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A aversão de Charlie Munger pelo bitcoin cresceu ainda mais durante a pandemia; para o bilionário, o criptoativo é “repugnante”
Braço direito de Warren Buffett na Berkshire Hathaway, Charlie Munger compartilha da visão do megainvestidor quando o assunto são as criptomoedas. "Gostaria que elas nunca tivessem sido inventadas", declarou o bilionário na última sexta-feira (3).
Para ele, a China escolheu a melhor abordagem para lidar com os ativos digitais: "Eu admiro os chineses, acho que tomaram a decisão correta, que foi simplesmente bani-los", afirmou o sócio do mago de Omaha.
Essa não foi a primeira vez que o vice-presidente da Berkshire Hathaway expressou publicamente sua opinião acerca do tema. Em maio, durante o encontro anual com os acionistas da empresa, Munger revelou que sua aversão ao bitcoin cresceu durante a pandemia.
“Não gosto de uma moeda que é tão útil para sequestradores, estelionatários e assim por diante, nem gosto de simplesmente jogar fora bilhões de bilhões de dólares com alguém que acabou de inventar um novo produto financeiro do nada", indicou ele na ocasião.
Os entusiastas do bitcoin, é claro, discordam. Para eles, a moeda digital mais famosa do mundo é uma reserva de valor que pode ser usada para proteger o patrimônio contra a inflação. Já Munger vê, em suas próprias palavras, "todo o maldito desenvolvimento" da criptomoeda como "repugnante e contrário aos interesses da civilização".
O investidor também critica a extrema volatilidade do bitcoin, um ponto difícil de rebater até para os mais fervorosos entusiastas. O ativo entrou recentemente em um bear market com um recuo de cerca de 30% desde que atingiu sua nova máxima histórica, aos US$ 69.000, no início de novembro.
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"[O bitcoin] É realmente uma espécie de substituto artificial do ouro. E como nunca compro ouro, nunca compro bitcoin”, apontou Munger em fevereiro. “Bitcoin me lembra o que Oscar Wilde disse sobre a caça à raposa. Ele disse que era a busca do intratável pelo indizível".
Se você achou pesadas as críticas de Charlie Munger, espere só até descobrir o que seu sócio mais famoso, Warren Buffett, pensa sobre o assunto. O megainvestidor já chegou a dizer que o bitcoin era "veneno de rato", além de um "miragem e não uma criptomoeda".
E engana-se quem pensa que as críticas são antigas e que, assim como ocorreu com as empresas de tecnologia, a opinião do mago de Omaha sobre as criptomoedas pode ter mudado.
No ano passado, em entrevista à CNBC, Buffett declarou que não tem e nunca terá uma criptomoeda. Assim como seu braço direito, ele acredita que essa classe de ativos “não tem valor e não produz nada".
*Com informações da CNBC
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