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2020-03-29T18:17:41-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Incentivos

Medidas emergenciais da Caixa contra o coronavírus podem ser estendidas para além de dois meses, diz Pedro Guimarães

Em transmissão ao vivo, presidente da Caixa disse que medidas como redução de juros e postergação de pagamentos podem ser estendidas para “três, quatro meses”

22 de março de 2020
19:01 - atualizado às 18:17
Pedro Guimaraes, presidente da Caixa Econômica Federal
Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal. Imagem: Clauber Cleber Caetano/PR

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse, neste domingo (22), que medidas emergenciais do banco de redução dos impactos do coronavírus na economia brasileira podem ser estendidas para além dos dois meses propostos inicialmente, pelo tempo que for necessário.

Segundo o executivo, as medidas já anunciadas de redução de taxas de juros de crédito, ampliação de concessão de crédito a empresas e paralisação de pagamentos de prestações de financiamentos serão estendidas para "três, quatro meses", se for necessário.

Guimarães reforçou, ainda, que as agências da Caixa e as lotéricas não serão fechadas, embora 70% dos funcionários do banco estejam trabalhando de casa. Também disse que a Caixa tem capacidade tecnológica para que todos os resgates de FGTS e postergações de pagamentos de prestações de financiamentos sejam feitas via aplicativo, sem necessidade de comparecimento a agências.

O presidente da Caixa falou durante uma transmissão on-line ao vivo na tarde de hoje promovida pela XP Investimentos, da qual participaram também os presidentes da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, da CSN, Benjamin Steinbruch, da MRV, Rubens Menin, da Stone Pagamentos, André Street, e da própria XP, Guilherme Benchimol.

Em resposta a um dos presentes, Pedro Guimarães afastou, ainda, qualquer possibilidade de a Caixa adquirir participações em empresas como forma de resgatá-las neste momento. "Não faz nenhum sentido", disse o presidente do banco estatal.

Segundo Wilson Ferreira Junior, a crise de saúde atual lembra, em certa medida, para a Eletrobras, a crise do racionamento de energia em 2001, no sentido em que não se sabe, ainda, quanto tempo irá durar, e provavelmente ensejará mudanças de hábitos na população. O presidente da Eletrobras disse que 50% da força de trabalho da estatal está trabalhando de casa atualmente.

Já o CEO da Stone destacou a importância de o governo tomar medidas como empréstimos a fundos perdido a pequenos empreendedores a fim de evitar uma quebradeira geral. A própria Stone tem tomado medidas nesse sentido em relação aos clientes, disse André Street. Benjamin Steinbruch, da CSN, disse que a siderúrgica está dando incentivos para os clientes a continuarem comprando.

Rubens Menin, da MRV, destacou a importância de haver uma sintonia entre os governos federal, estaduais e municipais, já que não adianta, por exemplo, a Caixa conceder crédito se algumas prefeituras paralisarem todas as atividades dos municípios. Pedro Guimarães respondeu que levaria a questão ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

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