiros comerciais e investidores estrangeiros do Brasil, respectivamente.

  • Você investe em ações, renda fixa, criptomoedas ou FIIs? Então precisa saber como declarar essas aplicações no seu Imposto de Renda 2023. Clique aqui e acesse um tutorial gratuito, elaborado pelo Seu Dinheiro, com todas as orientações sobre o tema. 

Nada de seda: nova rota inclui desenvolvimento de infraestrutura

O plano consiste na formação de uma grande rede de infraestrutura — passando por diversos modais de transporte, principalmente, portos, rodovias e ferrovias — conectando os continentes para o escoamento de produtos. O projeto começou integrando países do Leste Europeu e da antiga União Soviética.

Vizinhos do Brasil, como Argentina e Chile, integram a lista de 147 países participantes.

­Fontes do governo brasileiro dizem que a adesão do Brasil, um objetivo perseguido pelos chineses, segue em negociação para a declaração conjunta que Lula e Xi Jinping após a visita do presidente ao país. O plano era fazer um comunicado formal e conjunto na próxima terça-feira (28), mas, devido a problemas de saúde do presidente brasileiro, a agenda foi alterada.

Olhos da China voltados para a América Latina

A pressão chinesa pelo ingresso do Brasil, maior economia da América Latina, é recorrente. Outros 20 da região já fazem parte e recebem investimentos chineses em infraestrutura, para conectar as rotas marítimas e terrestres.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, com comércio no ano passado de U$S 150 bilhões. Além de diversificar a pauta de produtos, atualmente ancorada nas commodities, o governo quer atrair mais investimentos chineses em setores estratégicos.

O acumulado de investimentos é de cerca de U$ 70 bilhões. Na balança comercial, o saldo é favorável ao Brasil, com US$ 61,8 bilhões.

Nova rota da seda: prós e contras

Integrantes do governo deram declarações conflitantes. Questionado sobre a possível adesão, o embaixador Eduardo Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty, indicou desinteresse do Brasil em aderir à iniciativa chinesa neste momento.

"Com relação ao Belt and Road (Cinturão e Rota), eu entendo que o Brasil já tem um arcabouço muito sólido que é a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível (Cosban). Essa parceria, essa estrutura toda, tem permitido alcançar objetivos que são infraestrutura, desenvolvimento de comércio e investimentos. Estão em sintonia com os objetivos da iniciativa Cinturão e Rota. Ela não necessariamente tem um valor agregado nesse momento", afirmou, ao detalhar os objetivos da visita presidencial a Pequim.

Já o ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial de Lula, afirmou que não haveria problemas na subscrição do governo brasileiro. Principal influenciador de Lula nas relações internacionais, Amorim disse ao jornal Valor Econômico que "não vê razão" para o Brasil deixar de ingressar na nova roda da seda, nem "dano político" com os norte-americanos.

A declaração é vista por embaixadores mais como um movimento político do ex-chanceler. Os resultados práticos a favor do Brasil e as consequências na relação com Washington, na avaliação de diplomatas especializados em China, são incertos. Para um ex-embaixador brasileiro em Pequim, trata-se de um "gesto político" a favor da China.

Compartilhe

O PODER DA LOIRINHA

Efeito Eras Tour: como Taylor Swift pode impedir que um dos maiores bancos centrais do mundo corte os juros agora?

15 de junho de 2024 - 17:02

Termos como “Swiftflation” e “Swiftonomics” surgiram para se referir ao aumento nos gastos em serviços como hotéis, voos e restaurantes em torno das apresentações da cantora — e agora isso virou um problema para a política monetária

DESDE 1950…

Argentina está em crise, mas… desde quando? Banco Mundial aponta país como recordista de anos em recessão 

14 de junho de 2024 - 19:15

Em 1948, PIB per capita da Argentina era de cerca de 84% daquele das dez maiores economias do mundo; hoje, é de 34%

OS BRITÂNICOS VÃO ÀS URNAS

Quem leva a melhor no Reino Unido? A carta na manga dos trabalhistas para derrubar os conservadores nas eleições de julho

13 de junho de 2024 - 20:01

Os trabalhistas lideram as pesquisas de intenção de voto com a ajudinha de fórmulas conhecidas pelo centro

presidente motoserra

Milei consegue conter preços e inflação Argentina baixa para 4,2% em maio

13 de junho de 2024 - 18:10

Apesar da queda em maio, índice de preços ainda acumula 276% de alta em 12 meses

EM MEIO AO CAOS

Todo poder a Milei? Com voto de Minerva e repressão a manifestantes, Senado da Argentina aprova pacote ultraliberal

13 de junho de 2024 - 11:16

O projeto concede amplos poderes ao Executivo, dando prerrogativas de interferência ao presidente, mas foi desidratado na Casa

PEDIU O MERCADO EM NAMORO?

De Powell, com amor (mas nem tanto): o que a decisão do Fed diz sobre os juros nos EUA

12 de junho de 2024 - 15:12

Em decisão amplamente esperada, o banco central norte-americano manteve a taxa referencial na faixa entre 5,25% e 5,50% ano — foi o gráfico de pontos que mandou a mensagem aos mercados

GUERRA COMERCIAL

Todos contra a China? União Europeia sai à caça dos elétricos chineses com aumento de impostos

12 de junho de 2024 - 14:38

Medida anunciada nesta quarta-feira (12) pelo bloco europeu vai elevar tarifas em até 38% para os EVs asiáticos e pode afetar a BYD e até a Tesla de Elon Musk

EM ANO DE ELEIÇÃO

Hunter Biden pode ser preso? Filho do presidente dos EUA é condenado por posse ilegal de arma — e o que isso significa para a campanha de Joe Biden

11 de junho de 2024 - 18:14

Hunter, de 54 anos, pode pegar até 25 anos e pagar US$ 750 mil em multas

Política Europeia

Decisão de Macron de dissolver Parlamento e convocar eleições antecipadas é aposta política de alto risco

10 de junho de 2024 - 11:13

Atitude de Macron vem após avanço do partido de extrema direita Reunião Nacional nas eleições do Parlamento Europeu

DEPOIS DO ULTIMATO

E agora, Netanyahu? Ministro de guerra de Israel renuncia ao cargo em meio a conflitos em Gaza

9 de junho de 2024 - 17:48

Benny Gantz deu um ultimato a Netanyahu em maio para que o gabinete de guerra adotasse um “plano de ação” para acabar com a batalha em Gaza

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar