🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Bolsonaro vs Biden: A boiada vai ter de parar

Nas próximas semanas, as mensagens que sairão de Brasília para Washington impactarão fortemente a cotação do dólar e das ações negociadas na B3

12 de novembro de 2020
5:45 - atualizado às 15:58
biden bolsonaro rachadura
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock / Marcos Corrêa/PR

Desde a campanha eleitoral, em 2016, o presidente Jair Bolsonaro se declarou adepto de Donald Trump. Só que, agora, a partir do dia 20 de janeiro, data da posse de Joe Biden, ele terá de se relacionar com o novo ocupante da Casa Branca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sempre que menciona o Brasil, às vezes sem citar o nome, Biden enfatiza a necessidade de preservação do meio ambiente em geral e da Amazônia em particular. Como todo mundo sabe, isso não é uma das prioridades do Planalto.

Muito pelo contrário. Ou alguém já se esqueceu do “passar a boiada”, expressão usada pelo ministro Ricardo Salles na reunião ministerial de 22 de abril deste ano, num momento em que a Covid-19 se espalhava pelo país?

Sempre foi tradição da diplomacia brasileira não se meter na política interna de outros países, com exceção de alguns pitacos em eleições paraguaias. Isso fez do Itamaraty uma instituição respeitada.

São inúmeros os exemplos de neutralidade, reconhecida pelas demais nações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 25 de outubro de 1998, Fernando Henrique Cardoso presidiu, em Brasília, a assinatura do acordo de paz entre Equador e Peru, após três anos de negociações de nossos diplomatas com as autoridades dos dois países andinos sobre disputas territoriais.

Leia Também

Durante seu breve governo, Jânio Quadros incluiu o Brasil no Bloco dos Não Alinhados. Melhor explicitando, procurou se afastar da área de influência dos Estados Unidos e União Soviética.

No terreno de pacificação militar, participamos de três missões importantes:

Vinte contingentes do Exército Brasileiro atuaram como uns dos componentes das forças de paz das Nações Unidas na área do canal de Suez, após o conflito das forças de Israel, Reino Unido e França contra as do Egito, ocorrido em 1956.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como curiosidade, naquela ocasião os Estados Unidos, presididos por Eisenhower, ficaram ao lado do Egito, como se proclamassem:

“Sem ouvir primeiro a Casa Branca, os aliados do Ocidente não podem fazer nada.”

Entre maio de 1965 e maio de 1966, três contingentes brasileiros garantiram a paz na República Dominicana, país que se encontrava na iminência de uma guerra civil.

Nossa maior missão de paz, tanto em número de soldados como em tempo de duração, ocorreu no Haiti. Uma força do Exército Brasileiro que, em determinado momento, chegou a ter 37.500 oficiais, sargentos e praças, permaneceu no país durante 13 anos, cabendo a ela o comando da operação, que contou com militares de diversos países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar dessa aparente independência, com exceção do bloco dos não alinhados dos meses de Jânio Quadros, o Brasil sempre se enfileirou com os Estados Unidos.

Essa aliança, que teve alguns momentos de divergência, nunca muito séria, começou em 1876 quando o imperador D. Pedro II viajou para Nova York acompanhado de sua mulher, a imperatriz D. Teresa Cristina Maria.

Momentos dessa viagem são descritos, em linguagem deliciosa, pelo escritor americano Gore Vidal em um trecho de seu livro “1876”.

Vale acrescentar que isso aconteceu numa época em que os chefes de Estado raramente viajavam para o exterior, a não ser para países próximos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o término de seu mandato na Casa Branca, o presidente norte-americano Theodore Roosevelt fez, em caráter particular, uma expedição pela floresta amazônica. Seu guia foi ninguém menos do que o marechal Cândido Rondon.

Em tempos mais modernos, Franklin Delano Roosevelt, parente distante de Theodore, assinou em Natal, no Rio Grande do Norte, com Getúlio Vargas, durante a Segunda Guerra Mundial, um acordo através do qual o Brasil cedia uma base aérea aos Estados Unidos.

Ela serviu como ponto de reabastecimento para os aviões da USAF poderem se deslocar do território americano para o teatro de guerra no norte da África.

A partir desse encontro, tornou-se rotina os presidentes americanos virem ao Brasil. Com raríssimas exceções, os chefes de estado brasileiros nunca deixaram de ir em visita oficial aos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Jânio Quadros, talvez porque tenha governado por pouco tempo, é uma exceção que confirma a regra.

Há um episódio curioso.

Itamar Franco ainda era presidente e seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, já tinha sido eleito.

Ambos compareceram juntos à Cúpula das Américas, em Miami, no mês de dezembro de 1994.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todas as atenções se concentraram em FHC, pois faltava um mês para sua posse. Além disso, Itamar Franco era monoglota e Fernando Henrique falava fluentemente diversas línguas, entre elas obviamente o inglês.

Percebendo que o presidente Franco estava sozinho em um canto, emburrado, Bill Clinton se aproximou para uma conversa, levando um intérprete.

“Você sabia que nós temos uma coisa muito importante em comum?, perguntou Clinton, para em seguida ele mesmo responder:

“Ambos perdemos nossos pais antes de nascermos.”

Aquilo conquistou Itamar, cujo mau humor cessou imediatamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Brasil e Estados Unidos sempre foram amigos e parceiros comerciais.

O presidente Harry Truman chegou a propor a seu colega brasileiro, Eurico Dutra:

“Que tal se o Brasil concordar com a política externa americana em todo o mundo, com exceção da América do Sul? Em contrapartida, aqui acompanharemos o que o Brasil decidir.”

Na época do regime militar, Castelo Branco e Costa e Silva tinham ótimas relações com os Estados Unidos. O mesmo não aconteceu com Ernesto Geisel, que rompeu o acordo militar Brasil/EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para piorar as coisas, Jimmy Carter veio a Brasília, onde cobrou de Geisel respeito aos direitos humanos. Como se não bastasse, fez questão de se encontrar com os opositores Lula e o cardeal Evaristo Arns, na casa de hóspedes da Gávea Pequena, no Rio de Janeiro.

Lula e Dilma, por exemplo, viajaram diversas vezes aos Estados Unidos, apesar de apoiarem os regimes esquerdistas de Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador.

O republicano George W. Bush (Bush filho) foi recebido por Lula em Brasília. Também na capital federal, em um almoço para Barack Obama no Itamaraty, Dilma convidou Sarney, Collor, Fernando Henrique e Lula. Só este último não foi.

Donald Trump jamais prestou atenção ao Brasil. Fazia piadinhas dizendo que Bolsonaro era o Trump brasileiro e não passou disso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estados se relacionam com Estados. Se puder haver uma empatia pessoal entre os dirigentes, melhor ainda.

Mas é preciso levar em conta que “não há países amigos mas interesses comuns”, tal como dizia John Foster Dulles, secretário de Estado americano no governo Eisenhower.

Dulles veio ao Brasil várias vezes. Seu filho, John W. F. Dulles (1913-2008), fluente em português, tornou-se um dos brasilianistas mais importantes, tendo escrito, entre outras, as biografias de Carlos Lacerda e Humberto Castelo Branco.

O Brasil não pode se dar ao luxo de alfinetar os Estados Unidos de Biden, como faz com a China de Xi Jinping, ou ofender o novo ocupante da Casa Branca, como acontece com o presidente argentino Alberto Fernández.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Imaginem se a gente deixa de ter relações amistosas com nossos três maiores parceiros comerciais: China, Estados Unidos e Argentina.

Durante sua campanha presidencial, Jair Bolsonaro disse que jamais faria acordos com a velha política.

Medidas provisórias e vetos derrubados pelo Legislativo o fizeram mudar de ideia.

Hoje conversa amistosamente com o Centrão, que nomeia cargos para os diversos escalões do governo.

O capitão-presidente compareceu a comícios nos quais o Supremo Tribunal Federal foi ameaçado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao ver a bobagem que cometera, voltou atrás e impediu que a turma do ódio voltasse a insultar o STF.

Para o bem do Brasil em geral, e do mercado financeiro em particular, espero que Bolsonaro ouça o que alguns assessores mais sensatos já devem estar lhe aconselhando.

Quanto mais relações tivermos com os Estados Unidos e a China, as duas maiores potências do mundo, melhor para nós, brasileiros.

O mercado financeiro vai olhar com lupa as primeiras iniciativas do Planalto com relação a Washington.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se estabelecermos boas relações diplomáticas com o novo ocupante da Casa Branca, inclusive mudando radicalmente nossa política ambiental, a eleição de Joe Biden poderá ser um ótimo negócio para ambas as partes.

Caro amigo leitor. Nas próximas semanas, as mensagens que sairão de Brasília para Washington impactarão fortemente a cotação do dólar e das ações negociadas na B3.

O Brasil precisa se compenetrar de uma vez por todas que não é uma ilha autossuficiente, seja quem governe aqui, seja quem governe lá fora.

Mais conteúdos Premium:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar

23 de dezembro de 2025 - 8:33

Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Uma economia global de opostos

22 de dezembro de 2025 - 19:41

De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa

22 de dezembro de 2025 - 8:44

A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje

19 de dezembro de 2025 - 8:31

O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora

SEXTOU COM O RUY

A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década

19 de dezembro de 2025 - 6:08

Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje

18 de dezembro de 2025 - 8:55

Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…

17 de dezembro de 2025 - 20:00

Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje

17 de dezembro de 2025 - 8:38

Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje

16 de dezembro de 2025 - 8:23

Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?

16 de dezembro de 2025 - 7:13

Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar