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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

VER PARA CRER

Inter sai das mínimas e dobra de valor em dólar em três meses. Agora o JP Morgan quer ver o banco entregar o que prometeu

Os analistas rebaixaram a recomendação do BDR do banco digital de “compra” para “neutro”, mas mantiveram o preço-alvo de R$ 17 por ativo

Camille Lima
Camille Lima
29 de junho de 2023
11:42 - atualizado às 11:43
Fachada da sede do banco Inter (BIDI11) BRDs ações
Fachada da sede do banco Inter. - Imagem: Divulgação

O Banco Inter viveu dois momentos bem distintos na bolsa neste ano. Em março, as ações alcançaram um patamar que colocava até mesmo a viabilidade do banco digital em questão. De lá para cá, porém, os papéis entregaram aos investidores uma valorização em dólares de 115%.

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Mas depois desse verdadeiro rali, o JP Morgan entendeu que é hora de dar uma pausa e “esperar para ver” se o Inter conseguirá cumprir a estratégia de se tornar mais rentável.

Nesse contexto, os analistas decidiram reduzir a recomendação para as ações de “compra” para “neutro”, mas manteve o preço-alvo em R$ 17 por recibo de ação (BDR).

Lembrando que o Inter migrou seus papéis no ano passado para a bolsa norte-americana Nasdaq, mas manteve BDRs aqui na B3, com o ticker INBR32.

No pregão desta quinta-feira, o BDRs operavam em queda de 3,39% na B3 por volta das 11h24, cotados a R$ 14,320. Por sua vez, as ações do banco laranja caíam 3,64% na Nasdaq, a US$ 2,91.

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O Inter ficou caro?

Com a disparada recente, o Inter atualmente é negociado a um múltiplo de aproximadamente 0,85 vez o preço sobre o valor patrimonial por ação (P/VPA) de 2023, de acordo com o JP Morgan.

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Apesar de ainda estar abaixo do pico histórico desde o IPO, o múltiplo limita o potencial de alta do BDR em relação ao valor justo estimado pelos analistas, de 1x.

Vale destacar que o Nubank encontra-se negociado a 6,4 vezes o patrimônio. Ou seja, em tese o banco do cartão laranja tem bastante espaço para recuperar terreno contra o rival roxo.

“O Inter implementou várias medidas ultimamente. É hora de esperar para ver”, escreveram os analistas, em relatório. 

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A estratégia do Banco Inter

Depois de reavaliar a carteira de crédito em 2022, o foco do banco atualmente está na melhora da rentabilidade e em despesas gerais e administrativas — incluindo reduções intensas no quadro de funcionários.

Dentro da estratégia, os analistas destacam como ventos favoráveis para o banco a redução do ciclo de cobrança do cartão de crédito de 10 dias para 7 dias, o que pode gerar uma melhora nas receitas.

Além disso, a instituição ressalta a cobrança pelos saques em caixas eletrônicos e a redução dos limites de cartão de crédito para clientes selecionados, o que pode ser positivo para a qualidade dos ativos e para o capital do banco. 

O JP Morgan também considera positiva a implementação de um novo programa de fidelização de clientes, mas reitera que a iniciativa pode ser um obstáculo quando comparado com a estratégia anterior de cashback.

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“Um maior foco em monetização é necessário, em nossa visão, e perder alguns clientes para alcançar uma rentabilidade sustentável parece ser uma estratégia vencedora.”

Segundo os analistas, o Inter é capaz de cumprir com a estratégia, o que poderia levar a novas revisões para os papéis. Porém, o JPM “esperaria a execução da monetização agora”. 

Na visão do JP Morgan, ainda que as medidas provavelmente sejam positivas para o lucro por ação do Inter, o impacto no NPS e no engajamento dos clientes ainda não está claro.

Para resumir, o NPS é uma das métricas utilizadas para medir o nível de satisfação dos clientes em relação à empresa e seus serviços.

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“Verificamos as redes sociais (Facebook e Instagram) e observamos um número crescente de reclamações.”

VEJA TAMBÉM - VIVARA (VIVA3) DISPARANDO 40%: "É SÓ O COMEÇO" — HORA DE COMPRAR

O desafio do banco laranja

Na análise do JP Morgan, os preços dos BDRs e das ações do Inter atualmente estão se aproximando do valor patrimonial do banco. 

Com isso, os analistas precificam uma rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) alinhada ao custo de capital, com projeção de 15%, auxiliada pela normalização da qualidade dos ativos e maior eficiência. 

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“Nossa atual curva de melhoria do retorno sobre o patrimônio líquido exige um ROE de 2% em 2023, 7,4% em 2024 e 11% em 2025”, escreve o JPM.

“Acreditamos que os bancos digitais podem se beneficiar de uma redução estrutural da relação custo-benefício, portanto, boa lucratividade”, afirmam os analistas sobre a visão de longo prazo.

Vale lembrar que, em um plano ousado apresentado aos investidores no início do ano, o Inter prometeu ser mais rentável que os grandes bancos e entregar um ROE de 30% até 2027. 

Na época, o próprio JP Morgan avaliou a projeção como ‘um pouco agressiva’ e fixaram a estimativa em 17% até a data sugerida.

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Os riscos da tese de Inter

O JP Morgan também prevê riscos para a tese de investimento mais conservadora em Inter — positivos e negativos. 

Da ponta positiva, isto é, que implicaram em uma revisão para cima sobre o banco, os riscos incluem: 

  • Monetização mais rápida do que o esperado; 
  • Taxas mais baixas impulsionando nomes do crescimento para rali; 
  • Impacto menor do que o esperado no engajamento do cliente de iniciativas de monetização; e 
  • Alavancagem operacional gerando rentabilidade acima do esperado.

Por sua vez, os riscos negativos incluem questões como uma deterioração mais rápida que o esperado da qualidade dos ativos, a perda de parceiros do Inter em sua plataforma de investimento aberto ou marketplace e segurança de dados.

O JP Morgan ainda avalia como enxergam a possibilidade de spreads e tarifas bancárias sob pressão devido, ganhos de eficiência demorados e custas judiciais ou provisões para outros processos superiores ao esperado como riscos à tese.

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Além disso, os analistas consideram a possibilidade de uma redução do número de clientes ativos devido à menor qualidade de serviço.

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