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encontro com empresários

Fiesp diz que Guedes vai enviar a reforma tributária em até duas semanas

Entidade promoveu encontro de empresários com o ministro. Segundo a Fiesp, Guedes ainda afirmou que quer “reindustrializar o Brasil”

14 de fevereiro de 2020
7:32
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz palestra de encerramento do Seminário de Abertura do Legislativo de 2020 - Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou em nota enviada à imprensa que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que enviará à Câmara, em até duas semanas, a primeira etapa da reforma tributária. A entidade promoveu um almoço entre o ministro e empresários.

A primeira etapa da reforma inclui a criação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que unificará o PIS e Cofins no plano federal. Segundo a nota, Guedes prometeu que, em seguida, o governo encaminhará aos parlamentares propostas para o Imposto de Renda e o Imposto Seletivo.

A reforma tributária foi o tema que ocupou a maior parte do almoço, que contou com a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e 20 executivos de algumas das principais empresas em atuação no País, como o presidente da GM para a região do Mercosul, Carlos Zarlenga; o presidente do Conselho de Administração da Suzano, David Feffer; e o presidente do Conselho de Administração da Riachuelo, Flávio Rocha.

"O peso excessivo hoje é na indústria, temos de encontrar o equilíbrio, que seja bom para o conjunto da economia. Temos de calibrar muito bem a alíquota do IVA, ela tem de dar conta da arrecadação, mas não pode inibir investimentos", disse Guedes aos empresários, de acordo com a Fiesp.

"A ideia geral é simplificar. Não pode haver aumento de carga tributária. O que nós queremos é o oposto, é baixar os impostos. Este é um objetivo colocado pelo presidente Jair Bolsonaro", disse.

'Reindustrializar o Brasil'

No encontro, que durou duas horas, Guedes declarou, logo no início, que pretende "reindustrializar o Brasil". Ele listou as medidas que o governo tem tomando para isso, como "o choque de energia barata".

Guedes deu destaque ao gás natural, que, segundo a nota da Fiesp, deve cair até 40% em relação ao início do governo Bolsonaro.

O ministro também mencionou "o choque de logística", com concessões de rodovias, ferrovias e o aumento de competição na navegação de cabotagem. Além disso, afirmou que os juros, em níveis mais baixos, resultam em mais investimentos. A taxa básica de juros, a Selic, está em 4,25%, mínima histórica.

De acordo com a Fiesp, os empresários elogiaram a condução da política econômica do governo e a atuação de Guedes à frente do Ministério.

Questões pontuais relativas a cada um dos setores representados foram colocadas para o ministro, que, segundo a federação, demonstrou boa vontade em analisá-las. "É muito importante ouvir diretamente dos empresários os pontos que consideram relevantes para o debate", disse o ministro.

*Com Estadão Conteúdo

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