O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Rombo encontrado nas Americanas (AMER3) colocou a gestão do famoso trio da 3G Capital sob análise mais uma vez
Os desdobramentos da revelação de um rombo de R$ 20 bilhões no balanço da Americanas (AMER3) levaram alguns dos credores da varejista a atribuírem práticas nada lisonjeiras àqueles que, até então, eram considerados uma referência no capitalismo brasileiro: os empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.
O BTG Pactual, por exemplo, acusa o trio de investidores de referência da Americanas de se beneficiar há anos do que chama de fraude contábil na companhia.
Os três homens mais ricos do Brasil fizeram fortuna com um estilo de gestão baseado em cortes agressivos de custos e crescimento via aquisições nas empresas investidas.
A frase “sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno”, de Lemann, se tornou desde então uma espécie de mantra da boa gestão corporativa. Mas essa imagem ficou arranhada após a revelação do rombo bilionário na varejista.
A Americanas foi uma das primeiras incursões dos bilionários rumo ao “sonho grande”. Eles compraram o controle da Americanas há 40 anos e só deixaram essa posição em 2021, após uma reestruturação societária que reduziu a participação de 53,3% para 29,2%.
Por tudo isso, a postura dos empresários nos dias que se seguiram ao escândalo contábil deixou os credores indignados. Entre os representantes dos bancos para os quais a Americanas deve, ficou a sensação de que Lemann, Telles e Sicupira queriam socializar o prejuízo.
Leia Também
Entre gestores no mercado financeiro — alguns deles, investidores de Americanas —, muitos compartilham da mesma opinião e vão mais longe: não apenas acreditam ser quase impossível que o trio não soubesse de nada como comentam também que outros envolvidos próximos deixaram a coisa toda acontecer, com o intuito de não mexer com gente importante no mercado.
Vale destacar que tudo são mais opiniões e impressões do que fatos concretos — pelo menos, por enquanto. Mas a crise na Americanas acabou despertando a atenção para outras empresas dos sócios que deram errado ou que também tiveram histórico de problemas contábeis.
Em 1998, Lemann, Telles e Sicupira viram-se obrigados a vender o Banco Garantia ao Credit Suisse First Boston.
A alta exposição a títulos da dívida externa deixou o banco de investimentos próximo da insolvência em meio às crises na Ásia e na Rússia entre 1997 e 1998. Não foi, portanto, um problema contábil, mas um erro estratégico.
O Garantia não chegou a quebrar, mas o trio nunca mais voltou a investir pesado no setor financeiro.
Em 2015, meses depois da conturbada aquisição da América Latina Logística (ALL) — que mais tarde originou a Rumo (RAIL3) —, a Cosan (CSAN3) foi obrigada a republicar os balanços de 2013 e 2014 da companhia.
A intenção era reparar inconsistências contábeis detectadas em diversas linhas dos relatórios financeiros que, em última instância, inflavam o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia.
Criada a partir da compra de ferrovias estatais, a ALL deslumbrou o mercado justamente por conta do crescimento rápido e da gestão tida como bem feita. Mas também foi alvo de uma debandada de executivos e diversas reclamações de clientes, que mais tarde tiveram mais um motivo de preocupação quando as inconsistências contábeis viraram notícia.
Em 2013, a 3G Capital investiu US$ 28 bilhões na aquisição da gigante Kraft Heinz, que dois anos depois recebeu ninguém mais, ninguém menos do que Warren Buffett como um de seus sócios. Assim surgiu a The Kraft Heinz Company, uma das maiores empresas do mundo no setor de alimentação.
Mas o que parecia que tinha tudo para dar certo sem mais tropeços também acendeu um alerta no mercado em 2019, quando a Securities and Exchange Commission (SEC) — reguladora do mercado de capitais nos Estados Unidos — acusou a empresa por erros contábeis.
Neste caso, as acusações envolviam especialmente a área de compras da empresa, acusada de manter contratos falsos com fornecedores e mascarar o custo que tinha com eles. Como aconteceu com a ALL, o resultado disso foi um Ebitda inflado e que não condizia com a realidade, o que obrigou a companhia a republicar seus balanços com as devidas correções e uma baixa contábil de US$ 15,4 bilhões.
Em 2021, foi acertado um acordo de US$ 62 milhões entre a Kraft Heinz e a SEC. Desde então, o trio vem reduzindo sua participação na empresa com a venda de ações.
Durante a tumultuada teleconferência com o mercado realizada na quinta-feira (12), o próprio Sérgio Rial relembrou um pouco o histórico da 3G Capital para defender os executivos enquanto buscava explicar o caso Americanas.
“As vozes mais negativas dirão: ah, já não foi bom na ALL, ou ‘não teve um problema na Heinz?’ Mas esse grupo nunca deixou de reportar problemas quando encontram, são capitalistas puro sangue, aos quais tenho muito orgulho de ter me associado”, afirmou.
