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2020-07-16T16:04:17-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Tensão nos mercados

Mau humor: Ibovespa cai em meio à cautela com dados da China e recuperação na Europa

O Ibovespa abriu no campo negativo, fazendo coro ao tom visto nos demais mercados globais. Incertezas ligadas à economia da China e da Europa, somadas às tensões domésticas, trazem cautela aos investidores

16 de julho de 2020
10:32 - atualizado às 16:04
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

As bolsas globais assumem um tom mais prudente nesta quinta-feira (16), reagindo de maneira cautelosa à bateria de dados econômicos divulgados nesta madrugada na China. A postura não muito entusiasmada de autoridades europeias também contribui para esfriar os ânimos dos investidores, colocando o Ibovespa em baixa nesta manhã.

Por volta de 16h00, o índice brasileiro recuava 1,50%, aos 100.265,54 pontos, acompanhando de perto os mercados externos: na Europa, as principais praças caíram em bloco; nos EUA, o Dow Jones (-0,93%), o S&P 500 (-0,75%) e o Nasdaq (-1,05%) também têm um dia ruim.

No câmbio, o dia é marcado por volatilidade: o dólar à vista flutua entre altas e baixas — no momento, a moeda americana opera em queda de 1,20%, a R$ 5,3211. A divisa tem se mantido na faixa entre R$ 5,30 e R$ 5,40 desde o começo de julho.

Há diversos focos de tensão no radar dos investidores, tanto no Brasil quanto no exterior. Lá fora, a China divulgou um crescimento de 3,2% no PIB do segundo trimestre, dado que superou as expectativas dos analistas. Contudo, a recuperação econômica do gigante asiático ainda não convence o mercado.

E isso porque as vendas no varejo da China recuaram 1,8% em junho, contrariando as projeções de crescimento do indicador no mês passado. Assim, a leitura é a de que, por mais que o PIB tenha se recuperado, a demanda e a confiança dos consumidores do país ainda estão abaladas pelo coronavírus — um sinal pouco animador.

A Europa também traz um noticiário misto nesta quinta-feira: o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros da região inalteradas, mas novamente indicou disposição em "usar instrumentos" para dar suporte à economia.

Por outro lado, a presidente da instituição, Christine Lagarde, disse que as perspectivas para a recuperação econômica da zona do euro ainda são incertas — ela vê um cenário de queda na inflação adiante, o que, de certa maneira, converge com o dado mostrado pela China mais cedo.

Por fim, nos EUA, os novos pedidos de seguro-desemprego na semana totalizaram 1,3 milhão, ficando ligeiramente acima das estimativas dos analistas, de 1,25 milhão — um resultado que ofusca a alta de 7,5% nas vendas no varejo do país em maio.

Vale lembrar que todos esses focos de incerteza surgem num contexto de avanço da Covid-19 no mundo, especialmente nos EUA — o que eleva a preocupação quanto a um eventual retrocesso nos esforços para a reabertura da economia americana. Assim, os investidores optam por assumir uma postura mais cautelosa hoje.

Tensões domésticas

Por aqui, há um importante fator de instabilidade política: o presidente Jair Bolsonaro assinou o novo marco do saneamento, mas vetou o trecho que garantia a renovação dos contratos das empresas estaduais do setor por mais 30 anos — um item que foi negociado diretamente com as lideranças da Câmara e do Senado e que viabilizou a aprovação do texto no Congresso.

Ou seja: abriu-se um novo ponto de atrito entre o governo e os parlamentares — e, para os investidores, isso é sinônimo de risco ao avanço nas pautas econômicas e nos esforços para o ajuste fiscal.

Juros instáveis

As curvas de juros futuros abriram em alta nesta quinta-feira, viraram para queda e, agora, voltam a ensaiar uma abertura. O mercado, contudo, continua apostando em mais um corte na Selic na próxima reunião do Copom, em agosto:

  • Janeiro/2021: inalterado em 2,05%;
  • Janeiro/2022: de 3,03% para 3,01%;
  • Janeiro/2023: de 4,13% para 4,12%;
  • Janeiro/2025: de 5,60% para 5,61%.

Top 5

Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta quinta-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
COGN3Cogna ON9,14+4,46%
BPAC11BTG Pactual units87,61+4,32%
TIMP3Tim ON15,58+2,77%
VIVT4Telefônica Brasil ON49,63+2,50%
CVCB3CVC ON22,09+1,80%

Confira também as cinco maiores baixas do índice:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
EMBR3Embraer ON8,29-5,80%
GOLL4Gol PN21,22-3,33%
BEEF3Minerva ON13,76-3,23%
JBSS3JBS ON21,50-2,93%
GGBR4Gerdau PN16,07-2,90%
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