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S&P eleva perspectiva de crédito da Petrobras

Agência alterou de estável para positiva a perspectiva dos ratings de todas as entidades corporativas e de infraestrutura cujos níveis de risco são direta ou indiretamente limitados pelo rating soberano

13 de dezembro de 2019
7:02 - atualizado às 7:03
Petrobras
Petrobras - Imagem: Shutterstock

A agência de classificação de risco norte-americana Standard & Poor’s (S&P) Global Ratings elevou nesta quinta-feira (12) a perspectiva de nota de crédito global da Petrobras de estável para positiva e manteve o nível de risco (rating) da dívida corporativa em BB-.

Nesta quarta-feira (11), a S&P revisou a perspectiva de nota de crédito global do Brasil para positivo, sinalizando o potencial aumento da classificação nos próximos dois anos, caso o progresso na ampla agenda fiscal e de crescimento permita uma redução mais rápida do déficit fiscal e uma estabilização da dinâmica de endividamento do país.

Como resultado, nesta quinta, a S&P alterou de estável para positiva a perspectiva dos ratings de todas as entidades corporativas e de infraestrutura cujos níveis de risco são direta ou indiretamente limitados pelo rating soberano, incluindo companhias controladas pelo governo, como a Petrobras.

Números da Petrobras

A Petrobras registrou no terceiro trimestre um lucro líquido de R$ 9,087 bilhões, alta de 36,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo a Bloomberg, os analistas previam lucro líquido de R$ 8,622 bilhões no período.

O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção de óleo e gás e pelos recursos provenientes da venda da participação na BR Distribuidora, que somaram R$ 13,9 bilhões. No período, houve um efeito negativo de R$ 2,9 bilhões de contingências judiciais e de baixas contábeis (impairment) de R$ 2,4 bilhões.

A produção forte foi um destaque no trimestre. A produção total (Brasil e exterior) de óleo, LGN e gás natural foi de 2,878 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no trimestre, aumento de 14,6% na comparação anual.

No terceiro trimestre, os investimentos totalizaram US$ 2,6 bilhões. No acumulado do ano, o montante US$ 7,6 bilhões, em trajetória convergente com a nova meta de investir US$ 10 a 11 bilhões, divulgada no balanço anterior.

*Com Agência Brasil

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