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O avanço da covid-19 na China começa a alimentar preocupações sobre uma desaceleração econômica mais forte, pesando até sobre as commodities
O bitcoin (BTC) conseguiu superar os dados macroeconômicos da China, que pioraram o sentimento das bolsas pela manhã. A maior criptomoeda do mundo opera em alta nesta noite de segunda-feira (25), sendo seguida por outros ativos digitais.
Mais cedo, o bitcoin chegou a perder o patamar de US$ 40 mil, levando alguns analistas a ventilar a possibilidade de que o BTC chegasse nos US$ 33 mil.
Embora essa realidade não tenha se confirmado, vale ficar de olho nos efeitos da próxima reunião do Federal Reserve, na semana que vem, que pode piorar o cenário para o mercado de ativos digitais.
Por volta de 20h20, o bitcoin subia 1,36%, cotado a US$ 40.255,12. Confira a variação das principais criptomoedas do mundo:
| Nome | Preço | 24h % | 7d % |
|---|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | US$ 40.255,12 | +1,36% | -1,22% |
| Ethereum (ETH) | US$ 3.010,66 | +2,27% | -0,94% |
| Tether (USDT) | US$ 1,00 | -0,01% | -0,00% |
| BNB (BNB) | US$ 403,75 | +0,71% | -3,15% |
| USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | +0,02% | +0,04% |
O avanço da covid-19 na China não era um problema até então. A política de tolerância zero contra a doença colocou diversas cidades em lockdown e conseguiu segurar o avanço de casos no país.
Entretanto, houve uma explosão de casos nos últimos dias que fizeram grandes centros urbanos — como Xangai, com mais de 26 milhões de habitantes — fecharem as portas. Isso se refletiu em um desempenho mais contido de índices macroeconômicos chineses, como vendas no varejo e investimentos no país.
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Esse cenário ligou a luz amarela dos analistas, que especulam que a segunda maior economia do mundo possa entrar em recessão.
Dessa maneira, a faixa de cobrança por lá sairá dos atuais 0,25% a 0,50% ao ano para 0,75% a 1,00%. Isso aumenta o retorno dos Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano, tidos como os investimentos mais seguros do mundo.
A migração do investidor para ativos de menor risco deve causar um choque nas ações e criptomoedas. Mesmo que alguma precificação já tenha atingido esses ativos, novas quedas podem vir, em especial para o mercado volátil das moedas digitais.
O dogecoin (DOGE) apareceu como um dos destaques do dia, com um salto de mais de 16% na noite desta segunda-feira. O responsável por trás disso é o CEO da Tesla, Elon Musk.
O presidente da empresa de carros elétricos não voltou a usar sua conta no Twitter para falar de criptomoedas, mas a alta tem a ver com a rede social.
Desde que Musk anunciou que pretendia comprar o Twitter e se tornou acionista da empresa, começaram a correr boatos de que o Dogecoin seria adotado para pagamentos dentro da plataforma.
Isso fez o preço da moeda-meme disparar 16,60% em pouco menos de 24h, depois de uma alta de 5% no início da manhã. No entanto, o DOGE ainda vale menos de um dólar, a US$ 0,154.
Contudo, vale ressaltar que o mercado de criptomoedas é altamente volátil e o investimento em moedas-meme, que nascem como uma piada e não tem projetos por trás, é considerado “loteria” pelos analistas desse mercado.
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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