IPCA + 7,5%: receba esta e outras ofertas ‘premium’ de renda fixa no WhatsApp; clique aqui

Cotações por TradingView
2023-01-05T09:55:51-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @RenanSSousa1
DESDOBRAMENTOS

Justiça dos EUA decide que mais de US$ 4,2 bilhões em criptomoedas são de propriedade da Celsius, não dos clientes

Em termos judiciais, os clientes não têm preferência para receber seus investimentos de volta e devem esperar o plano completo de reestruturação para reaver seus fundos

5 de janeiro de 2023
9:55
Celsius, plataforma de staking, segue com negociações de criptomoedas suspensas
Imagem: Shutterstock

O tribunal de falências de Nova York — que vem tendo trabalho com empresas do universo das criptomoedas com os sucessivos pedidos de chapter 11, equivalente a recuperação judicial — decidiu que US$ 4,2 bilhões em ativos digitais são de propriedade da Celsius, plataforma de lending e staking de tokens. 

De acordo com uma publicação do The Wall Street Journal, os fundos atrelados às contas que estavam no sistema de staking — uma espécie de renda fixa em cripto, que paga os clientes para emprestarem suas moedas à plataforma — pertencem ao protocolo Celsius

Com isso, o juiz Martin Glenn praticamente abriu caminho para que outras empresas do setor que preencheram o chapter 11 — o primeiro passo para uma companhia decretar falência — usem esses fundos travados como bem entenderem.

Em termos judiciais, os clientes não têm preferência para receber seus investimentos de volta e devem esperar o plano completo de reestruturação para reaver seus fundos.

Celsius tem direito às criptomoedas dos clientes

O tribunal usou como argumento o fato de as empresas especificarem nos “termos de uso” os direitos de custódia da plataforma sobre os tokens dos clientes. Os advogados de defesa entendem que, ao aceitarem o que diz no contrato, a Celsius poderia “emprestar, vender e usar os ativos como investimento”.

Estima-se que cerca de 600 mil usuários tenham sido afetados desde o preenchimento de chapter 11 em julho do ano passado.

Assim como houve com a FTX, a Celsius entrou em insolvência com a piora do mercado de criptomoedas. Em outras palavras, o patrimônio total da empresa não consegue honrar as dívidas.

Contraponto

Autoridades regulatórias e clientes da Celsius alegam que os termos do contrato são ambíguos. Além disso, boa parte dos clientes não lê o que está escrito — e quando leem, dizem, não entendem e apenas assinam o documento.

Ainda: há acusações dizendo que o antigo CEO, Alex Mashinsky, enganava clientes com vídeos e aparições, afirmando que os clientes ainda eram donos dos depósitos.

O juiz “se solidariza com a frustração dos clientes que não entendem os termos de uso”, mas também escreve que mais de 99% dos usuários aceitaram a edição mais recente — em especial os que dizem respeito às contas de staking. Glenn ainda afirma que as provas envolvendo o ex-CEO deveriam ter sido apresentadas antes da decisão.

O futuro da Celsius e de US$ 70 milhões em criptomoedas

A plataforma em reestruturação empresarial concordou em devolver uma fração para os usuários que não tinham contas de investimento.

O caso da Celsius ainda tem muitos desdobramentos pela frente. O juiz Glenn ainda precisa decidir sobre o futuro de cerca de US$ 700 milhões em ativos digitais usados como colateral de empréstimos.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Ibovespa sobe em meio ao caos de um interminável janeiro; o que afeta a bolsa nos próximos dias?

31 de janeiro de 2023 - 18:57

Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo

MELHORES DO MÊS

Renascimento cripto: bitcoin (BTC) volta a brilhar, sobe mais de 30% e é disparado o melhor investimento de janeiro; títulos do Tesouro ficam na lanterna

31 de janeiro de 2023 - 18:46

As medalhas de prata e bronze foram para o ouro e para o Ibovespa, em um movimento de busca por segurança — e barganhas

ESTAGNOU?

Dividendos do Maxi Renda (MXRF11) não cresceram em 2022, mas os proventos destes outros três fundos imobiliários subiram mais de 50% — veja quais são

31 de janeiro de 2023 - 18:33

O melhor resultado foi obtido pelo Santander Papéis Imobiliários CDI (SADI11), com alta de 77,1%

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO

Pé no freio: produção e vendas da Vale (VALE3) registram recuo tímido em 2022; confira os destaques operacionais da mineradora

31 de janeiro de 2023 - 18:30

A produção e a comercialização de minério de ferro da companhia se aproximaram da estabilidade no ano passado, com leves quedas

HORA DA VIRADA?

CEO da BRF (BRFS3) está otimista após reabertura chinesa

31 de janeiro de 2023 - 17:57

Na avaliação de Miguel Gularte, CEO da BRF (BRFS3), a recuperação da companhia vai acontecer mais cedo do que o previsto pelo mercado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies