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Letícia Flávia Pinheiro
Letícia Flávia Pinheiro
Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e redatora para os portais Seu Dinheiro e Money Times.
RADIO CASH

Serão os gestores substituídos por robôs? Entenda como funcionam os fundos quantitativos e a lógica por trás do famoso Zarathustra

No RadioCash dessa semana, o convidado da vez foi Rodrigo Terni, sócio-fundador da Giant Steps, a gestora do famoso fundo Zarathustra. Na entrevista, ele explica a tendência global da gestão sistemática nos fundos de investimento, como ela funciona e quais suas vantagens, confira:

Letícia Flávia Pinheiro
Letícia Flávia Pinheiro
2 de abril de 2021
8:00 - atualizado às 15:37
Imagem: Shutterstock

Para muitas pessoas, a principal vantagem do fundo de investimento é saber que você está entregando seu dinheiro para um gestor de confiança. Ele é o principal tomador de decisão de compra e venda de ativos e sabe exatamente onde e quando investir. Seu dinheiro, portanto, está seguro nas mãos de um profissional competente.

Porém, outras pessoas escolheram apostar em uma nova tendência do mercado e depositam sua confiança em fundos que se utilizam principalmente de computadores para a tomada de decisão. 

Já imaginou deixar seu dinheiro ‘nas mãos’ de máquinas? Essa é a proposta da gestão sistemática, ou também chamada de quantitativa: unir o trabalho de profissionais competentes à tecnologia de ponta.  

Quem explica mais sobre o funcionamento desse modelo de fundo é o Rodrigo Terni, fundador da gestora Giant Steps Capital, responsável por um dos famosos fundos sistemáticos, o Giant Zarathustra

Em entrevista ao podcast RadioCash, Rodrigo desvenda os principais tabus relacionados à “gestão quanti” em uma conversa descontraída com o chefe da área de análise da Empiricus, Felipe Miranda, o CIO da Vitreo, Jojo Wachsmann, e a jornalista Ana Westphalen. Você pode escutar a entrevista completa abaixo. 

Ou então, fique comigo. A seguir, te conto as principais discussões que você não pode deixar de saber se deseja estar atualizado no mercado financeiro:  

Fundos quantitativos: o que são e como funcionam 

Os fundos sistemáticos são aqueles em que um grupo de especialistas desenvolve modelos matemáticos, estatísticos e comportamentais para identificar ineficiências do mercado. 

Esses modelos são testados exaustivamente ao longo do tempo e, se aprovados, começam a operar para o fundo usando dados quantitativos para comprar e vender ativos de modo automatizado. 

Diferente do que pode parecer, esses fundos estão longe de serem geridos 100% por um computador consciente, que toma decisões sozinho. “Há uma equipe de pesquisadores, cientistas e gestores experientes que usam da tecnologia a seu favor para desenvolver estratégias mais robustas e eficientes”, explica o fundador da Giant Steps, Rodrigo Terni.

A lógica por trás do Giant Zarathustra 

Um dos carros chefes da gestora, o Giant Zarathustra (ou simplesmente Zara), é um dos famosos fundos sistemáticos no Brasil. E isso não é por acaso: 

Com nove anos de existência, o fundo teve um retorno acumulado de mais de 280% e já rendeu mais de 255% do CDI desde sua origem. Os resultados comprovam que é possível existir consistência a longo prazo e retornos expressivos em fundos geridos por máquinas, diferente do que muitos podem pensar.   

Para você ter uma ideia da consistência desse fundo, o Bruno Mérola, editor da carteira de Melhores Fundos de Investimentos da Empiricus, calculou o seguinte: se sorteássemos aleatoriamente um investidor do Zara que tenha ficado pelo menos dois anos investindo, há 97% de probabilidade de o escolhido ter ganhado do CDI. Na média, o retorno em janelas de dois anos alcançou CDI + 8,4%.

Mas como funciona o Zarathustra, afinal?

Segundo Rodrigo Terni, o Zara funciona como um radar global que procura por momentos de pânico ou euforia, onde existam oportunidades rápidas e pontuais para obter um grande resultado. 

Ou seja, é um sistema que identifica o lado emocional do mercado e interpreta as melhores movimentações que podem ser feitas em cada caso. “Usamos nosso poder computacional para identificar grandes movimentações, decorrentes de momentos em que o ser humano está muito emocionado, e surfar nessa onda”, explica Terni. 

Mas como mensurar algo tão subjetivo quanto o comportamento humano, você pode estar pensando... 

De acordo com Rodrigo, há várias maneiras, mas um exemplo é analisando o destino do fluxo de dinheiro. “É possível identificar de forma clara alguns momentos onde o ser humano está muito eufórico. Isso acontece bastante no mercado de cripto ativos. Às vezes, a moeda começa a subir por pura euforia, efeito manada”, explica. 

Outra forma de observar as tendências no mercado é pelas redes sociais. Você consegue entender se uma movimentação está sendo recebida de maneira positiva ou negativa no mercado. Tudo isso, graças à inteligência artificial e a tecnologia de ponta.

Se você ficou interessado pelo tema, recomendo escutar esse episódio do podcast na íntegra. O Rodrigo explica com detalhes o processo de tomada de decisão do Zarathustra e toda a estratégia de como unir a tecnologia sem deixar de lado a intuição. 

‘Joesley Day’, greve dos caminhoneiros e estouro do coronavírus: Como esses fundos reagem diante de cisnes negros? 

Cisne negro é um conceito do filósofo Nassim Taleb, que é um dos grandes especialistas em incertezas. Esse fenômeno pode ser considerado como um evento raro, bom ou ruim, de grande impacto na economia e na sociedade. Um momento considerado cisne negro foi o estopim da pandemia, por exemplo.

É possível a tecnologia prever cisne negros? Como ela reage diante desses episódios? 

No RadioCash, o fundador da Giant Steps revela que os fundos sistemáticos, assim como os tradicionais, se comprometem a ter boas proteções em seu portfólio. Afinal, elas são a peça-chave para a segurança do investidor e devem existir em qualquer fundo de investimento.  

Por outro lado, uma gestão quantitativa se destaca no momento de reação ao evento raro e nas tomadas de decisão envolvidas. O Rodrigo explica seu raciocínio por meio de uma comparação: 

Quando começou a estourar a pandemia no Brasil, em meados de março de 2020, o gestor tradicional teve pouco tempo hábil para pensar no que fazer. De forma abrupta, ele se depara com uma avalanche de informações para processar e logo teve que montar um quebra-cabeça com o que estava acontecendo, a fim de tomar uma decisão o mais rápido possível. 

No meio de um turbilhão de informações, tomar uma decisão sem colocar as emoções em jogo é difícil. Por sua vez, a gestão sistematizada combate essa dificuldade ao apresentar um leque de caminhos e opções de forma imediata. 

“Com a tecologia que a Giant tem, temos mais velocidade e facilidade de processar as informações que decorrem do cisne negro. Assim, conseguimos pensar soluções mais rápido do que as demais gestoras. Temos uma capacidade de reação muito grande. Claro, não é perfeita. Mas me sinto mais confortável sabendo que, durante o cisne negro, eu já sei as decisões que vou tomar”, explica Rodrigo, que durante o podcast comenta a performance do Zarathustra no Joesley Day, na greve dos caminhoneiros e no estopim da pandemia. 

Caso você tenha ficado interessado em investir nesse modelo de fundo, você não pode deixar de escutar esse episódio do RadioCash. Afinal, não basta saber em que investir: você deve entender como a dinâmica funciona. E ninguém melhor para explicar isso do que um dos players mais importantes no mercado atual quando o assunto é fundo quantitativo. 

É fato que a tecnologia entrou de tal forma em nossas vidas que não tem como voltar atrás. E, ao que tudo indica, estamos caminhando para um mundo cada vez mais automatizado, em que máquinas nos entregam dados e soluções diariamente. Se os gestores serão substituídos por robôs no futuro, eu não sei. Mas essa nova forma de gestão me parece uma grande oportunidade para nós, investidores, termos no radar. 

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