Empresas processam Facebook e pedem afastamento de Mark Zuckerberg
Para quatro companhias, integração entre apps planejada pela gigante reduzirá substancialmente a concorrência; Facebook diz que reivindicações são esperadas, mas não têm mérito

O Facebook virou alvo de um processo judicial em São Francisco, nos Estados Unidos, movido por quatro empresas. As companhias dizem que a gigante promove um monopólio ilegal e pedem que Mark Zuckerberg se afaste do controle acionário da empresa.
Além de atuar como CEO da companhia, Zuckerberg controla cerca de 60% das ações com direito a voto do Facebook - tendo controle universal da empresa. Os papéis do Facebook negociados na Nasdaq caíam 0,23%, a US$ 221,26, por volta das 13h (horário de Brasília) desta sexta-feira (17),
Para as empresas que processam o Facebook, a integração planejada da principal rede social da gigante com outros serviços que pertencem a ela reduzirá substancialmente a concorrência. Segundo o The New York Times, a empresa planeja permitir a comunicação cruzada entre usuários do WhatsApp, Instagram e Facebook Messenger.
No ano passado, entre os cinco apps mais baixados no mundo, apenas o chinês TikTok não pertencia ao Facebook.
Duas entre as quatro companhias do processo fecharam as portas: Circl - que era uma rede social - e Beehive Biometric - uma plataforma de verificação de identidade. A terceira é dona de um app de bate-papo, o Reveal Chat, e a última atua como provedora de serviços financeiros, a Lenddo.
O Facebook diz que opera em um ambiente competitivo, em que pessoas e anunciantes têm muitas opções. "No ambiente atual, onde os advogados dos demandantes veem oportunidades financeiras, reivindicações como essa não são inesperadas, mas não têm mérito", disse um porta-voz da companhia ao site Business Insider.
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Na mira
A rede social fundada por Mark Zuckerberg e outras gigantes de tecnologia americanas têm enfrentado cada vez mais questionamentos de autoridades regulatórias nos últimos anos. Além do grande volume de dados pessoais de usuários, é objeto de crítica a capacidade dessas empresas de acabarem com concorrentes menores.
Em julho de 2019, a Comissão Federal de Comércio nos EUA abriu uma investigação antitruste contra a empresa. Em setembro, um grupo de legisladores no Comitê Judiciário da Câmara do país promoveu uma investigação semelhante.
O Departamento de Justiça americano também abriu uma investigação por razões antitruste no mesmo mês. No Brasil, o Facebook chegou a ser multado pelo governo federal por compartilhamento de dados no caso envolvendo a consultoria de marketing político Cambridge Analytica.
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