Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ana Paula Ragazzi

LEVANTAMENTO

Mais de cem empresas responderam a 54 perguntas sobre governança – e muitas não foram bem

A iniciativa faz parte do Código Brasileiro de Governança, que adotou a abordagem “pratique ou explique”.

Ana Paula Ragazzi
26 de dezembro de 2018
14:56 - atualizado às 16:47
Montagem reúne logos de empresas que tiveram sua governança criticada após preencher questionário de 54 perguntas - Imagem: Seu Dinheiro

Nos últimos anos, a governança das companhias brasileiras tem sido colocada cada vez mais à prova - sem passar no teste. São delações de executivos e controladores, acordos de leniência e uma aparente falta de controles que atinge até aquelas companhias em que se pensava que estava tudo certo. Dias atrás até a CCR, que por muito tempo foi vista como uma empresa transparente e que carrega o carimbo de ter inaugurado o Novo Mercado, fechou acordo de leniência com o Ministério Público de São Paulo, revelando Caixa 2 para campanhas de candidatos tucanos ao Governo do Estado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma dificuldade grande nesse assunto é ter meios de medir e acompanhar a evolução da qualidade de governança de cada uma delas - as boas práticas têm de ser adotadas e não fazer parte somente de um check list. Mas o mercado tem ganhado suas métricas, que, por sua vez, também são aprimoradas e colocadas em xeque. Este ano, pela primeira vez, as companhias brasileiras tiveram de responder a um extenso questionário detalhando suas práticas de governança. A iniciativa faz parte do Código Brasileiro de Governança, que adotou a abordagem “pratique ou explique”.

O questionário elencou 54 práticas relevantes, relacionadas a acionistas, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle; e ética e conflitos de interesse. E as empresas deveria dizer se adotam ou não as práticas e, no caso negativo, explicar as razões.

Os documentos foram entregues em meados de novembro e por enquanto as análises ainda são mais quantitativas do que qualitativas - muita informação ainda precisa ser digerida. Mas é consenso que esse é um primeiro passo para que o investidor tenha uma régua para poder medir ou discutir a governança das empresas em que investe.

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e pelo TozziniFreire Advogados mostrou que 108 empresas abertas divulgaram os informes. Desse total, 95 tinham a obrigação de fazê-lo, por terem ações na composição dos índices Ibovespa ou no IBRX-100. Outras 13 fizeram o preenchimento de forma voluntária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A taxa de aderência média das companhias às práticas recomendadas pelo código ficou em 64,6%, conforme o estudo. Não houve diferenças significativas na adesão entre as empresas dos diferentes segmentos de listagem de governança: Novo Mercado (65,2%); Nível 1 (63,8%) ; Nível 2 (62,7%) e segmento tradicional (65,1%).

Leia Também

Cinco empresas tiveram taxa de adesão superior a 90% e duas ficaram abaixo dos 30%. O capítulo do código com maior aderência foi o que se refere à diretoria e o com a menor, aquele que tratou do conselho. A prática com maior adesão (97,%) foi a que recomenda que as atas de reunião de conselho sejam redigidas com clareza e informem as decisões tomadas, as pessoas presentes e os votos divergentes. A recomendação com menor aderência, 18,9% , foi a que sugere que o estatuto social deve fixar que o conselho de administração seja composto, em sua maioria, por membros externos, tendo no mínimo um terço de membros independentes.

As grandes estão na frente

Outro dado interesse do levantamento é que a governança parece, de fato, ser mais avançada dependendo do porte da companhia. Aquelas com receita líquida anual inferior a R$ 2,5 bilhões ficaram com média de 54,5% de respostas afirmativas; as que faturam acima de R$ 15 bilhões, alcançaram 73,5%. A diferença ficou mais acentuada em relação às práticas de órgãos de fiscalização e de controles: as menores tiveram adesão de 41,7%; as maiores, de 79,5%,

O estudo do IBGC e do Tozzini não dá nome aos bois, ou seja, não identifica as empresas em suas análises, que são apenas quantitativas. Só que outros estudos foram além. Até o momento, quem fez esse isso foi Renato Chaves, ex-conselheiro da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, e um ativista da governança. Ele avaliou uma amostra de 65 empresas e calculou os percentuais de sim, não e parcialmente nas respostas que elas deram para a adoção de cada uma das 54 práticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Teve algumas surpresas, mas também de certa forma, encontrou informações que corroboram avaliações do mercado. As empresas com maior percentual de “sim” foram Lojas Renner (95,92%); Estácio (93,88%) e Itaú (93,75%). A primeira e a segunda são, de fato, espécie de unanimidades em termos de governança no mercado.

A maior surpresa veio da análise do informe de outra queridinha, a Natura, que registrou uma aderência de apenas 45,83%. A Natura afirma que enxerga o Informe como um importante marco da governança no Brasil e que preencheu as informações com total transparência e em estrita conformidade. “A Natura, como empresa comprometida com alto nível de governança corporativa, possui mecanismos próprios de governança, que seguem as melhores práticas internacionais. O Informe prevê o modelo ‘Pratique ou Explique’, por isso, mesmo quando a resposta é ‘não adota’, as notas explicativas acrescentam informações relevantes ao questionário sobre as práticas de governança corporativa da empresa”, disse, em nota.

O questionário é a melhor régua para medir a governança?

Chaves diz que por enquanto as respostas permitem mais caminhos para analisar e interpretar as informações sobre a governança das companhias do que tirar conclusões. Olhando a lista que fez, ele se pergunta, é razoável que algumas empresas não tenham dado nenhuma resposta negativa ao questionário, como aconteceu com Localiza, Estácio e Fleury? Seriam essas empresas os verdadeiros exemplos de adesão ao código? Na outra ponta, seria razoável pensar que as companhias com grau de aderência ao código abaixo de 50% (caso da Natura)realmente são aquelas que mais preocupam investidores com suas posturas?

Ao ler os informes, Chaves diz que saltou a seus olhos a pouca preocupação das empresas com questões relacionadas a conflito de interesses, políticas de indicação/sucessão e avaliação de conselhos. Isso deveria preocupar os investidores?, ele se pergunta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, algumas pessoas têm destacado que o que importa é a qualidade das respostas especialmente quando ela é negativa ou “atende parcialmente. “Mas e quando o questionário revela muito ‘explicando’ e pouco ‘praticando’? Como fica?”.

Chaves usou o critério de classificar como menos forte a governança de empresas que tiveram aderência inferior a 50%. Além de Natura, estão nesta lista CSN (48,89%); Smiles (47,73%); Multiplan (40,82%); Aliansce (39,58%); Qualicorp (37,78%); Bradespar (37,78%) e Grendene (34,04%).

A reportagem do Seu Dinheiro entrou em contato com todas essas empresas e apenas Smiles e Qualicorp se manifestaram. As duas empresas viveram episódios recentes em que a governança foi questionada por acionistas minoritários.

O que diz a Qualicorp

No caso da Qualicorp, seu fundador, José Seripieri Filho, recebeu uma indenização da empresa para não deixar o negócio. Após pressão dos minoritários ele se comprometeu a usar o dinheiro para comprar ações da companhia e algumas mudanças no conselho da empresa também foram implementadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A assessoria de imprensa da Qualicorp ressaltou que a companhia segue as melhores práticas de mercado e possui uma trajetória marcada por sua higidez financeira, geração de valor e compromisso com os acionistas.

O que diz o Smiles

O Smiles deverá ser incorporado pela sua controladora, a companhia aérea Gol, numa operação também ruidosa e que foi questionada pelos conselheiros da empresa de milhagens. A medida foi divulgada em 14 de outubro e 15 dias depois, em reunião de conselho da Smiles, os conselheiros independentes aproveitaram para tratar do assunto. Na ocasião, disseram que não receberam nenhuma informação para avaliar a visão externada pela administração da Gol a respeito das perspectivas do negócio da Smiles e que ela diverge do plano de negócios da empresa de milhagens. A ata da reunião do conselho deixou anotado que os conselheiros consideraram a forma como a reorganização foi divulgada como “não satisfatória”. Ainda conforme a ata, Constantino Oliveira Jr, dono da Gol, informou aos conselheiros que foi orientado pelos seus consultores legais a preservar a independência das partes na operação a e a manter a proposta de reorganização societária confidencial até a divulgação do fato relevante.

A Gol reforçou que não poderia informar antes aos conselheiros sobre a intenção de incorporar o Smiles. E o Smiles afirma que preencheu o formulário com seriedade. “Além da diretoria financeira, também o presidente se envolveu diretamente no processo. A empresa considerou que a avaliação de sua governança parece baseada em critérios enviesados. Segundo a empresa, caso o ranking fosse ordenado pela quantidade de "nãos" que as empresas responderam no questionário da CVM, o Smiles estaria bem colocada, pois respondeu apenas nove "nãos" às 49 questões.

“Note que outras companhias com renomada reputação em termos de governança, como Natura e Itaú, aparecem igualmente colocadas no referido ranking”, argumentou. O Smiles reforçou que em mais de cinco anos listada no Novo Mercado da B3 sempre foi reconhecida no mercado de capitais por seu altíssimo padrão de governança e acaba de nomear um comitê independente para avaliar a incorporação."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E os gestores dão o exemplo?

Mas os buracos e as dificuldades de transparência no mercado brasileiro não se resumem somente às companhias. A Amec (Associação de Investidores no Mercado de Capitais), que há 12 anos tenta aumentar a governança das empresas, lançou há dois anos seu código de princípios e deveres dos investidores institucionais (com base em norma adotadas por 20 países, conhecidas como “stewardship”). O que eles querem é aumentar transparência da relação entre os gestores e as companhias investidas.

A ideia é que os gestores que são acionistas de empresas abertas divulguem atuações em situações de conflito de interesse, participação em assembleias, critérios para engajamentos com outros fundos quando acharem apropriado, entre outros pontos.

O código foi lançado em novembro de 2016 e desde então conta com a adesão de apenas 18 dos 60 associados da Amec - em alguns casos com um disclosure de informações bastante pobre. Ou seja, nem quem sempre cobra a governança das companhias está dando exemplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROVENTOS NO RADAR

Acionista da Copel (CPLE3) vai encher o bolso? BTG calcula bolada em dividendos e diz o que fazer com as ações

26 de março de 2026 - 19:36

Projeções de proventos ganham fôlego com revisão do banco; veja o que muda para o investidor

NOVA ESTRUTURA

A nova aposta do Bradesco (BBDC4): como nasce a BradSaúde e o que muda no grupo segurador

26 de março de 2026 - 17:44

Nova estrutura separa operações e cria uma “máquina” dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo; veja o que muda na prática

RESULTADOS PRESSIONADOS

JBS (JBSS32) encara custos altos no gado e no milho, mas ainda é preferida do BTG no setor; entenda o que move a ação

26 de março de 2026 - 17:01

A JBS ainda considera que o cenário de oferta de gado nos EUA seguirá difícil em 2026, com o boi se mantendo caro para os frigoríficos devido à baixa no ciclo pecuário

MENOR E MAIS LEVE

Americanas (AMER3) sai da recuperação menor e com foco em lojas físicas; ela tem forças para correr atrás da concorrência?

26 de março de 2026 - 15:03

No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro

IMERSÃO MONEY TIMES

Como o Magazine Luiza (MGLU3) conseguiu lucrar mais com IA do que a dona do ChatGPT e o próprio Google?

26 de março de 2026 - 11:54

Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista

VAI DECOLAR PARA LONGE

Adeus, Gol (GOLL54): empresa vai sair da bolsa nesta sexta-feira e tem data para ser extinta; relembre a ‘novela’ da companhia

26 de março de 2026 - 11:26

Após a recuperação judicial nos Estados Unidos, quase fusão com a Azul e OPA, a companhia vai voar para longe da bolsa

ADEUS, PENNY STOCK

Marisa (AMAR3) recebe enquadro da B3 por ação abaixo de R$ 1, e avalia fazer grupamento; presidente do conselho renuncia

26 de março de 2026 - 10:14

Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão

REESTRUTURAÇÃO EM CURSO

Casas Bahia (BHIA3) dá novo passo na virada financeira e levanta R$ 200 milhões com FIDC de risco sacado

26 de março de 2026 - 9:33

Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda

SAIU DO FUNDO DO POÇO?

Americanas (AMER3) pede fim da recuperação judicial, vende Uni.Co e reduz prejuízo em mais de 90%

26 de março de 2026 - 8:57

A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos

AINDA PRECISA VOTAR

A torneira dos dividendos vai fechar? A proposta da Equatorial (EQTL3) que pode mudar a distribuição aos acionistas

25 de março de 2026 - 19:59

Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações

ATENÇÃO, ACIONISTA

Dividendos e JCP: Bradesco (BBDC4) anuncia R$ 3 bilhões em proventos; veja quem mais paga aos acionistas

25 de março de 2026 - 19:25

Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios

BARATA OU ARMADILHA?

Mesmo a R$ 1, Oncoclínicas (ONCO3) ainda tem espaço para cair mais: o alerta do JP Morgan para as ações

25 de março de 2026 - 17:02

Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda

O QUE FAZER COM AS AÇÕES?

Não é hora de colocar a mão no fogo pela Hapvida (HAPV3): por que o Citi ainda não comprou o discurso de virada da empresa

25 de março de 2026 - 16:09

Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações

DON'T STOP ME NOW

Mercado Livre (MELI34) anuncia investimento gigantesco no Brasil e tem planos para entrar em novo segmento bilionário, mas há um porém no curto prazo, diz BTG

25 de março de 2026 - 13:37

Com o aumento dos investimentos, as margens continuam comprimidas, então o retorno para acionistas não deve vir no curto prazo, acredita o banco. Entrada no segmento farmacêutico também deve ser gradual, com projeto piloto lançado ainda neste ano

VENCENDO A TURBULÊNCIA

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) baterão à porta do investidor em breve, segundo o BTG

25 de março de 2026 - 12:42

Banco vê espaço para revisões positivas de lucro, impulsionadas por minério mais caro, disciplina de capital e resiliência da demanda chinesa

ATUALIZAÇÃO

iOS 26.4 combina novos emojis, Apple Music mais esperto e verificação de idade em obediência à la Lei Felca

25 de março de 2026 - 11:54

Apple lança update com foco em segurança, entretenimento e acessibilidade, em sintonia com discussões como a Lei Felca

UM NOVO INTERESSADO

Acionista da Oncoclínicas (ONCO3) coloca R$ 500 milhões na mesa — mas, antes, quer derrubar todo o conselho

25 de março de 2026 - 9:06

Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda

AINDA MAIS ENDIVIDADAS

Raízen (RAIZ4), GPA (PCAR3)… pedidos de recuperação de empresas devem piorar em 2026, e corte da Selic não faz nem cócegas na dívida

25 de março de 2026 - 6:25

Empresas já estão renegociando dívidas com credores há muito tempo, mas, para algumas, o fôlego acabou. Guerra e juros altos podem levar a uma piora do cenário corporativo, segundo especialistas consultados por Seu Dinheiro

APOSTA ALTA

Recorde de R$ 57 bilhões: para onde vai o investimento do Mercado Livre (MELI34), que também promete criar de 10 mil empregos no Brasil

24 de março de 2026 - 19:23

Gigante do e-commerce vê espaço para crescer e acelera aportes em logística e serviços financeiros; confira os detalhes do plano

RAIO-X DO CONSUMO

Corrida do varejo no Brasil: quem ganha e quem fica para trás, segundo o BTG

24 de março de 2026 - 18:40

Com base no desempenho do quarto trimestre de 2025, banco destaca quais empresas conseguiram driblar os juros altos e o consumo fraco no final do ano passado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia