Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-10-14T15:59:40-03:00
Estadão Conteúdo
Primeiros obstáculos

Moeda do Facebook preocupa reguladores

Anúncio da criptomoeda não animou os investidores do Facebook – ontem, as ações da empresa caíram 0,3%. Analistas , porém, viram o lançamento com bons olhos

19 de junho de 2019
7:45 - atualizado às 15:59
Facebook Criptomoeda Libra Bitcoin
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Anunciada na terça-feira, 18, a libra, moeda digital do Facebook, foi recebida de forma mista. Enquanto economistas veem na moeda grande potencial para aumentar a acessibilidade global a serviços financeiros, reguladores e políticos nos EUA e na Europa demonstraram preocupação com sua regulação.

Na França, o ministro das Finanças Bruno Le Maire pediu às autoridades bancárias do G7 emitam um relatório sobre o projeto assim que possível. Ele teme que a moeda digital do Facebook, criada em parceria com outras 27 empresas e instituições, se torne soberana. Já o eurodeputado alemão Markus Ferber disse à agência Bloomberg que as “empresas de tecnologia não podem operar em um nirvana regulatório ao lançar moedas virtuais”, pedindo regras específicas.

Nos EUA, o senador Josh Hawley disse que o Facebook está “expandindo seu monopólio” ao criar uma moeda - vale lembrar que as gigantes de tecnologia estão sendo investigadas no Congresso dos EUA por questões antitruste. O caráter privado da libra também foi destacado por economistas ouvidos pelo Estado.

“Quem vai monitorar as decisões?”, diz Rodrigo De Losso, doutor em economia pela Universidade de Chicago. “No modelo tradicional, existe o Banco Central, que apesar de independente do governo, está submetido a órgãos de controle”, diz ele. Ao anunciar a moeda, o Facebook alegou trabalhar diretamente com autoridades em diversos países para evitar questões regulatórias.

O anúncio da criptomoeda não animou os investidores do Facebook - ontem, as ações da empresa caíram 0,3%. Analistas , porém, viram o lançamento com bons olhos. “A libra poderia ser para as moedas digitais o que a AOL foi para a internet”, disse Joel Kulina, da Wedbush Securities, em nota a investidores - o comentário se refere ao provedor de internet que, nos anos 1990, popularizou a rede nos EUA.

Ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Roberto Troster crê que os custos baixos prometidos pelo Facebook e sua grande base de usuários pode ampliar acesso a serviços. “O Facebook pode virar um grande banco global.” Para Marcos Antônio de Andrade, professor de Universidade Presbiteriana Mackenzie, a possibilidade de realizar transferências mais baratas pode afetar os bancos. “São instituições que estão sempre na zona de conforto.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Ventos contrários

Renova Energia não consegue “proteção” contra minoritários da própria empresa

Empresa perdeu ação no TJ-SP que tentata impedir os acionistas de produzirem provas contra a empresa, relativas à investigação sobre desvio de recursos

Preocupação

Vidas secas? Bolsonaro admite que Brasil vive “enorme crise hidrológica”

Presidente citou a falta de chuvas como um dos grandes problemas econômicos do país, juntamente com os efeitos causados pela pandemia

MESA QUADRADA

“Não me arrependo de nada. Só não posso dar conselhos financeiros para ninguém”, diz Bob Wolfenson, o fotógrafo das celebridades entrevistado no 7º episódio do Mesa Quadrada

Em em conversa para o podcast Mesa Quadrada, Dan Stulbach, Teco Medina e Caio Mesquita, conversam sobre dinheiro e carreira com Bob Wolfenson, ícone da fotografia brasileira

Situação preocupante

Cuidado com as luzes acesas! Aneel mantém taxa adicional mais alta na contas de agosto

Tarifa cobrada na bandeira vermelha nível 2 é de R$ 9,49 por 100 quilowatts-hora (kWh), e agência continua avaliando se vai elevar o valor

O melhor do Seu Dinheiro

Os melhores investimentos do mês e as notícias que foram destaque na semana

lém do ranking, tivemos o Ibovespa em queda de 2,60, e uma entrevista exclusiva com o CEO da Ânima Educação, que busca um “modelo Magalu”

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies