PicPay entra com pedido de IPO na Nasdaq
Aplicativo atingiu recentemente a marca de 50 milhões de usuários, mas crescimento veio acompanhado de um prejuízo de mais de R$ 800 milhões só no ano passado

O PicPay, aplicativo criado para facilitar as transferências entre amigos e que virou uma carteira digital com 50 milhões de usuários, entrou com pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
[captacao]
Assim como outras empresas brasileiras de tecnologia financeira (fintech), o PicPay escolheu a bolsa norte-americana Nasdaq para listar suas ações, que serão negociadas com o código PICS. O valor da oferta, que deve acontecer ao longo do mês que vem, ainda não foi definido.
Lançado em 2012 por três amigos em Vitória (ES), o PicPay recebeu em 2015 um investimento do Banco Original. Hoje o aplicativo é controlado pela J&F Participações, holding que reúne os investimentos da família Batista, da JBS.
Os planos da fintech são bem ambiciosos: chegar ao celular de todos os brasileiros, conforme revelou o fundador do PicPay, Anderson Chamon, em entrevista recente ao Seu Dinheiro. Se mantiver o ritmo dos três primeiros meses de 2021, o aplicativo pode chegar em dezembro aos 80 milhões de celulares.
O forte crescimento recente do PicPay foi impulsionado pela pandemia — que estimulou as transações online, incluindo os pagamentos — e por uma campanha agressiva de marketing que incluiu até o disputado espaço do Big Brother Brasil.
Leia Também
A Selic estacionou, e este é o fundo imobiliário mais indicado por analistas para surfar a pausa
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
Mas o avanço no número de usuários veio acompanhado do aumento do prejuízo, que triplicou em relação a 2019 e atingiu a marca dos R$ 804 milhões no ano passado, de acordo com dados da documentação preliminar do IPO. Boa parte da perda é atribuída justamente aos gastos com marketing e cashback.
O PicPay também tem o desafio de aumentar a base de clientes que fazem transações dentro do aplicativo. O número de usuários ativos — ou seja, aqueles que abriram o aplicativo pelo menos uma vez nos últimos 12 meses — deve encerrar março com 36,6 milhões. Já a quantidade daqueles que fizeram alguma transação é de 23,2 milhões.
O volume total de transações (TPV) realizadas pelo aplicativo no primeiro trimestre foi de R$ 11,6 bilhões, de acordo com dados preliminares. Trata-se de um crescimento de 213,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
O PicPay pretende usar o dinheiro captado dos novos sócios para financiar a estratégia de crescimento, o que pode incluir aquisições. Os bancos BTG Pactual, Bradesco BBI, Santander e Barclays vão coordenar o IPO.
Leia também:
- PicPay chega aos 50 milhões de usuários e fundador fala dos planos para chegar aos celulares de todos os brasileiros
- 200 anos em 10? Nubank pode virar maior banco do país em clientes em 2023
- Home office ‘eterno’ e urnas eletrônicas: as apostas da Positivo para manter o lucro em alta após pandemia
- Stefanini segue com plano de aquisições e vê IPO como estratégico para o grupo
REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA