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Nicholas Sacchi
Crypto News
Nicholas Sacchi
2019-07-17T23:39:08-03:00
Crypto news

Os desafios do Facebook para enfrentar os burocratas e defender a Libra, a sua moeda digital

Na primeira audiência realizada sobre a criptomoeda no Senado dos EUA, os parlamentares não pegaram leve. E não será nada fácil convencer a todos, já que a moeda está ligada a uma rede com mais usuários do que a população dos Estados Unidos

18 de julho de 2019
12:00 - atualizado às 23:39
Montagem do logo da Libra (Criptomoeda do Facebook Libra) em uma criptomoeda
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Não é surpresa que o Facebook esteja enfrentando escrutínio regulatório com o seu projeto de meio de pagamentos. Afinal, estamos falando de uma rede com mais de 2 bilhões de usuários criando sua própria moeda.

Para se ter uma noção dessa ordem de grandeza, basta colocar o valor em perspectiva. A população dos EUA, por exemplo, é de 327,2 milhões de habitantes (dados de 2018).

Isso significa que o impacto de um novo meio circulante numa rede desta proporção ameaça a soberania de basicamente todas as moedas circulantes no mundo.

Não é à toa que a equipe responsável pelo projeto vem se reunindo com entidades regulatórias de todo o mundo a fim de endereçar todas as questões que eventualmente possam surgir.

Ontem foi a vez de David Marcus, líder do projeto Libra, ser ouvido no Senado americano. E os senadores não pegaram leve, já que o Facebook tem um histórico, digamos, não tão exemplar quando a questão em pauta é a privacidade do usuário.

E ela fica ainda mais complicada quando os dados obtidos pela empresa envolvem a vida financeira de seus usuários.

O Facebook terá ainda que traçar as diretrizes para proteção do consumidor num cenário extremamente complexo, haja vista que, como pontuou a senadora Kyrsten Sinema, não há clareza sobre a qual governo um usuário americano que utiliza uma carteira desenvolvida na Espanha e eventualmente tenha seu acesso violado deve recorrer.

Outra preocupação levantada pelos senadores é com relação à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo, que, segundo Marcus, a associação Libra endereçará com a aplicação dos mais elevados padrões de compliance utilizados no setor bancário, como KYC e AML.

O resultado continua sendo o mesmo, para nossa sorte: o Facebook está fazendo um esforço massivo para enfrentar os burocratas e ajudar a desenhar as diretrizes regulatórias para o setor, que poderá se beneficiar muito da iniciativa.

Vamos aguardar os próximos episódios…

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