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Bolsonaro atinge seu nível mais alto na pesquisa BTG/FSB; Lula sedimenta nível elevado de intenção de voto

A primeira parcela de R$ 600 do Auxílio Brasil caiu na conta dos beneficiários e a intenção de voto no presidente Jair Bolsonaro (PL) subiu dentro da margem de erro da mais recente edição da pesquisa do Instituto FSB contratada pelo banco BTG Pactual. Entretanto, isso não tirou de cena a possibilidade de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sem a necessidade de segundo turno.
O maior incremento na intenção de voto em Bolsonaro deu-se justamente entre os eleitores que recebem o Auxílio Brasil, reajustado para R$ 600 em agosto. Entretanto, Lula mantém ampla vantagem nesse segmento do eleitorado, embora por uma margem bem menor agora.

Lula lidera o cenário estimulado para o primeiro turno. Ele continua vislumbrando a possibilidade de não precisar de um tira-teima com Bolsonaro para voltar ao Palácio do Planalto, mas no limite da margem de erro.
O petista lidera as intenções de voto com 45% da preferência. É o mesmo nível registrado por ele edição anterior da pesquisa BTG/FSB. Com isso, ele teria de 43% a 47% dos votos no primeiro turno.
A soma da intenção de votos nos adversários de Lula atingiu 47%. Isso significa que essa proporção pode variar de 45% a 49%.

Bolsonaro passou de 34% para 36%, crescendo no limite da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
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Trata-se do número mais alto registrado por Bolsonaro na série BTG/FSB com vistas às eleições de 2022.
Em terceiro lugar, Ciro Gomes (PDT) caiu de 8% para 6%. A candidata da terceira via, Simone Tebet (MDB), passou de 2% para 3%.
Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (PROS) marcaram 1% cada. Entretanto, a candidatura de Marçal foi retirada pela direção nacional do PROS em favor de Lula.
Os demais candidatos não pontuaram.
Ao mesmo tempo, o número de indecisos oscilou de 2% para 3%.
Às medida que a eleição se aproxima, a certeza na decisão do voto em primeiro turno cresce.
De acordo com a BTG/FSB, 79% dos eleitores já sabem em quem vão votar em 2 de outubro e não pretendem mudar. Na semana anterior eram 75%.
Em contrapartida, passou de 22% para 20% o porcentual de eleitores que cogitam a possibilidade de mudar o voto.

Entre os que poderiam mudar o voto, 23% escolheriam Ciro, 18% votariam em Lula e 15% optariam por manter Bolsonaro.

Caso a eleição vá para o segundo turno, no cenário mais provável hoje, Lula venceria Bolsonaro por 52% a 39%. Uma semana antes, Lula venceria por 53% a 38%. As oscilações deram-se dentro da margem de erro.

Nos demais cenários analisados, Lula venceria Ciro (49% a 30%) e Simone (53% a 25%), Ciro derrotaria Bolsonaro (47% a 40%). No outro cenário analisado, Bolsonaro e Simone estão empatados com 42%.

Para elaborar a pesquisa encomendada pelo BTG, o Instituto FSB consultou 2 mil eleitores de todo o país entre 19 e 21 de agosto. As entrevistas foram conduzidas por telefone. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
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