Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-04-09T12:11:09-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
180 dias para pagar

Caixa vai dar carência de seis meses para pagamento de financiamento imobiliário

Opção estará disponível a partir de segunda-feira para a compra de imóveis novos por qualquer linha de crédito; financiamentos em andamento já podiam optar por uma pausa de 90 dias nas prestações

9 de abril de 2020
11:51 - atualizado às 12:11
Fachada da Caixa Economica Federal
Imagem: Shutterstock

A Caixa Econômica Federal vai conceder carência de 180 dias (cerca de seis meses) para início dos pagamentos das prestações de financiamentos de imóveis novos, válida todas as suas linhas de crédito habitacional, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. A opção estará disponível a partir da próxima segunda-feira (13).

Isso significa que pessoas físicas que adquirirem imóveis novos com financiamento da Caixa e empresas que começarem a construir imóveis financiados pelo banco só começarão a pagar amortização e juros a partir do sétimo mês. Para poderem se valer da carência, construtoras precisam se comprometer a não demitir e a proteger seus funcionários.

O benefício é válido tanto para quem já é cliente Caixa quanto para clientes novos, e contempla desde os financiamentos do programa Minha Casa Minha Vida até aqueles financiados no âmbito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), podendo ser utilizado também por quem utiliza o FGTS no financiamento habitacional.

Trata-se de uma das diversas medidas voltadas para o setor habitacional anunciadas pela Caixa em transmissão ao vivo pela internet nesta quinta-feira (9). Essas medidas vêm se somar a outras que já haviam sido anunciadas para amenizar os efeitos da crise ocasionada pela pandemia de coronavírus.

"Se houver maiores problemas, se a crise ficar mais forte, poderemos sim ampliar essas linhas", assegurou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

No total, o banco está disponibilizando R$ 154 bilhões em crédito nessas medidas emergenciais, sendo R$ 111 bilhões já anunciados anteriormente e R$ 43 bilhões das novas linhas de crédito imobiliário anunciadas hoje. Segundo Pedro Guimarães, já foram contratados R$ 35 bilhões em empréstimos das medidas que já haviam sido anunciadas.

Para quem já tinha financiamento ativo

Pessoas físicas com financiamento habitacional ativo já podiam optar pela postergação do pagamento das prestações por 90 dias, o equivalente a três meses. A medida consiste numa efetiva pausa no pagamento das parcelas, e também está disponível para todas as linhas de crédito habitacional da instituição.

Quem havia solicitado inicialmente a postergação das parcelas por apenas dois meses (60 dias) teve o pagamento automaticamente adiado por mais um mês, explicou o presidente da Caixa.

Segundo ele, mais de 1,5 milhão de pessoas já se beneficiaram dessa opção, que pode ser feita pelo app da Caixa ou pelo 0800 do banco, sem necessidade de comparecimento a uma agência.

A partir de segunda-feira, a postergação de 90 dias também estará disponível, via app e telefone, para pessoas que estejam inadimplentes há mais de 61 dias e aquelas que tiverem optado pelo uso do FGTS para pagar parte das suas prestações. Neste segundo caso, o cliente conseguirá pausar o pagamento da sua parte da parcela, mantendo apenas a parte correspondente ao FGTS.

Finalmente, a Caixa anunciou que, a partir de segunda, as vistorias dos imóveis em construção financiados pela Caixa serão feitas via modelos, e não mais de forma física. A medida vale para aquelas pessoas físicas que estão construindo a casa própria com financiamento do banco.

Para as empresas

A Caixa anunciou hoje também uma série de outras medidas para as construtoras que estão financiando seus projetos habitacionais com o banco, além da carência de 180 dias para o primeiro pagamento em imóveis novos e a pausa de 90 dias para os pagamentos dos financiamentos em vigor. Essas medidas também são válidas para todas as linhas de crédito habitacional:

  • No caso de empreendimentos já ativos, as construtoras poderão negociar com seu gerente a antecipação de até três meses do cronograma de obras, como forma de gerar liquidez durante o período.
  • Construtoras que já tinham financiamento aprovado, mas ainda não o haviam utilizado, poderão voltar atrás a utilizá-lo a partir de segunda-feira.
  • Será possível reescalonar e prorrogar o cronograma das obras sem prejuízo ou qualquer pagamento adicional à Caixa.
  • Caso a construtora não tenha feito a opção pela pausa de 90 dias, poderá escolher, a partir de segunda-feira, pagar apenas parte dos seus encargos.
  • Para novos empreendimentos, será possível antecipar até 20% do financiamento no início da obra.
Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Prévia da estatal

Petrobras (PETR4) anuncia produção do terceiro trimestre hoje, mas os dados da ANP já antecipam o que vem por aí; confira

Os dados chegam ao mercado em um momento de fortes críticas à política de preços da companhia e ameaças de desabastecimento

Exile on Wall Street

Quem não tem teto de vidro? As implicações das ameaças ao teto de gastos sobre seus investimentos

Ameaça ao teto fiscal exige atenção redobrada sobre a necessidade de diversificação e algumas proteções para a carteira – e há possíveis bons hedges para o momento

bitcoin (BTC) hoje

É recorde! Bitcoin (BTC) atinge nova máxima histórica com o novo rali das criptomoedas

A aprovação do ETF nos EUA impulsionou a alta do bitcoin, mas a principal criptomoeda do mercado pode subir ainda mais, segundo analistas

MERCADOS HOJE

Ibovespa engata recuperação, mas segue sob pressão do risco fiscal; dólar tem alívio após leilão do BC, mas juros futuros disparam

A agenda local está esvaziada nesta semana, mas os investidores aguardam por um desfecho para a PEC dos precatórios

COLUNA DO JOJO

Bolsa hoje: estaria o governo querendo furar o teto?

Ignorando o bom humor internacional de ontem, nós brasileiros vivemos nossa própria realidade, muito afetados com o vaivém de Brasília, que prejudicou bastante os mercados e que promete prejudicar ainda mais nos próximos dias

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies