O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com as bolsas americanas fechadas por causa de um feriado local, o Ibovespa apresentou baixo volume de negociação e fechou em queda
O Ibovespa começou o mês de setembro em câmera lenta. As negociações correram num ritmo vagaroso, sem muita energia — o principal índice da bolsa brasileira apresentou um volume de negociações bastante reduzido e volatilidade relativamente baixa. E tudo isso porque, em Nova York, as bolsas estiveram fechadas nesta segunda-feira (2).
Nos Estados Unidos, comemorou-se hoje o feriado do Dia do Trabalho, o que tirou boa parte dos investidores estrangeiros das operações. Assim, sem o referencial dos mercados americanos e a mercê apenas dos agentes financeiros locais, o pregão acabou ficando bastante esvaziado.
Durante a manhã, o principal índice acionário brasileiro até chegou a subir 0,47%, tocando os 101.611,02 pontos. Mas, ao longo da tarde, foi perdendo força gradativamente, encerrando o pregão em baixa de 0,50%, aos 100.625,74 pontos, nas mínimas do dia.
Mas o que chamou mesmo a atenção foi o fraco giro financeiro: ao fim da sessão, o Ibovespa movimentou apenas R$ 10,7 bilhões, o menor montante de negociações desde 27 de maio — também um pregão de feriado nos Estados Unidos. Apenas para efeito de comparação, a média em agosto foi de R$ 19,4 bilhões.
Em meio a esse marasmo todo, restou aos agentes domésticos repercutirem os dados mais recentes da economia chinesa e monitorarem os desdobramentos da guerra comercial. E nem mesmo o front doméstico ajudou a dar ânimo às negociações, já que, por aqui, o noticiário segue praticamente em ponto morto.
Na China, o índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria local recuou de 49,7 em julho para 49,5 em agosto. No entanto, o indicador calculado pelo Caixin, instituto que monitora as manufaturas de menor porte, mostrou recuperação da atividade chinesa: de 49,9 em julho para 50,4 em agosto, maior nível em cinco meses.
Leia Também
Já o PMI do setor de serviços teve leve expansão, passando de 53,7 em julho para 53,8 no mês passado. Assim, por mais que os resultados não mostrem um amplo vigor por parte da economia do gigante asiático, eles também não demonstram uma fragilidade expressiva em meio às disputas comerciais com os Estados Unidos.
Nesse contexto, a bolsa de Xangai fechou em alta firme de 1,3% nesta segunda-feira. Além disso, o minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao disparou 6,99%, o que ajudou a dar sustentação às ações da Vale e das siderúrgicas neste dia esvaziado.
Mas, apesar dos dados melhores que o esperado na China, os agentes financeiros seguiram bastante preocupados em relação às disputas comerciais entre Washington e Pequim. Afinal, começaram a valer ontem as novas tarifas de importação, anunciadas no mês passado pelos governos dos dois países.
"Os dados na China até animaram um pouco algumas praças, mas a briga continua no radar", diz Ari Santos, gerente da mesa de operações da H. Commcor. "Fora isso, não teve muita coisa, então a bolsa acabou ficando parada hoje. Teve pouca gente operando".
E foi nesse cenário que o Ibovespa acabou oscilando entre perdas e ganhos nesta segunda-feira, mas firmando-se no terreno negativo na segunda metade da sessão. No entanto, é importante ressaltar que o principal índice da bolsa brasileira conseguiu sustentar o nível dos 100 mil pontos, reconquistado na última quinta-feira (30).
Já o dólar à vista continuou pressionado: a moeda americana terminou em alta de 0,97%, a R$ 4,1828 — é o patamar mais elevado para a divisa desde 13 de setembro do ano passado, quando fechou a R$ 4,1998.
Em meio à continuidade das tensões no front comercial — parte dos agentes financeiros apostava que Trump e as autoridades chinesas adiariam o início das novas tarifas —, o mercado optou por adotar uma postura cautelosa no segmento de câmbio.
No exterior, as moedas de países emergentes também perderam terreno em relação ao dólar. Além do real, fazem parte desse grupo o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno e o rand sul-africano, entre outras divisas. No entanto, a moeda brasileira foi a que apresenta o pior desempenho no dia.
Por fim, a curva de juros acompanhou o comportamento do dólar à vista e fechou em alta. Na ponta curta, os DIs para janeiro de 2021 subiram de 5,52% para 5,58%; na longa, as curvas com vencimento em janeiro de 2023 avançaram de 6,58% para 6,66%, e as para janeiro de 2025 foram de 7,11% para 7,18%.
No front corporativo, as ações ON da Vale (VALE3) subiram 0,97% e reduziram as perdas do Ibovespa, impulsionadas pela valorização expressiva do minério de ferro na China. Entre as siderúrgicas, destaque para CSN ON (CSNA3), que ficou praticamente estável, com baixa de 0,07%.
Já os papéis PNA da Braskem (BRKM5) terminaram em baixa de 0,60% — o conselho de administração da petroquímica recomendou a distribuição do dividendo mínimo obrigatório sobre os resultados de 2018, no valor de R$ 667,418 milhões.
Atenção, também, para NotreDame Intermédica ON (GNDI3) e para as units do BTG Pacutal (BPAC11), que subiram 1,64% e 0,38%, respectivamente. Os ativos que estão estreando nesta segunda-feira no Ibovespa — preparamos um resumo com tudo o que você precisa saber sobre as duas empresas nesta matéria especial.
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM
Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez
O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro
Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados
Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente