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Japão mantém taxa básica de juros em -0,10%

BoJ anunciou que vai quase triplicar as dívidas corporativas em seu balanço para 20 trilhões de ienes (US$ 186 bilhões)

27 de abril de 2020
7:54 - atualizado às 8:11
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Imagem: Shutterstock

Na mesma reunião nesta segunda-feira em que decidiu manter a sua taxa básica de juros, a de depósitos, em -0,10%, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) anunciou que vai quase triplicar as dívidas corporativas em seu balanço para 20 trilhões de ienes (US$ 186 bilhões) para facilitar o financiamento para companhias afetadas pelo novo coronavírus, e projetou uma contração acentuada da economia neste ano fiscal. A meta para o rendimento do JGB com vencimento de 10 anos foi mantida em torno de 0%.

A autoridade monetária estipulou esta nova meta para o portfólio de bônus corporativos e a dívida corporativa de prazo mais curto chamada commercial paper. Antes, a meta combinada total para esses títulos era de 7,4 trilhões de ienes. O BoJ também elevou o limite por emissor de 100 bilhões em ambos os casos para 500 bilhões de ienes em commercial papers e para 300 bilhões de ienes em bônus corporativos.

Na sua reunião de política monetária anterior, em março, o banco central havia elevado as suas metas para dívida corporativa no balanço a proporções menores.

O aumento dá continuidade a uma série de intervenções no mercado de crédito por parte dos grandes bancos centrais do mundo.

O BoJ, além disso, se desfez da sua meta anterior de comprar cerca de 80 trilhões de ienes em bônus do governo japonês (JGBs) anualmente. A sua nova promessa é de comprar tantos bônus quanto forem necessários para manter o rendimento do título de 10 anos em 0%.

As projeções do BoJ para a economia japonesa também sofreram alterações. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa da instituição para o ano fiscal atual, que termina em março de 2021, passou de um crescimento modesto de 0,9% para um encolhimento na faixa entre 3% e 5%. Já no caso do núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) que exclui componentes de alimentos frescos, a projeção passou de avanço de 0,9% para um recuo na faixa entre 0,4% e 0,8%.

*Com Estadão Conteúdo

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