Em evento do mercado financeiro, Paulo Guedes volta a defender projetos do governo e reforça crescimento do Brasil
Paulo Guedes, ministro da Economia, também aproveitou a ocasião para dizer que permanecerá no cargo em caso de reeleição

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de evento promovido pela Tag Investimentos em São Paulo no início da noite desta quarta-feira (17), onde voltou a repetir um discurso já conhecido em outros eventos do gênero.
Além de confirmar que permanecerá no cargo caso Jair Bolsonaro seja reeleito e dar muitos detalhes sobre seu plano de governo, ele aproveitou a ocasião para refutar notícias sobre as condições econômicas do Brasil.
A exemplo do que aconteceu há duas semanas durante a Expert XP — o grande reencontro do mercado financeiro desde o início da pandemia —, Guedes voltou a falar que há quem torça contra o crescimento brasileiro, citando desde a imprensa até órgãos como o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Segundo ele, nenhuma projeção dá conta da dinâmica adotada internamente, responsável por fazer o Brasil sair da pandemia com bons indicadores, incluindo aqueles de emprego e renda.
Guedes aponta que os cálculos feitos por autoridades como o FMI utilizam metodologia antiga, que ignora, por exemplo, as recentes reformas realizadas durante os últimos anos.
"Eu dizia que o Brasil ia voltar em forma de 'V" e realmente voltou, porque trocamos o eixo da economia brasileira. Quem faz essas previsões utiliza um modelo antigo", citando ainda os investimentos privados feitos no país e as mudanças feitas em marcos regulatórios, além da agenda de concessões do governo federal.
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Entre os pontos questionados pelo ministro estão dados sobre a criação de empregos no Brasil — que cresce, mas dentro da informalidade —, as previsões para o PIB — que foram revisadas para este ano, mas reduzidas para 2023 — e sobre a população em situação de extrema pobreza.
De acordo com o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19, produzido pela Rede Penssan e pela Oxfam em junho, mais de 33 milhões de pessoas não tem o que comer no Brasil. Segundo o ministro da Economia, esse número é de 8 milhões.
Paulo Guedes e a polêmica da responsabilidade fiscal
O ministro da Economia também voltou a defender as políticas fiscais adotadas para combater a pandemia desde 2020, incluindo o atual Auxílio Brasil, sem entrar em questões de saúde pública.
"O cenário era de guerra e ninguém conseguiria manter o teto numa guerra", disse, remetendo às preocupações com a violação do teto de gastos. Nas últimas semanas, o ministro vem reiterando sua visão de que apesar da medida, tudo foi feito com responsabilidade fiscal.
"Não estamos gastando nada que não possa ter cobertura", afirmou Paulo Guedes, relembrando que a própria pandemia também foi responsável por deixar uma série de reformas que ele desejava fazer para trás.
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