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Nós comparamos o desempenho do ouro e do bitcoin nos últimos meses e a conclusão de qual a melhor reserva de valor você confere aqui
Em momentos de crise, a tendência dos investidores é migrar para ativos com menor risco, buscando uma segurança para seu dinheiro. Isso explica, em parte, porque o petróleo, o ouro e os retornos dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano, superaram o bitcoin (BTC) em fevereiro.
Enquanto o petróleo atingiu as máximas de oito anos, batendo os US$ 100 o barril do Brent, o ouro chegou aos US$ 1.970, patamar que não era visto desde julho do ano passado.
Se você é um investidor brasileiro, a fuga para o dólar não adiantou muito: em relação ao mesmo dia do mês passado, a moeda norte-americana perdeu 7,8% do seu valor. Mas os Treasuries tiveram um bom desempenho no mesmo período, acumulando um retorno de 8,50%.
Então, fica a pergunta: é o fim do bitcoin como reserva de valor?
A escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia começou entre o final de janeiro e o início de fevereiro. Desde o dia 24 do mês passado, a maior criptomoeda do mundo registra perdas na casa dos 3,14%, enquanto a onça-troy de ouro já subiu 6,84% no mesmo período.
Somado a isso, a alta volatilidade das criptomoedas também é um fator que pesa no sentimento dos investidores. Isso se reflete na recomendação dos especialistas em alocar apenas uma pequena parcela dos seus investimentos em ativos digitais como o BTC.
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Na verdade, o que o investidor precisa fazer para analisar se o bitcoin é uma boa reserva de valor é dar um passo para trás. Afinal, a alta volatilidade do mercado de criptomoedas pode enganar em um primeiro momento, como conta JP Mayall, cofundador da QR Capital.
Mayall conta que o ouro está 8,27% abaixo de suas máximas históricas em relação ao dólar, desde agosto de 2020, “período em que a inflação global ainda não assustava como hoje em dia em um período que ativos de risco sofrem por conta da pandemia”, comenta.
Em contrapartida, nesse mesmo intervalo de tempo, o bitcoin registrou uma valorização de 226%, vencendo a inflação dos EUA (8,74% no período) e a brasileira (11,84%). Para os curiosos de plantão, o CDI nesse mesmo período saiu de 1,90% em agosto para os atuais 10,65%.
Por ser um ativo tradicional, os investidores acabam pensando primeiro em ouro, petróleo ou outras reservas mais conhecidas. Esse tipo de investimento já se provou seguro em cenários de incerteza.
É um comportamento diferente do que ocorre com o bitcoin: em cenários de tensão, o caráter especulativo prevalece sobre o preço do BTC.
“No curto prazo, não dá para chamar o bitcoin de reserva de valor, porque ele sobe 10% em um dia e cai 5% no outro”, afirma Andrey Nousi, CFA e fundador da Nousi Finance. “Mas no longo prazo até dá para chamar ele assim, devido a sua valorização nos últimos dez anos”.
Além disso, para Orlando Telles, sócio fundador e diretor de research da Mercurius Crypto, o bitcoin passou a ser visto mais como um ativo de risco do que como uma reserva de valor para médio prazo.
Assim sendo, ele tende a sofrer com o cenário macroeconômico, ainda que o panorama não afete diretamente os fundamentos da maior criptomoeda do mundo.
Essa mudança de paradigma entre os investidores fica clara quando observamos a correlação entre o BTC e as bolsas americanas Nasdaq e S&P 500. Em janeiro deste ano, o chamado coeficiente de correlação chegou a 0,61 e 0,58, respectivamente, representando o valor mais alto desde julho de 2020, de acordo com a Kaiko Research.
Com a incerteza adiante, o mercado permanece na defensiva, não apenas com o futuro da guerra entre Rússia e Ucrânia, como também de olho no avanço dos juros pelo Federal Reserve, o Banco Central americano.
Para Orlando Telles, o impacto do conflito entre Rússia e Ucrânia no mercado de criptoativos deve ser relativamente baixo, justamente devido a seu caráter descentralizado e digital.
“No curto prazo, pode haver proteção e caixa para uma eventual crise de liquidez, que impactará de forma muito significativa o preço; contudo, no longo prazo, os eventuais gargalos gerados durante a crise tendem a não ser relevantes para o mercado”, comenta.
Existe uma classe específica de criptomoedas que juntam o útil ao agradável: as stabelcoins, as moedas com lastro disponíveis no mercado.
De modo geral, as moedas digitais não possuem lastro, como é o caso do bitcoin. Pensando nisso, alguns desenvolvedores decidiram criar criptomoedas com paridade um para um com o dólar, euro, real e até mesmo commodities.
É o caso do tether (USDT), com paridade com o dólar, e do Tether Gold (XAUT), que tem lastro em ouro. Essa é uma alternativa para se manter no mercado de criptomoedas e, ainda assim, investir em ativos seguros.
De acordo com um relatório recente da Kaiko, esse tipo de investimento vem ganhando espaço no mercado. Só nas últimas 24h, o volume negociado da XAUT cresceu 115,96%, segundo o CoinMarketCap.
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