Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

OLHANDO PELO RETROVISOR

Além das Americanas (AMER3): empresas de Lemann e sócios da 3G têm histórico de problemas contábeis

Rombo encontrado nas Americanas (AMER3) colocou a gestão do famoso trio da 3G Capital sob análise mais uma vez

Ana Carolina Neira
18 de janeiro de 2023
6:45 - atualizado às 15:28
Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, bilionários acionistas da Americanas (AMER3)
Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles, acionistas da Americanas (AMER3) - Imagem: Shutterstock/Ambev/Seu Dinheiro - Montagem Brenda Silva

Os desdobramentos da revelação de um rombo de R$ 20 bilhões no balanço da Americanas (AMER3) levaram alguns dos credores da varejista a atribuírem práticas nada lisonjeiras àqueles que, até então, eram considerados uma referência no capitalismo brasileiro: os empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BTG Pactual, por exemplo, acusa o trio de investidores de referência da Americanas de se beneficiar há anos do que chama de fraude contábil na companhia.

Os três homens mais ricos do Brasil fizeram fortuna com um estilo de gestão baseado em cortes agressivos de custos e crescimento via aquisições nas empresas investidas.

  • Não perca dinheiro em 2023: o Seu Dinheiro conversou com os principais especialistas do mercado financeiro e reuniu neste material as melhores oportunidades de investimentos em ações, BDRs, fundos imobiliários e muito mais. ACESSE AQUI GRATUITAMENTE

A frase “sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno”, de Lemann, se tornou desde então uma espécie de mantra da boa gestão corporativa. Mas essa imagem ficou arranhada após a revelação do rombo bilionário na varejista.

A Americanas foi uma das primeiras incursões dos bilionários rumo ao “sonho grande”. Eles compraram o controle da Americanas há 40 anos e só deixaram essa posição em 2021, após uma reestruturação societária que reduziu a participação de 53,3% para 29,2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por tudo isso, a postura dos empresários nos dias que se seguiram ao escândalo contábil deixou os credores indignados. Entre os representantes dos bancos para os quais a Americanas deve, ficou a sensação de que Lemann, Telles e Sicupira queriam socializar o prejuízo.

Leia Também

Entre gestores no mercado financeiro — alguns deles, investidores de Americanas —, muitos compartilham da mesma opinião e vão mais longe: não apenas acreditam ser quase impossível que o trio não soubesse de nada como comentam também que outros envolvidos próximos deixaram a coisa toda acontecer, com o intuito de não mexer com gente importante no mercado.

Vale destacar que tudo são mais opiniões e impressões do que fatos concretos — pelo menos, por enquanto. Mas a crise na Americanas acabou despertando a atenção para outras empresas dos sócios que deram errado ou que também tiveram histórico de problemas contábeis.

VEJA TAMBÉM - É o fim da Americanas? Escândalo que revelou rombo de R$ 20 bilhões pode ser só o começo; entenda no vídeo

A quebra do Banco Garantia

Em 1998, Lemann, Telles e Sicupira viram-se obrigados a vender o Banco Garantia ao Credit Suisse First Boston.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A alta exposição a títulos da dívida externa deixou o banco de investimentos próximo da insolvência em meio às crises na Ásia e na Rússia entre 1997 e 1998. Não foi, portanto, um problema contábil, mas um erro estratégico.

O Garantia não chegou a quebrar, mas o trio nunca mais voltou a investir pesado no setor financeiro.

A republicação dos balanços da ALL

Em 2015, meses depois da conturbada aquisição da América Latina Logística (ALL) — que mais tarde originou a Rumo (RAIL3) —, a Cosan (CSAN3) foi obrigada a republicar os balanços de 2013 e 2014 da companhia.

A intenção era reparar inconsistências contábeis detectadas em diversas linhas dos relatórios financeiros que, em última instância, inflavam o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Criada a partir da compra de ferrovias estatais, a ALL deslumbrou o mercado justamente por conta do crescimento rápido e da gestão tida como bem feita. Mas também foi alvo de uma debandada de executivos e diversas reclamações de clientes, que mais tarde tiveram mais um motivo de preocupação quando as inconsistências contábeis viraram notícia.

A multa paga à SEC pela Kraft Heinz

Em 2013, a 3G Capital investiu US$ 28 bilhões na aquisição da gigante Kraft Heinz, que dois anos depois recebeu ninguém mais, ninguém menos do que Warren Buffett como um de seus sócios. Assim surgiu a The Kraft Heinz Company, uma das maiores empresas do mundo no setor de alimentação.

Mas o que parecia que tinha tudo para dar certo sem mais tropeços também acendeu um alerta no mercado em 2019, quando a Securities and Exchange Commission (SEC) — reguladora do mercado de capitais nos Estados Unidos — acusou a empresa por erros contábeis.

Neste caso, as acusações envolviam especialmente a área de compras da empresa, acusada de manter contratos falsos com fornecedores e mascarar o custo que tinha com eles. Como aconteceu com a ALL, o resultado disso foi um Ebitda inflado e que não condizia com a realidade, o que obrigou a companhia a republicar seus balanços com as devidas correções e uma baixa contábil de US$ 15,4 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2021, foi acertado um acordo de US$ 62 milhões entre a Kraft Heinz e a SEC. Desde então, o trio vem reduzindo sua participação na empresa com a venda de ações.

Durante a tumultuada teleconferência com o mercado realizada na quinta-feira (12), o próprio Sérgio Rial relembrou um pouco o histórico da 3G Capital para defender os executivos enquanto buscava explicar o caso Americanas.

“As vozes mais negativas dirão: ah, já não foi bom na ALL, ou ‘não teve um problema na Heinz?’ Mas esse grupo nunca deixou de reportar problemas quando encontram, são capitalistas puro sangue, aos quais tenho muito orgulho de ter me associado”, afirmou.

A Ambev (ABEV3) pode ser afetada?

Diante de todo o escândalo envolvendo a Americanas (AMER3), a Ambev (ABEV3) também foi contaminada e já cai 4,54% neste mês — considerando o fechamento de terça-feira (17).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste caso, o grande temor do mercado é que o trio formado por Telles, Lemann e Sicupira — que também controlam a fabricante de cervejas — seja obrigado a vender parte de suas ações para conter o estrago feito na Americanas.

Com isso, alguns bancos e casas de análise devem rever sua recomendação para o ativo — lembrando que o momento da companhia não é dos melhores, e o caso da Americanas apenas piorou o cenário.

Outro comentário que também corre no mercado diz respeito à falta de confiança generalizada que se abateu sobre os investidores.

Olhos na Americanas (AMER3)

O rombo de R$ 20 bilhões na Americanas, portanto, parece ser o novo episódio de uma série de problemas que o trio já enfrentou em outras ocasiões. Mas o caso da varejista tende a ser aquele que entrará para a história do mercado brasileiro de capitais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até agora, sobram mais dúvidas do que respostas — incluindo como seria uma possível recuperação judicial da empresa e qual o montante necessário para a eventual capitalização da Americanas.

E quando falamos em valores é que o humor do mercado azeda de vez. Ontem, a companhia deu o calote no pagamento de juros de uma emissão de debêntures após uma decisão da Justiça que suspende suas cobranças por 30 dias.

Isso acontece para blindar a Americanas contra possíveis bloqueios ou penhoras de bens e adia o pagamento das dívidas, que, de acordo com o pedido feito à Justiça do Rio de Janeiro, chegam a R$ 40 bilhões.

Na tentativa de evitar um calote bilionário, o BTG Pactual também trava uma batalha judicial desde o anúncio do rombo, na última quarta-feira (11), mas até agora os pedidos do banco foram negados pela Justiça.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Bank of America e o BV engrossam a lista de bancos que buscam proteção judicial.

Um relatório do Citi revela que os bancos mais expostos à dívida da varejista são justamente BTG, Bradesco e Santander Brasil.

O Citi calcula que a exposição do BTG à Americanas seja de R$ 1,9 bilhão, ou seja, 1,5% dos empréstimos da carteira. Já o Bradesco tem 0,5% dos seus empréstimos comprometidos com a varejista, um total de R$ 4,7 bilhões. Por fim, o Santander tem R$ 3,7 bilhões, que representam 0,6% da carteira de empréstimos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VEJA A MELHOR OPÇÃO

Vale a pena comprar remédios no Mercado Livre (MELI34)? Comparamos com iFood, Rappi e o aplicativo da RD Saúde (RADL3)

7 de abril de 2026 - 15:10

Na disputa pela conveniência no e-commerce de medicamentos, o Mercado Livre estreia com preços mais baixos e navegação mais fluida, mas ainda perde em rapidez para rivais já consolidados como iFood, Rappi e Raia

BALANÇO OPERACIONAL

MRV (MRVE3) reverte queima de caixa no 1T25 e se prepara para novas regras do MCMV, mas ações caem; o que desagradou?

7 de abril de 2026 - 12:40

“Apesar do bom desempenho operacional e avanços na Resia, a geração de fluxo de caixa fraca no Brasil deve pressionar a reação do mercado”, disse o banco BTG Pactual em relatório.

UM EM UM MILHÃO

O evento de R$ 8 por ação: o plano da Eneva (ENEV3) para destravar valor que o JP Morgan considera um fenômeno raro

7 de abril de 2026 - 12:31

O JP Morgan elevou o preço-alvo após a empresa garantir contratos estratégicos; saiba por que o banco vê riscos menores e maior geração de caixa no horizonte

SEM LIDERANÇA

Oncoclínicas (ONCO3) perde todos os membros do conselho de uma vez, com renúncia do presidente; entenda a situação

7 de abril de 2026 - 10:12

A notícia chega em um momento delicado para a companhia: ela tem caixa para apenas mais 15 dias e já vem adiando tratamentos de seus pacientes por falta de recursos

DE OLHO NAS ELEIÇÕES

Petrobras (PETR4) elege novo presidente do conselho e troca diretoria de Logística

7 de abril de 2026 - 7:50

A eleição ocorreu em reunião realizada na segunda-feira (6), e o mandato valerá até a próxima Assembleia Geral, que ocorrerá em 16 de abril

AJUSTE DE ROTA

Hapvida (HAPV3) troca CEO em meio a resultados pressionados; veja quem assume

6 de abril de 2026 - 20:07

Em carta ao mercado, Jorge Pinheiro anunciou sua saída do cargo de CEO e reconheceu que os resultados financeiros recentes ficaram abaixo do potencial da companhia

VAI MUDAR NA B3 TAMBÉM

Adeus, ODPV3. Olá, SAUD3! Acionistas dão o ‘sim’ para união entre a Odontoprev e o braço de saúde do Bradesco (BBDC4)

6 de abril de 2026 - 20:04

Agora restam apenas ritos formais de homologação pelos conselhos de administração. A expectativa é que a eficácia da incorporação de ações ocorra no dia 30 de abril.

CORRIDA DO PETRÓLEO

Petrobras (PETR4) a R$ 64, Prio (PRIO3) a R$ 74 ou PetroReconcavo (RECV3) a R$ 16: saiba qual petroleira vale mais a pena agora

6 de abril de 2026 - 19:43

Com o Brent em alta, o Itaú BBA revisou seus modelos para as petroleiras brasileiras; confira que esperar de Petrobras, Prio e PetroReconcavo após a atualização que elevou os preços-alvo do setor

GANHO TURBINADO

Petrobras (PETR4) pode elevar dividendos com novo subsídio ao diesel; BTG vê rendimento perto de 13%

6 de abril de 2026 - 19:22

Segundo cálculos do banco, pacote do governo pode adicionar até US$ 1,5 bilhão por trimestre ao caixa da estatal

NA CARTEIRA

Hora de comprar: esta ação pode subir até 35% na bolsa, segundo a XP; entenda os gatilhos

6 de abril de 2026 - 16:10

A correta atualizou a tese da companhia para refletir os desenvolvimentos estratégicos recentes e os resultados divulgados

JANELA ABERTA

Vale (VALE3) blindada? Citi vê ação protegida, aumenta preço-alvo dos ADRs e reforça aposta em dividendos

6 de abril de 2026 - 14:23

Banco destaca resiliência da Vale frente a outras mineradoras e projeta forte fluxo de caixa, mesmo com pressão de custos

AINDA SEM SOLUÇÃO

O que a Braskem (BRKM5) falou à CVM sobre a possibilidade de pedir recuperação judicial

6 de abril de 2026 - 10:43

A empresa diz que o contínuo ciclo de baixa da indústria petroquímica mantém os preços e os spreads pressionados, o que prejudica suas receitas. Por outro lado, as dívidas da empresa continuam crescendo como uma bola de neve

DANÇA DAS CADEIRAS

Embraer (EMBJ3): CFO deixa o cargo e vai para a Azul (AZUL53). Quem ficará no lugar?

6 de abril de 2026 - 10:19

Antonio Carlos Garcia ocupava o cargo desde janeiro de 2020 e renunciou para assumir a posição na Azul, no lugar de Alexandre Wagner Malfitani

ESTRATÉGIA PARA VENDER MAIS

Telefônica (VIVT3), dona da Vivo, abre crediário para vender celular

5 de abril de 2026 - 9:45

A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos

DANÇA DAS CADEIRAS

Petrobras (PETR4) já tem nome no radar para presidente do conselho, e governo quer indicar atual secretário da Fazenda, diz jornal

4 de abril de 2026 - 10:11

As mudanças na estatal ocorrem por conta das eleições de outubro, já que quem for se candidatar precisa deixar os cargos no Executivo até hoje (4)

ALVO DE CRÍTICAS

Hapvida (HAPV3) pode acatar sugestão da gestora Squadra e adotar voto múltiplo na próxima eleição do Conselho

3 de abril de 2026 - 12:01

Gestora carioca escreveu carta aberta à operadora de saúde, com críticas à reeleição do Conselho e sua alta remuneração ante os maus resultados da empresa

A QUEDA CONTINUA

Vendas da Tesla (TSLA34) no 1T26 decepcionam, e ação chega a cair 6% no after market; do que o mercado não gostou?

3 de abril de 2026 - 9:56

Montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk têm números abaixo das expectativas em meio a redirecionamento de negócios

ÚLTIMA CHAMADA

A Aura (AURA33) ainda vale a pena? BTG alerta que janela de alta está se fechando e diz o que fazer com as ações

2 de abril de 2026 - 19:49

Mineradora mais que dobra reservas e segue entregando, mas banco afirma que boa parte da história já está no preço

FORA DA REALIDADE DA EMPRESA

Hapvida (HAPV3): alto escalão está entre os mais bem pagos do Ibovespa, apesar de “destruição histórica de valor”; veja as remunerações

2 de abril de 2026 - 17:03

Segundo uma carta da Squadra, o conselho de administração da empresa deve ganhar R$ 57 milhões em 2026, o que equivale a 1% do valor de mercado da empresa e coloca o time entre os mais bem pagos da bolsa

BARATA ATÉ DEMAIS?

Os dividendos da Vale (VALE3) estão ainda mais perto do acionista? O que levou o BofA a recomendar compra e elevar o preço-alvo

2 de abril de 2026 - 15:57

Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia