O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
À frente da gestora especializada em private equity, Stephen Schwarzman está lançando seu livro no Brasil e conversou com o Seu Dinheiro sobre o rali das bolsas americanas e a imagem do Brasil lá fora
“Há bolhas se formando? A resposta é sim. E elas estão principalmente na área de tecnologia”. Essas foram as palavras de Stephen Schwarzman, CEO da Blackstone e gestor de US$ 684 bilhões, ao ser perguntado sobre setores ou companhias que talvez estejam caros demais - ou com valuations muito esticados, como se diz no jargão do mercado.
O bilionário e filantropo certamente sabe uma ou duas coisas sobre a avaliação de empresas novatas que buscam sócios para aportar capital. O investimento em empresas com grande potencial de crescimento e em negócios jovens que ainda não foram à bolsa, o chamado private equity, estão entre as especialidades da gestora global.
“Quando as pessoas começam a discutir valuations [avaliação de ativos] em termos de múltiplos de receita com muito pouca perspectiva de as empresas serem lucrativas algum dia, geralmente é um sinal de que esses negócios estão atingindo um topo. Isso não quer dizer que alguns deles não vão crescer e ser bem-sucedidos, mas muitos não vão. Então esse é um ponto em que eu seria mais cauteloso”, me disse Schwarzman, em entrevista por videochamada.
Para ele, a área que exige maior atenção, pois conta com algumas empresas sobreavaliadas e cujos valuations podem ser negativamente impactados pela já esperada escalada nos juros, é justamente a das empresas tech que ainda não foram a mercado e preparam seus IPOs (ofertas iniciais de ações na bolsa).
Schwarzman está lançando no Brasil, pela editora Intrínseca, uma versão em português do seu livro “What it takes”, que por aqui se chama “Como chegar lá - lições na busca pela excelência” e fará parte da coleção Empiricus Books.
Ele topou conversar com o Seu Dinheiro sobre as suas visões sobre o mercado atual, a imagem do Brasil no exterior, além, é claro, sobre as lições do livro, que não é focado em finanças e investimentos, mas em ensinamentos para o sucesso nos negócios e outras áreas da vida.
Leia Também
Nosso papo sobre as possíveis bolhas no mercado financeiro começou com uma pergunta sobre o rali das bolsas americanas, que começou no pós-crise de 2008, deu uma bambeada pouco antes de o Federal Reserve começar a aumentar os juros em 2015/2016, e foi retomado após a grande queda durante a crise do coronavírus, quando os juros, nos EUA e no mundo, voltaram ao rés do chão.
Os índices acionários americanos têm batido recorde atrás de recorde. Mas, afinal, até onde as ações negociadas em Nova York são capazes de ir? Tem bolha aí?
Apesar de identificar bolhas no setor de tecnologia, como já mencionado, Schwarzman acredita que, no mercado de ações americano de forma geral, a situação não chega a tanto.
Claro que “árvores não crescem até o céu”, disse ele, “algo as desacelera. E o que tipicamente desacelera os mercados são taxas de juros mais altas.”
De fato, o mercado já espera que o Fed, o banco central americano, comece a reduzir a compra de ativos em novembro deste ano e aumente a taxa de juros em 2023 - ou mesmo em 2022, como espera o próprio CEO da Blackstone.
“Em antecipação a isso, dependendo de onde a inflação estiver, os mercados vão se ajustar. Eu acho que os lucros das empresas vão continuar fortes ao longo do próximo ano. Então pode até ser que as ações continuem a se valorizar, mas muito provavelmente não no mesmo ritmo”, diz Schwarzman.
Ele acredita, portanto, que haverá correções nos preços das ações com essa redução já esperada nos estímulos monetários nos EUA, mas que a recuperação econômica também funcionará, por outro lado, como um motor para o mercados.
“Nós estivemos, nos últimos dois anos, numa posição perfeita nos mercados. Não vai ser tão perfeito no futuro. Mas como isso se traduz de fato na performance dos ativos, eu já não sei”, diz.
Sobre a inflação americana, que é o fator que levou o Fed a rever sua política estimulativa, Schwarzman acredita que uma parte dela de fato será transitória, mas outra parte não, particularmente a inflação dos salários.
Ele explica que o menor nível de consumo, durante a quarentena, levou os trabalhadores americanos a terem a impressão de ganhos elevados na sua renda.
Agora, com a reabertura econômica, houve o retorno do consumo, mas também uma grande pressão sobre os salários, pois os trabalhadores desejam uma renda disponível similar à dos tempos de quarentena.
Em relação ao Brasil, o CEO da Blackstone acredita que os investidores globais veem o país como uma economia forte e de alto crescimento, mas estão preocupados com a instabilidade da moeda, os altos níveis de inflação e desemprego e a escalada nos juros.
Sendo assim, diz Schwarzman, o Brasil não é considerado um “must invest market”, isto é, um mercado preferencial ou essencial na hora de investir. “Os principais países asiáticos têm recebido muito mais atenção dos investidores globais”, diz o gestor.
Co-fundador da Blackstone ao lado de Pete Peterson, Stephen Schwarzman reúne, em “Como chegar lá”, lições para o trabalho e para a vida com base na sua experiência nos negócios, na filantropia e no serviço público - Schwarzman tem um histórico de doações para causas ligadas a educação e cultura, além de já ter atuado de forma consultiva junto ao governo dos EUA.
O livro traz dicas práticas voltadas para empreendedores, profissionais e estudantes ambiciosos, que buscam a excelência e o sucesso, a atingirem seus objetivos.
“É tão fácil fazer algo grande quanto algo pequeno. Por isso, encontre um sonho pelo qual valha a pena lutar, com recompensas dignas de seus esforços.”
Primeira das 25 lições para o trabalho e a vida do livro "Como chegar lá", de Stephen Schwarzman.
Lembra um pouco a máxima de outro grande empreendedor e bilionário brasileiro, Jorge Paulo Lemann, que diz que sonhar grande dá tanto trabalho quanto sonhar pequeno, então é melhor sonhar grande.
“Excelência é fazer as coisas da forma certa”, define Schwarzman. É fazer as coisas de uma maneira que traga um “resultado ótimo, de uma forma ética, amigável com o meio ambiente e que contribua de uma maneira positiva para a sua cultura e sociedade, assim como para você e os seus.”
Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua
Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos
O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas
Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira
Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%
Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade
A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação
Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda
A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras
Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio
Entrada de capital estrangeiro, volumes em alta e ganhos tributários levam instituição financeira a projetar lucros até 19% acima do consenso e margens robustas para a operadora da bolsa
Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização
Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira
O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas
A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores
Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.