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2020-03-27T13:54:33-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Palavra do gestor

Vale é a empresa que melhor atravessa a crise, diz sócio da Squadra Investimentos

Nos atuais preços do minério de ferro e do dólar existe muita margem de segurança para investir nas ações da mineradora, segundo o gestor

27 de março de 2020
13:47 - atualizado às 13:54
Guilherme Aché, sócio-fundador da Squadra Investimentos
Guilherme Aché, sócio-fundador da Squadra Investimentos - Imagem: Reprodução YouTube

Com baixo endividamento, câmbio desvalorizado e cotações do minério de ferro em níveis altos, a Vale é hoje a empresa brasileira que melhor deve atravessar a crise provocada pelo coronavírus. A afirmação é de Guilherme Aché, sócio da Squadra Investimentos.

“Existe muita margem de segurança para investir em Vale hoje”, afirmou, durante uma transmissão ao vivo promovida pelo BTG Pactual no YouTube.

Com base nos preços do minério e do dólar, a mineradora é negociada na bolsa hoje a apenas três vezes o lucro projetado, nos cálculos do gestor.

A Squadra ganhou os holofotes no mês passado depois de sustentar publicamente uma posição vendida nas ações da empresa de resseguros IRB Brasil.

A disputa culminou na queda da cúpula da companhia e de uma queda de 60% dos papéis – isso antes do choque do coronavírus. Infelizmente, Aché não falou sobre o caso na transmissão.

Diversificar é preciso

No atual cenário de crise, o sócio da Squadra disse que a diversificação do portfólio na bolsa se tornou ainda mais importante, em vez da aposta em um setor específico.

Ele citou como exemplo a decisão da Aneel de proibir as distribuidoras de energia de cortar o fornecimento de quem estiver inadimplente nos próximos meses. “Medidas heterodoxas vão acontecer e são difíceis de antecipar”, disse.

Embora veja oportunidades na bolsa, o gestor afirmou que há muita incerteza no radar. “Existe um risco não desprezível de os preços caírem 20% ou 30% abaixo de onde estão.”

Ninguém paga nada

Aché afirmou que a crise do coronavírus está provocando uma desorganização nas cadeias produtivas da economia em uma escala nunca antes observada.

“Eu participo dos conselhos de empresas, e na semana passada o ambiente era o seguinte: ‘para de pagar tudo’. Você não sabe se vão te pagar, e a prioridade é acima de tudo defender o caixa da empresa.” – Guilherme Aché, Squadra Investimentos

Para o sócio da Squadra, podemos estar diante da maior histeria coletiva da história ou no começo de uma depressão profunda. “Mas o mais provável é que não seja nem um caso nem outro.”

Não é hora de “panicar”

O que o investidor deve fazer diante da crise? Para Roberto Sallouti, presidente do BTG Pactual, a crise do coronavírus não interrompeu o movimento de busca por outros ativos no mercado.

“O que temos visto são as pessoas aproveitando para comprar mais ações”, afirmou.

Para quem já tem exposição na bolsa dentro de um portfólio diversificado, Sallouti avalia que o melhor no momento é não fazer nada. “Não é hora de ‘panicar’”, disse, durante a transmissão.

O presidente do BTG defendeu as ações tomadas pelo governo na crise. “Estão subestimando o que está sendo feito, as medidas estão na direção certa.”

O aumento dos gastos públicos nesse momento é necessário e a deterioração fiscal é esperada. Mas Sallouti afirmou que é preciso deixar claro que as despesas são temporárias e espera que os políticos não aproveitem o momento para passar medidas populistas.

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