Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

passando um aperto

Primeira classe e hotéis de luxo: o que será dos setores aéreo e hoteleiro com o fim das viagens executivas?

Com a redução de viagens, hotéis de luxo e passagens mais caras saíram do dia a dia das empresas aéreas, que buscam por renovação do setor

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
19 de abril de 2021
10:15
Imagem: Shutterstock

Sócio-administrador do escritório Machado Meyer Advogados, Tito Andrade era conhecido dos funcionários do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Antes da pandemia, costumava vê-los pelo menos duas vezes por semana: na ida e na volta de suas viagens a negócios. Com unidades em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o escritório frequentemente enviava seus advogados a essas cidades para reuniões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos últimos 12 meses, porém, Andrade viajou apenas cinco vezes. Voos devem voltar à rotina de Andrade assim que for possível, diz ele, mas não com a mesma frequência. O advogado imagina que a redução pode chegar a 40% na comparação com o pré-pandemia.

A estimativa de Andrade é um pouco mais drástica do que a da consultoria Bain & Company, que projeta um recuo definitivo de 35% para o segmento de viagens corporativas, o que afetará empresas aéreas, hotéis, agências de turismo e toda uma cadeia relacionada ao setor.

Dados da Global Business Travel Association (associação internacional do setor) indicam que essa indústria movimentou US$ 1,4 trilhão em 2018 globalmente - pouco mais da metade disso apenas nos EUA e na China. No Brasil, foram US$ 30 bilhões em 2015.

Responsável por pagar passagens aéreas mais caras e diárias em hotéis de luxo, o turismo corporativo passará por uma transformação profunda decorrente da necessidade de as empresas economizarem e após elas terem conferido que muitas viagens não são mais necessárias com a popularização das videoconferências.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O efeito dessa aceleração do trabalho remoto vai comer mais ou menos 35% das viagens a negócios de forma permanente. Essa é a nossa primeira estimativa, mas pode ser mais", destaca o consultor André Castellini, sócio da Bain.

Leia Também

O que conseguir sobreviver desse setor deve enfrentar uma retomada lenta. Um estudo da consultoria McKinsey mostra que viagens internacionais a negócios originadas nos EUA levaram cinco anos para se recuperar completamente após a crise de 2008, enquanto as viagens a lazer levaram apenas dois anos.

Castellini, da Bain & Company, conta que, em reuniões com executivos de empresas, quando pergunta sobre o lado positivo da quarentena, a maioria cita o fato de estar viajando menos e tendo mais tempo com a família. Segundo ele, na própria Bain, a redução nas viagens deve chegar a 40%. Hoje, os funcionários estão viajando 15% do que costumavam.

O corte, diz Castellini, será sobretudo em atividades internas, como recrutamento. Antes da pandemia, nas três rodadas de entrevistas que a empresa fazia com candidatos de fora do País, um funcionário era enviado para fazer a seleção. Após a pandemia, as duas primeiras fases serão online. Das viagens a treinamento, 25% devem ser eliminadas na consultoria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No escritório Machado Meyer, viagens que tinham como objetivo construir relações com clientes devem ser retomadas. Mas aquelas em que o advogado perdia o dia todo em deslocamento para fazer apenas uma reunião serão extintas.

"Algumas reuniões presenciais são importantes e permitem decisões mais rápidas, além de uma compreensão mais clara do que o interlocutor está pensando. Por outro lado, tinha reuniões e viagens que eram desnecessárias e que provavelmente vamos continuar fazendo por vídeo", diz Andrade.

Além das viagens domésticas semanais que realizava, o advogado costumava ir seis vezes por ano ao exterior a trabalho. A Europa e os EUA eram os destinos mais frequentes, mas a Ásia também aparecia nos roteiros e, nesse caso, a viagem era em classe executiva.

Setor aéreo

O setor corporativo é o maior responsável pela demanda por passagens executivas e pernoites em hotéis de luxo. Antes da pandemia, as passagens em primeira classe e na executiva eram, em média, cinco vezes mais caras do que as da econômica. Com isso, esses bilhetes eram cruciais na receita das empresas, representando 30% do faturamento das companhias internacionais. Agora, segundo a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata), a diferença de preço entre as classes premium e a mais barata é apenas o dobro. Essas tarifas mais baratas devem dificultar a recuperação do setor aéreo, de acordo com a entidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da Gol, como a empresa tinha poucos voos internacionais, esse impacto da classe executiva é limitado. Ainda assim, há uma preocupação com a redução no número de passageiros a negócios. Relatório do Itaú BBA aponta que, antes da pandemia, 70% da receita da empresa com venda de passagens era gerada no segmento corporativo, apesar de ele representar apenas 30% do número de passageiros. Hoje, essa participação da receita é de 25%.

Na Azul, entre 60% e 65% dos passageiros eram corporativos antes da pandemia. Questionado sobre uma redução permanente deste mercado, o presidente da companhia aérea, John Rodgerson, disse que outras demandas podem substituir a que se tinha antes, como a de profissionais viajando para o litoral para trabalhar remotamente. "Claro que o mercado vai ser diferente, mas o setor aéreo está crescendo no Brasil. Nos EUA, onde o mercado estava estável, a recuperação está sendo rápida. Imagina aqui, onde havia crescimento."

Em nota, a Latam informou que é "fato que as viagens corporativas têm impacto relevante e direto nas receitas do setor, pois, historicamente, apresentam um tíquete médio mais alto e isso contribui em larga escala para margem da companhia". "A Latam permanece acompanhando este cenário e acredita que haverá, no futuro, uma jornada mais híbrida, permitindo, aos poucos, a volta do passageiro corporativo".

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em dezembro, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, reconheceu que um terço das viagens corporativas deve desaparecer. "Mas inspeções de engenharia e reuniões para vendas vão continuar presenciais. Uma reunião presencial vai acabar sendo até um diferencial competitivo", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em hotéis de turismo corporativo, ocupação é de 25%

Assim como ocorre nas empresas aéreas, nos hotéis de alto padrão os viajantes de negócios são os principais clientes. Eles costumam gerar 70% da receita nesses empreendimentos, segundo o World Travel & Tourism Council (organização que reúne o setor de turismo globalmente). Hoje, porém, a ocupação média nas redes hoteleiras corporativas não costuma passar de 25%, de acordo com a Associação Brasileira de Agência de Viagens Corporativas (Abracorp).

Um dos hotéis de São Paulo mais populares entre executivos, o Grand Hyatt tem conseguido alguns "picos" de ocupação de 28%. A unidade, onde 92% do público costumava ser corporativo, viu essa taxa cair a 10% no pior momento da pandemia. Em tempos normais, a ocupação fica ao redor dos 70%.

O diretor de marketing e vendas do Grand Hyatt São Paulo, Thiago Castro, diz acreditar que o Hyatt pode sofrer menos que o segmento em geral. Isso porque o hotel hospeda principalmente executivos de alto escalão, que vão à cidade inclusive para reestruturar operações de empresas e que podem retomar as viagens antes da maioria dos viajantes corporativos.

Renovação

O Hyatt criou um produto para, durante a quarentena, atrair executivos que precisam trabalhar remotamente mas não têm tranquilidade em casa. Nesse caso, o hóspede paga para usar um quarto transformado em escritório. Segundo Castro, porém, o público ainda é pequeno. "São profissionais que pagam do próprio bolso para usufruir disso. Acho que essa é uma barreira. Como tudo está sendo repensado agora, talvez empresas comecem a conceder isso como benefício. Aí pode haver uma mudança", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O grupo Accor também criou produtos semelhantes. Em maio, lançou o "room office", quartos alugados para trabalho e que estão em 152 hotéis dos 321 que a rede tem no País. Até agora, o produto rendeu 1,5 mil diárias para a companhia na América do Sul.

A empresa ainda trouxe para o Brasil espaços de trabalho em áreas comuns dos hotéis e salas para reuniões a partir de três pessoas. Todas essas medidas buscam aumentar a receita do grupo, que, em média, tem dois terços de sua origem no setor corporativo. No ano passado, a Accor registrou, na América do Sul, queda de 62% na receita por quarto disponível. A rede estima que haverá redução permanente entre 7% e 10% da clientela corporativa no pós-pandemia.

O presidente executivo da Abracorp, Gervasio Tanabe, diz que o setor espera o início da recuperação entre agosto e setembro, quando a vacinação estiver mais avançada. Para ele, deve, sim, haver uma redução definitiva no segmento, mas ainda não é possível afirmar a proporção. O executivo aposta que viagens de treinamento serão mais afetadas, enquanto as comerciais, menos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

*Com informações do Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MOVIMENTAÇÃO

MBRF (MBRF3) tomba quase 10% na bolsa após venda de ações em bloco por fundo árabe; entenda

15 de abril de 2026 - 14:48

No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal

DOS FIIS AOS ETFS

O gringo também gosta de FIIs: fluxo estrangeiro chega aos fundos imobiliários, e isso é bom para os cotistas; saiba quais ativos estão na mira

15 de abril de 2026 - 6:03

Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários

MERCADOS HOJE

200 mil pontos logo ali: Ibovespa se aproxima de novo recorde, mas Petrobras (PETR4) joga contra

14 de abril de 2026 - 16:01

Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua

NOVO PREÇO-ALVO

Não tem mais potencial? BofA e Safra rebaixam recomendação de Usiminas (USIM5) e ação recua até 3%; confira o que dizem os analistas

13 de abril de 2026 - 18:42

Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos

GANHOS PARA O BOLSO

Dividendos de 12%: BTG reforça compra para Allos (ALOS3) após acordo com a Kinea

13 de abril de 2026 - 18:10

O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas

FIIS HOJE

Este FII vende imóvel alugado à Caixa Econômica e coloca R$ 3,6 milhões no bolso do cotista; saiba qual e entenda a operação

13 de abril de 2026 - 17:32

Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira

RETORNO TURBINADO

Petrobras (PETR4) dobrou o capital do acionista em 5 anos — mas quadruplicou o dinheiro de quem reinvestiu os dividendos

13 de abril de 2026 - 16:39

Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%

CÂMBIO E BOLSA

Dólar ladeira abaixo: moeda fecha a R$ 4,99 pela 1ª vez em dois anos; Ibovespa supera inéditos 198 mil pontos

13 de abril de 2026 - 15:50

Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra

'ZERANDO' WALL STREET

De SpaceX a ‘herdeiro de Buffett’: BTG Pactual entra em outro IPO badalado em Wall Street como único representante brasileiro

13 de abril de 2026 - 15:23

Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.

RENDA PASSIVA

FII, FI-Infra e Fiagros: onde investir para garantir dividendos mensais, com isenção de imposto de renda, segundo o BTG

13 de abril de 2026 - 11:54

Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio

SOB NOVA PRESSÃO

Petróleo sobe, dólar avança, e Petrobras (PETR4) pega carona após Trump ameaçar Estreito de Ormuz; veja como os mercados reagem

13 de abril de 2026 - 10:45

A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade

PAPEL NA CARTEIRA

Esse fundo imobiliário é o favorito da XP para se proteger da inflação — e ainda conta com dividendo de 11,5%

12 de abril de 2026 - 13:09

A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação

IBOVESPA EM FESTA

Em semana euforia no Ibovespa, ações da Hapvida, C&A e Auren ‘fizeram a festa’, enquanto outras ficaram de ressaca; veja as maiores altas e baixas da bolsa

11 de abril de 2026 - 17:00

Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda

DANÇA DAS CADEIRAS NO ALTO ESCALÃO

Hapvida (HAPV3) tem a maior alta do Ibovespa na semana e lembra do ‘gostinho’ de ser querida pelo mercado. O que impulsionou as ações?

10 de abril de 2026 - 19:03

A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras

CÂMBIO

Dólar a R$ 5,00: oportunidade de ouro para investir lá fora ou armadilha antes das eleições?

10 de abril de 2026 - 18:24

Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio

VAI PINGAR NO BOLSO DO ACIONISTA

B3 (B3SA3) deve distribuir R$ 6,3 bilhões em proventos neste ano, segundo o Citi; banco eleva recomendação e preço-alvo

10 de abril de 2026 - 18:04

Entrada de capital estrangeiro, volumes em alta e ganhos tributários levam instituição financeira a projetar lucros até 19% acima do consenso e margens robustas para a operadora da bolsa

IGNORANDO A GRAVIDADE

Bolsa brasileira melhor que o S&P 500: Ibovespa faz história e analistas veem espaço para o rali continuar

10 de abril de 2026 - 12:23

Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos

MENOR PATAMAR EM DOIS ANOS

Dólar abaixo de R$ 5? O que precisa acontecer para a moeda cair ainda mais — e o que poderia atrapalhar isso

9 de abril de 2026 - 16:29

Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização

DE VOLTA AO JOGO

Como a Petrobras (PETR4) recuperou R$ 27 bilhões perdidos na véspera e ajuda o Ibovespa a passar dos 195 mil pontos

9 de abril de 2026 - 14:42

Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira

MUDANÇAS NO PORTFÓLIO

Riza Arctium Real Estate (RZAT11) anuncia venda de imóveis, e cotistas vão sair ganhando; veja os detalhes das operações

9 de abril de 2026 - 12:00

O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia