Moody’s rebaixa Americanas e coloca AMER3 a dois passos da pior nota de crédito de todas; saiba o que isso significa
A agência de classificação de risco cortou o rating de Ba2 para Caa3 e colocou a varejista em nova revisão para futuros rebaixamentos

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de crédito da Americanas (AMER3) de Ba2 para Caa3 e colocou a varejista em revisão para futuros cortes. Com isso, a empresa ficou a um passo do grau altamente especulativo (Ca) e a dois da pior nota (C). Mas o que isso significa?
A divulgação do rombo de R$ 20 bilhões da empresa — que elevou a dívida para R$ 40 bilhões — colocou as principais agências de classificação de risco em estado de alerta. Fitch e S&P Global já haviam cortado a nota de crédito da Americanas na semana passada e nesta segunda-feira (16) foi a vez da Moody’s.
O movimento simboliza a deterioração da capacidade da varejista de honrar dívidas e manter os negócios.
O que diz a Moody’s sobre a Americanas
Na sexta-feira (13), a Americanas obteve uma liminar para suspender os efeitos de toda imposição contratual de vencimento antecipado de dívida ou obrigações relativas aos instrumentos financeiros do grupo.
A Moody's acredita que, na ausência de um acordo com os credores para salvaguardar a liquidez, é provável que a empresa entre em recuperação judicial dentro de 30 dias a partir do anúncio.
Durante o período de liminar, a agência espera que a Americanas apresente alternativas para melhorar sua estrutura de capital, incluindo a negociação de um possível aporte de seus acionistas de referência.
Leia Também
Por dentro do rebaixamento
De acordo com a Moody’s, o rebaixamento da nota de crédito da Americanas também reflete os maiores riscos de governança, em particular a falta de controles e transparência adequados, o que prejudica substancialmente a credibilidade da administração.
- Não sabe onde colocar seu dinheiro em meio a tantas incertezas? Aqui você pode conferir um material exclusivo e gratuito que reúne os investimentos mais promissores e resilientes que devem estar na sua carteira em 2023. CLIQUE PARA CONHECER
Além disso, a agência diz que a imposição do standstill aos credores segue uma forte deterioração da confiança e o aumento do risco de crédito com incertezas relacionadas ao nível de endividamento da Americanas e sua capacidade de servir essa dívida, além do aumento do risco de violação de cláusulas e aceleração da dívida na ausência do suspensão automática concedida em 13 de janeiro.
O standstill é um acordo formal que visa evitar o pedido de recuperação judicial ou a interposição de ações individuais, em busca da satisfação de um crédito.
A classificação de crédito da Americanas
Com as recentes mudanças das agências de classificação de risco, a nota de crédito da Americanas está assim:
- Moodys: de Ba2 para Caa3
- Fitch: de BB e para CC
- S&P Global: de BB para B
SEMANA CHEIA
Maior queda de hoje: Tenda (TEND3) cai mais de 6% após mudança de comando e estreia no Ibovespa
9 de setembro de 2026 - 15:48ALOCAÇÃO DE CAPITAL
O que o Banco do Brasil (BBAS3) está vendo na Argentina para continuar colocando dinheiro no país?
9 de setembro de 2026 - 14:27ALTA DOS PREÇOS
Fim da crise no agro está próximo? JP Morgan elege ação favorita no setor, que pode subir até 36,5%
9 de setembro de 2026 - 11:17MUDANÇAS NA BOLSA
INBR32 dá adeus à B3: Inter prepara mudança nos BDRs e deixa uma decisão importante para os investidores
9 de setembro de 2026 - 9:39CRESCIMENTO BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) tem mais dinheiro em caixa — vêm mais dividendos por aí? Entenda os planos da empresa para gerar mais retorno
9 de setembro de 2026 - 6:11FAXINA NO ARMÁRIO
Enjoei (ENJU3) vai desapegar dos centavos com grupamento de ações na razão de 10 para 1
8 de setembro de 2026 - 20:04TROCA DE GUARDA
Marcos Cruz assume oficialmente como CEO da Tenda (TEND3); saiba o que muda na construtora
8 de setembro de 2026 - 19:15TESOURA NAS ESTIMATIVAS
BofA corta apostas em bancos, mas vê espaço para alta em Itaú, BTG e mais 3 ações; veja quais
8 de setembro de 2026 - 18:24EXPANSÃO INTERNACIONAL
Inter chega à Argentina com conta em dólar e acesso a Wall Street; veja o que está por trás da estratégia
8 de setembro de 2026 - 16:23ASSÉDIO ELEITORAL?
“Vocês vão ter que arranjar outro emprego”: a frase que levou o MPT para cima do “Véio da Havan”.
8 de setembro de 2026 - 11:11INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Sucessor de Warren Buffett diz como Berkshire Hathaway vai ganhar dinheiro com IA (a resposta não está só na bolsa)
7 de setembro de 2026 - 15:35FILHA DO DIVÓRCIO
Farm vale mais que a Azzas (AZZA3) na bolsa? Marca deve receber propostas neste mês após ruptura entre Arezzo e Soma, diz jornal
7 de setembro de 2026 - 10:35FALÊNCIA
190, 192 e 193: Anatel autoriza venda da telefonia fixa da Oi (OIBR3) por R$ 60 milhões
7 de setembro de 2026 - 9:20DE OLHO NAS DÍVIDAS
Adeus, CSN Cimentos? Novo CEO da CSN (CSNA3) prepara venda de ativos bilionários, diz jornal
6 de setembro de 2026 - 12:55PODCAST TOUROS E URSOS
Por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?
6 de setembro de 2026 - 11:15AGENTES DE IA
O próximo concorrente de Visa e Mastercard pode não ser um banco, mas uma inteligência artificial
5 de setembro de 2026 - 14:55BENEFÍCIOS
A próxima batalha dos bancos é pelo mercado de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA)
5 de setembro de 2026 - 13:22PERDEU O ENTUSIASMO
Intelbras (INTB3): ação ainda pode subir 22%, mas JP Morgan já não recomenda compra; confira os motivos
4 de setembro de 2026 - 17:42GORDURA NO CAPITAL?
Méliuz (CASH3) diz que tem capital demais e quer ‘cortar’ R$ 160 milhões da própria conta; entenda
4 de setembro de 2026 - 16:37Conteúdo BTG Pactual