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Sinais de paz?

Ucrânia estaria disposta a discutir posição neutra como parte de acordo de paz com a Rússia

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deu entrevista para a imprensa russa durante uma hora e meia neste domingo

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky
Imagem: Twitter Volodymyr Zelensky/Reprodução

No que depender do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, seu país está pronto para discutir a adoção de uma posição neutra como parte de um acordo de paz com a Rússia. De acordo com a agência de notícias Reuters, Zelensky fez a afirmação durante uma videoconferência de uma hora e meia com jornalistas russos neste domingo (27).

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"Garantias de segurança e neutralidade, status não nuclear de nosso estado. Estamos prontos para isso. Este é o ponto mais importante", disse Zelensky, segundo a Reuters.

Ele descartou, ainda, a tentativa de recuperar à força o território sob domínio da Rússia, dizendo que isso desencadearia a terceira guerra mundial. Zelenksy também deixou claro que quer chegar a um acordo sobre a região de Donbass, dominada por forças aliadas à Rússia desde 2014.

Por outro lado, Zelensky reforçou que a Ucrânia se recusa a discutir outras demandas da Rússia, como a desmilitarização do país.

A Reuters afirma que Moscou tentou desencorajar a imprensa russa a participar da coletiva de imprensa. Zelensky, por sua vez, deu a entrevista em russo, com o objetivo de que sua mensagem chegasse até a população russa.

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Um mês de guerra

Após pouco mais de um mês desde a invasão russa na Ucrânia, o presidente Vladimir Putin ainda não conseguiu tomar nenhuma cidade importante ucraniana.

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Segundo as Nações Unidas, mais de 1.119 civis foram mortos até o momento, mas é provável que o número seja ainda maior. A Rússia nega ter atingido civis na Ucrânia.

Na cidade portuária de Mariupol, que já teve cerca de 400 mil habitantes, o bombardeio russo tem se prolongado e colocado a cidade em estado de sítio.

"Todas as entradas e saídas da cidade de Mariupol estão bloqueadas", disse Zelensky. "O porto está minado. Uma catástrofe humanitária dentro da cidade é inequívoca, pois é impossível ir até lá com comida, remédios e água", afirmou.

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Com informações da Reuters

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