Dividendo gordo pela frente? Conselho da Vivo (VIVT3) propõe redução de capital e distribuição de todo o lucro aos acionistas até 2026
Segundo a Telefônica Brasil, a ideia é remunerar os investidores através de dividendos, juros sobre capital próprio, reduções de capital social e recompra de ações

Uma nova vaca leiteira da bolsa brasileira parece pronta para voltar a produzir na forma de proventos. A Telefônica Brasil, dona da Vivo (VIVT3), deu mais um passo em direção ao pagamento de dividendos bilionários aos acionistas.
Após receber o aval da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em meados de setembro para uma redução de capital de até R$ 5 bilhões, a Telefônica confirmou a intenção de distribuir dinheiro aos acionistas.
Segundo a dona da Vivo, a ideia é remunerar os investidores através de dividendos, juros sobre capital próprio, reduções de capital social e recompra de ações.
O montante a ser distribuído deve ser igual ou maior que 100% do lucro líquido de cada um dos respectivos exercícios sociais de 2024 a 2026.
Vale ressaltar que se trata de uma proposta do conselho de administração que ainda precisa passar por assembleia de acionistas. Portanto, não há nada concreto até o momento.
Qualquer decisão futura de distribuição de proventos ou redução de capital estará sujeita a aprovações societárias e outros termos necessários para a efetivação das operações.
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A Telefônica ainda afirma que avalia a situação econômico-financeira da Vivo (VIVT3) e eventuais mudanças no ambiente de negócios e no cenário macroeconômico para entender as oportunidades dos negócios.
Redução de capital da Vivo (VIVT3)
Para dar início à remuneração aos investidores, o conselho de administração da Vivo (VIVT3) aprovou nesta quarta-feira (8) uma redução de capital social de R$ 1,5 bilhão.
De acordo com o projeto, o montante deve ser devolvido aos acionistas em uma única parcela até 31 de julho de 2024.
“Esta operação de redução de capital social objetiva aprimorar a estrutura de capital da companhia, o que permitirá a flexibilização da alocação de seu capital, gerando equilíbrio entre sua necessidade de recursos e a geração de valor aos seus acionistas”, escreveu a empresa.
É importante ressaltar que a proposta ainda deve ser apreciada em uma assembleia geral extraordinária de acionistas antes de ser concluída.
Caso seja aprovada, a efetivação da redução de capital ainda precisará do aval dos credores, que possuem um prazo de 60 dias contados a partir da publicação do documento para registrar oposição.
Vivo (VITV3) e dividendos
Não é de agora que a Vivo (VIVT3) é conhecida por ser uma boa pagadora de dividendos.
Porém, nos últimos anos o retorno (yield) com proventos estava em queda, o que pressionou as ações da companhia na B3.
Isso porque a operadora precisou fazer uma série de investimentos recentemente, como as alocações na rede 5G e a aquisição de uma parte do negócio de telefonia móvel da Oi.
“Os últimos anos não foram muito inspiradores para os acionistas da Vivo (VIVT3), com crescimento tímido atrapalhado pela competição e proventos decrescentes”, disse o analista da Empiricus, Ruy Hungria.
Desse modo, quando a Telefônica entrou com o pedido de aval da Anatel em fevereiro para realizar uma redução de capital bilionária, os investidores de VIVT3 se animaram.
Vale lembrar que a aprovação do órgão era uma das condições necessárias para a Vivo reduzir o capital.
“Depois de aumentar seu endividamento para as aquisições dos ativos da Oi e investimentos nas operações de 5G, a alavancagem já retornou para menos de 1 vez a dívida líquida sobre Ebitda, o que combinado, com a desaceleração da necessidade de Capex na comparação com os últimos anos, aumenta as perspectivas de dividendos pela frente”, disse Ruy Hungria, em relatório.
Após o sinal verde da Anatel, o Itaú BBA decidiu retomar a cobertura das ações da Vivo (VIVT3) no fim de setembro, com recomendação de compra dos papéis.
Os analistas fixaram um preço-alvo de R$ 57 para a ação no fim de 2024. O valor representa um potencial de alta de até 29,8%, de acordo com os analistas.
Além da valorização dos papéis, o banco também projeta um retorno ao acionista da Vivo com dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) de 5,9% no ano que vem.
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