Menu
2020-03-19T11:29:52-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
medidas anticrise

Caixa paralisa pagamentos, reduz juros e libera R$ 3 bilhões a hospitais

Medidas fazem parte das ações do governo para reduzir os impactos da queda de produtividade e diminuição da atividade econômica causados pelo coronavírus

19 de março de 2020
11:05 - atualizado às 11:29
Fachada da Caixa Economica Federal
Imagem: Shutterstock

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (19) a redução nas taxas de juros em linhas de crédito e uma pausa por até dois meses em contratos de pessoa física e jurídica, inclusive contratos habitacionais. O banco público também vai liberar R$ 3 bilhões para hospitais.

As medidas fazem parte das ações do governo para reduzir os impactos da queda de produtividade e diminuição da atividade econômica causados pelas ações de contenção do novo coronavírus.

As novas taxa de juros nas linhas de crédito pessoal correspondem a 0,99% ou mais ao mês no crédito consignado, penhor a partir de 1,99% a.m. e CDC a partir de 2,17% a.m. A Caixa também anunciou a ampliação das linhas de crédito para aposentados e pensionistas do INSS.

As medidas seguem uma tendência pós-decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que ontem reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 3,75%. Itaú Unibanco e Bradesco também anunciaram cortes em taxas.

Para micro e pequenas empresas, a Caixa vai reduzir os juros em até 45% nas linhas de capital de giro, com taxas a partir de 0,57% a.m, além de reduzir a carência de até 60 dias nas operações parceladas de capital de giro e renegociação.

O Caixa também disponibiliza linhas de crédito especiais, com até seis meses de carência, para empresas que atuam nos setores de comércio e prestação de serviços. Há ainda linhas de aquisição de máquinas e equipamentos, com taxas reduzidas e até 60 meses para pagamento

Hospitais

A Caixa também anunciou a liberação de R$ 3 bilhões em orçamento em linhas destinadas a Santas Casas e Hospitais Filantrópicos que prestam serviço ao SUS, para reestruturação de dívidas e novos recursos.

Às instituições, as taxa de juros serão de 0,80% a.m. para prazos de até 60 meses (redução de 14%). Há ainda a opção de taxa de 0,87% a.m. para prazos de até 120 meses (redução de 23%) e prazo de pagamento de até 120 meses e carência de até seis meses

Para contratos habitacionais de pessoa física, os clientes poderão solicitar a pausa estendida de até duas prestações pelo aplicativo de smartphone específico da Caixa. Empresas podem solicitar pausa estendida de até duas prestações em seus contratos habitacionais

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Acelerou

Bolsonaro assina sanção da lei que prorroga incentivos para setor automotivo

A sanção do projeto, assinada por Bolsonaro, deve ser publicada até esta quinta-feira, 29, no Diário Oficial da União (DOU).

o pior já passou?

Petrobras tem prejuízo de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre, melhor do que o esperado

Analistas esperavam prejuízo de R$ 4,15 bilhões; após baixa com a pandemia, estatal aumentou a participação de mercado e manteve um patamar alto de exportações

Balanço

Bradesco supera projeções e tem lucro de R$ 5 bilhões no terceiro trimestre

O resultado do segundo maior banco privado brasileiro ainda é 23,1% menor que o do mesmo período de 2019, mas representa um avanço de 29,9% no trimestre

de olho na retomada

Para secretário, inflação não preocupa, é problema concentrado e transitório

Adolfo Sachsida reafirmou que a regra do teto de gastos será respeitada pelo governo

manutenção

Banco Central mantém Selic em 2% ao ano e continua a indicar juros parados no futuro

Apesar de deterioração do ambiente de reformas e alta da inflação no curto prazo, BC ainda não avalia necessidade de alta de juros. Um novo corte, no entanto, é difícil. Enquanto isso, mensagem sobre risco fiscal ganha força, segundo economista

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies