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2020-01-24T07:43:59-03:00
Estadão Conteúdo
DE OLHO NO PIB

Nova grade de parâmetros pode trazer previsão de PIB maior que 2,4%, diz Waldery

Por outro lado, Waldery admitiu a possibilidade de retirada da projeção de receitas com a descotização de hidrelétricas da Eletrobras, que depende da privatização da companhia

23 de janeiro de 2020
20:15 - atualizado às 7:43
Touros e Ursos CAPA – PIB
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Poucos dias após divulgar uma nova grade de parâmetros macroeconômicos com estimativa de alta de 2,4% para o PIB de 2020, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse nesta quinta-feira, 23, que o governo pode rever essa projeção para cima. "A revisão da grade de parâmetros prevista para março pode trazer uma expectativa maior que 2,4% para o PIB", afirmou. "Com isso, a projeção de receitas também deve aumentar", completou.

Por outro lado, Waldery admitiu a possibilidade de retirada da projeção de receitas com a descotização de hidrelétricas da Eletrobras, que depende da privatização da companhia. Segundo ele, o calendário eleitoral coloca pressão de tempo sobre o projeto de desestatização da companhia. "Se for o caso, isso levará a alguma restrição no orçamento, mas trabalhamos com a perspectiva de retornar a Eletrobras para a projeção de receitas o quanto antes", completou.

O secretário evitou confirmar se essa reavaliação de receitas e despesas de março incluirá algum contingenciamento no orçamento deste ano. "Não temos número a priori, mas é possível que haja algum contingenciamento em 2020. Se houver, trabalharemos com a hipótese de liberação total dos recursos ao longo do ano, como ocorreu em 2019", respondeu.

Waldery reafirmou que o governo está buscando receitas novas para o orçamento deste ano, a exemplo do maior recolhimento de dividendos dos bancos públicos empregado no ano passado.

Leilões do pré-sal

Após a falta de interesse por dois dos quatro blocos ofertados no último megaleilão de petróleo do pré-sal, o secretário especial de Fazenda disse nesta quinta que o governo recebeu indicações de que a retirada do direito de preferência da Petrobras nesses leilões poderia aumentar o apetite de companhias estrangeiras.

"Existem indicações de que o direito de preferência, se for retirado, aumenta o apetite de estrangeiros", afirmou.

Apesar disso, ele ressaltou que não há decisão tomada no governo e que qualquer definição dependerá dos integrantes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

No ano passado, o governo leiloou duas das quatro áreas disponíveis do chamado excedente da cessão onerosa. A intenção da equipe econômica é levar as duas restantes - Sépia e Atapu - a um novo leilão. Para isso, estão discutindo o valor do bônus de assinatura e a alíquota de participação da União no óleo-lucro das áreas.

Segundo Waldery, o governo poderá fazer o leilão das duas áreas ainda em dezembro deste ano, mas admitiu a possibilidade de o certame acabar ficando para 2021.

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