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A alta dos juros deixam os investidores da renda fixa mais contentes, mas este momento é crucial para fazer ajustes na estratégia de investimentos na renda variável, aponta analista

Na última quarta-feira (19), aconteceu a segunda reunião do Copom no ano e o Banco Central optou por mais uma alta de 1 ponto percentual na Selic.
Com a decisão, a taxa básica de juros do Brasil chegou aos 14,25% ao ano. E, para os títulos de renda fixa, essa é uma boa notícia. Afinal, a Selic nesse patamar pode significar retornos de 1% ao mês com baixíssimo risco.
E, diante da perspectiva de juros a 15% ainda este ano, é comum vermos muitos investidores migrando com tudo para os títulos atrelados à Selic.
Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, diz que “já viu esse filme” e aponta que muitos investidores podem cometer um erro de estratégia.
Ele ainda destaca que, enquanto alguns comemoram a disparada da renda fixa, em outra classe de ativos já foi possível buscar uma rentabilidade 24% acima da Selic este ano e um retorno médio de 5,9% ao mês entre janeiro e março.
Alguns dos motivos que levaram o Banco Central a optar por mais uma alta na taxa de juros foram as incertezas fiscais e a inflação persistente.
Esses fatores, combinados com a Selic mais alta, tendem a impactar negativamente o desempenho da bolsa brasileira.
Mas, apesar do cenário difícil para os ativos de risco, Ruy chama a atenção para o retorno do Ibovespa em 2025.
Até o último fechamento (20), o índice apresentou uma alta de 10% “deixando qualquer título indexado à Selic ‘no chinelo’”, segundo o analista.
Hungria explica que esta não é a primeira vez que, mesmo com os juros elevados, as ações brasileiras performaram bem.
Ele aponta que, entre 2015 e 2017, o Ibovespa foi abaixo dos 40 mil pontos devido a um ambiente de Selic de 14% ao ano, recessão e problemas fiscais.
Contudo, antes mesmo que o Banco Central decidisse dar início a um ciclo de cortes, o Ibovespa entrou em um ritmo de alta e até a primeira queda da Selic o índice já havia valorizado mais de 70%.
De acordo com Ruy, esta análise mostra que o mercado antecipa movimentos. Na década passada, alguns dos fatores responsáveis por tal antecipação foram a melhora na inflação e mudança de governo, pontos que também estão no radar do mercado neste momento.
Assim, ele acredita que o mesmo pode se repetir em 2025 bem como ao longo dos próximos anos e “quando a Selic começar a cair, de fato, provavelmente você já terá perdido uma boa pernada se não tiver algumas ações na carteira”.
O analista explica que isso não significa que o investidor deve abandonar completamente a renda fixa, afinal, ainda é possível encontrar boas oportunidades por lá.
Mas este também é um bom momento para diversificar, incluindo algumas ações no portfólio.
Segundo Ruy Hungria, a recomendação para este momento é investir em ações de boas empresas, que são geradoras de caixa, com histórico de distribuição de dividendos. Em geral, esses papéis tendem a ser mais resilientes.
Nesse sentido, o analista aposta em 5 ações com exatamente essas características. Esses ativos fazem parte da Carteira de Dividendos, recomendada por ele.
Hungria fez uma projeção do resultado do mês de março, considerando o fechamento do dia 20, e neste ano o portfólio já rendeu 17,7%.
Na prática, isso significa um retorno 24% acima da Selic e uma rentabilidade média de 5,9% ao mês, entre janeiro e março.
E você pode conhecer esta carteira recomendada de forma 100% gratuita. Isso porque o Seu Dinheiro/Money Times está liberando como cortesia o portfólio recomendado pelo analista.
Portanto, para conhecer as ações recomendadas, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções:
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