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2020-02-27T13:10:31-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
CORONAVÍRUS

Janet Yellen diz que, dependendo de como o vírus se espalhar, impacto pode levar os EUA a recessão

Mas ela fez algumas ressalvas e disse que ainda vê um cenário bastante sólido nos Estados Unidos

27 de fevereiro de 2020
10:54 - atualizado às 13:10
janet yellen
Imagem: YouTube

Se até o fim do ano passado, a ideia de que os Estados Unidos poderiam entrar em recessão ainda neste ano parecia distante, agora há um novo fator que pode impactar e muito a economia americana. Para a ex-presidente do banco central americano (FED), Janet Yellen, dependendo de como o coronavírus se espalhar, o impacto econômico pode ser significativo na Europa e até levar os Estados Unidos a uma recessão. As informações são da Bloomberg.

Apesar de ter se mostrado preocupada com a rápida proliferação do vírus, Yellen fez algumas ressalvas. Em evento na cidade de Michigan na última quarta-feira (26), ela disse que "se isso [coronavírus] não afetar os Estados Unidos de forma substancial, será menos provável [que o país entre em recessão]".

"Nós tínhamos um cenário bastante sólido antes disso acontecer - e ainda há riscos, mas basicamente eu acredito que o cenário nos Estados Unidos parece muito bom."

Mas o coronavírus já está impactando no rendimento de títulos nos Estados Unidos. Yellen ressaltou que o retorno do título de 10 anos do Tesouro americano está em declínio e que ele chegou a bater as mínimas históricas nesta semana.

Diante de tal cenário, o papel do FED se torna bastante importante. Segundo ela, os participantes do mercado devem buscar cada vez mais olhar para o banco central americano em busca de uma ajuda.

Yellen ressaltou que as taxas de juros nos Estados Unidos estão mais altas do que na maioria dos países mais desenvolvidos. Ou seja, haveria espaço ainda para possíveis quedas nos juros.

"O FED possui certo escopo - mas não é a cura total. Porém, isso poderá oferecer certo suporte para o consumo, para a economia norte-americana e para os mercados financeiros. E, claro, se isso virar sério, a política fiscal pode adquirir um papel mais ativo também".

De olho na economia mundial

Em sua fala, a ex-presidente do FED falou ainda sobre os impactos do coronavírus no globo. Ela disse que a economia global estava fraca, mas que começava a mostrar sinais de recuperação antes de ser atingida pelo vírus.

Segundo ela, o fechamento de fábricas na China deve impactar as cadeias produtivas e causar uma queda no consumo, por conta das quarentenas e da suspensão de viagens.

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