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2019-04-08T17:59:00-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Plataformas de investimento

BTG Pactual consegue derrubar liminar que proibia abordagem a agentes autônomos da XP

XP obteve a decisão em dezembro, sob a alegação de que a estratégia do BTG para atrair os agentes autônomos vinculados a ela inclui a troca de informações confidenciais dos clientes

8 de abril de 2019
14:53 - atualizado às 17:59
XP e BTG disputam mercado de plataformas de investimento
XP e BTG disputam mercado de plataformas de investimento - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Depois de mais de três meses, o BTG Pactual conseguiu derrubar hoje no Tribunal de Justiça a liminar que proibia o banco de abordar os agentes autônomos vinculados à XP Investimentos.

A corretora obteve a decisão contra o banco em dezembro, sob a alegação de que a estratégia do BTG para atrair os agentes autônomos vinculados a ela inclui a troca de informações confidenciais dos clientes.

A liminar obtida pela XP também impedia o banco de fazer pagamentos antecipados (luvas) para os agentes autônomos que decidissem sair da XP para trabalhar com a plataforma de investimentos do banco, o BTG Pactual Digital.

O banco também derrubou a proibição para o uso dos chamados "dados anonimizados" dos clientes atendidos pelos agentes autônomos. Em outras palavras, os profissionais poderão informar ao BTG o total de recursos e o número de clientes aos quais prestam assessoria financeira, mas não podem revelar o quanto nem que tipo de investimento cada um deles possui.

Vale lembrar que a XP ainda pode recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Embora a liminar tenha sido derrubada, o mérito da ação contra o banco ainda será julgado em primeira instância pelo juiz Luis Felipe Ferrari Benendi.

Contra-ataque

O BTG nega as acusações da XP e decidiu contra-atacar ao entrar com a chamada reconvenção, que no jargão jurídico acontece quando o réu de uma ação decide contestar e acusar o autor do processo de algo que julga lhe prejudicar. O valor indicado da causa é de pelo menos R$ 50 milhões.

Em outra frente, o banco denunciou a XP no Cade, órgão de defesa da concorrência, por um suposto descumprimento do acordo firmado para aprovar a venda de 49,9% do capital para o Itaú Unibanco. Mais especificamente, o compromisso da corretora de não firmar contratos de exclusividade com escritórios de agentes autônomos.

Eu procurei o banco e a corretora, mas ambos informaram que não comentariam o assunto.

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