Diante de todo o escândalo envolvendo a Americanas (AMER3), a Ambev (ABEV3) também foi contaminada e já cai 4,54% neste mês — considerando o fechamento de terça-feira (17).
Neste caso, o grande temor do mercado é que o trio formado por Telles, Lemann e Sicupira — que também controlam a fabricante de cervejas — seja obrigado a vender parte de suas ações para conter o estrago feito na Americanas.
Com isso, alguns bancos e casas de análise devem rever sua recomendação para o ativo — lembrando que o momento da companhia não é dos melhores, e o caso da Americanas apenas piorou o cenário.
Outro comentário que também corre no mercado diz respeito à falta de confiança generalizada que se abateu sobre os investidores.
O rombo de R$ 20 bilhões na Americanas, portanto, parece ser o novo episódio de uma série de problemas que o trio já enfrentou em outras ocasiões. Mas o caso da varejista tende a ser aquele que entrará para a história do mercado brasileiro de capitais.
Até agora, sobram mais dúvidas do que respostas — incluindo como seria uma possível recuperação judicial da empresa e qual o montante necessário para a eventual capitalização da Americanas.
E quando falamos em valores é que o humor do mercado azeda de vez. Ontem, a companhia deu o calote no pagamento de juros de uma emissão de debêntures após uma decisão da Justiça que suspende suas cobranças por 30 dias.
Isso acontece para blindar a Americanas contra possíveis bloqueios ou penhoras de bens e adia o pagamento das dívidas, que, de acordo com o pedido feito à Justiça do Rio de Janeiro, chegam a R$ 40 bilhões.
Na tentativa de evitar um calote bilionário, o BTG Pactual também trava uma batalha judicial desde o anúncio do rombo, na última quarta-feira (11), mas até agora os pedidos do banco foram negados pela Justiça.
O Bank of America e o BV engrossam a lista de bancos que buscam proteção judicial.
Um relatório do Citi revela que os bancos mais expostos à dívida da varejista são justamente BTG, Bradesco e Santander Brasil.
O Citi calcula que a exposição do BTG à Americanas seja de R$ 1,9 bilhão, ou seja, 1,5% dos empréstimos da carteira. Já o Bradesco tem 0,5% dos seus empréstimos comprometidos com a varejista, um total de R$ 4,7 bilhões. Por fim, o Santander tem R$ 3,7 bilhões, que representam 0,6% da carteira de empréstimos.
Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?
Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%
Mudança de regra pode afetar diretamente as expectativas de retorno e geração de caixa da companhia de saneamento paranaense
Lucro líquido chegou a R$ 102,3 milhões no período, em meio a estratégia mais focada em rentabilidade e menos dependente de crescimento de frota; veja os destaques do resultado
Levantamento com dados da CVM e da Anbima mostra forte presença da UHY em fundos ligados ao ecossistema do Banco Master, além de conexões com a Fictor, vínculos indiretos entre estruturas e indícios de investimentos cruzados entre os veículos
Data de corte se aproxima e ações devem virar “ex” nos próximos dias; veja o calendário dos proventos da Vibra
Mais dinheiro no setor, mudança no IR e ajustes no MCMV podem turbinar vendas; veja quem deve ganhar
A operadora adiou a divulgação dos resultados do terceiro e do quarto trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras anuais, e segue sem nova data para apresentação dos números ao mercado
Investidor precisa ficar atento à data de corte para não perder o direito ao provento
Laudo da Laspro libera avanço da recuperação, mas identifica números conflitantes, dependência de aportes internos e confusão patrimonial entre as empresas
Genial Investimentos revisa tese e aponta riscos que colocam em xeque a percepção de estabilidade da transmissora
Em reunião com analistas, CEO diz que transição foi planejada e que modelo atual veio para ficar; veja o que esperar do bancão agora
Liminar judicial dá 60 dias de fôlego à antiga Alliar, enquanto empresa tenta negociar dívidas e evitar um desfecho mais duro
A ação, no entanto, está em queda, com o arrefecimento da guerra no Oriente Médio, após o anúncio de Donald Trump, e a queda do petróleo tipo brent
Presidente da Amazon Brasil defende que a parceria une a tecnologia da plataforma norte-americana com o portfólio e a tradição da Casas Bahia
A CSN pretende utilizar os recursos do empréstimo para refinanciar dívidas existentes no curto e médio prazo; venda da CSN Cimentos foi dada como garantia
Operação envolve transferência de ativos e dívidas para nova empresa sob controle dos investidores; saiba o que esperar do potencial negócio
Depois que a operação for fechada, a Claro será obrigada a abrir um registro de uma oferta pública para a aquisição das ações restantes da Desktop, em função da alienação de controle da empresa
Com recuperação extrajudicial, o real problema do GPA é bem maior. Veja quais as chances de isso vir a pesar de fato para a empresa e quais são os principais entraves para a reestruturação da companhia
No acumulado de 12 meses, a carteira semanal recomendada pela Terra Investimentos subiu 68,44%, contra 36,04% do Ibovespa