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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

A ESTRELA-GUIA DOS NEGÓCIOS

Oportunidade de ouro: Microsoft quer investir US$ 80 bilhões em inteligência artificial — e CEO revela o que os EUA precisam fazer para vencer a China na corrida da IA

A gigante da tecnologia anunciou planos para investir em torno de US$ 80 bilhões só no ano fiscal de 2025 para a construção de data centers para IA

Camille Lima
Camille Lima
6 de janeiro de 2025
9:54
Microsoft MSFT34
Microsoft surpreende expectativas de receita com forte avanço da IA - Imagem: iStock.com/tupungato

A Microsoft está de olho em uma “oportunidade de ouro”: a expansão da inteligência artificial nos Estados Unidos.

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Para a gigante da tecnologia, essa deverá ser a “estrela-guia” dos negócios daqui para frente — e a companhia anunciou planos para investir em torno de US$ 80 bilhões de dólares só no ano fiscal de 2025 para a construção de data centers para IA.

Desse total, mais da metade do investimento será alocado nos Estados Unidos, afirmou o presidente da Microsoft, Brad Smith, em publicação no blog da companhia na semana passada.

"Hoje, os Estados Unidos lideram a corrida global de IA graças ao investimento de capital privado e às inovações de empresas americanas de todos os tamanhos, desde start-ups dinâmicas até empresas bem estabelecidas", disse Smith.

Na avaliação da big tech, os próximos quatro anos podem “construir uma base para o sucesso econômico” dos EUA para os próximos 25 anos.  

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Os novos centros de dados da Microsoft serão focados em treinamento de modelos de IA e na implementação de aplicações baseadas em IA e na nuvem.

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No ano passado, a companhia já havia anunciado a intenção de investir mais de US$ 35 bilhões em 14 países em três anos para construir infraestrutura de data centers de IA e nuvem. No Brasil, esse investimento será de R$ 14,7 bilhões.

As ações da Microsoft iniciaram o dia em leve alta durante o pré-mercado em Wall Street, com ganhos da ordem de 1,01%, negociadas a US$ 427,61 pela manhã.  

Os três passos dos EUA para garantir o sucesso em inteligência artificial

A Microsoft avalia que os Estados Unidos têm uma “oportunidade única” de se lançar ao topo na briga por inteligência artificial e “desenvolver as ideias fundamentais definidas para a política de IA durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump”. 

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“Os Estados Unidos estão prontos para ficar na vanguarda dessa nova onda tecnológica, especialmente se dobrarem seus pontos fortes e efetivamente fizerem parcerias internacionais”, afirmou a empresa.

O presidente da big tech vê três etapas para o sucesso dos EUA em tecnologia.

A primeira delas é justamente o investimento e avanço em tecnologia e infraestrutura de IA americanas líderes mundiais. 

Em segundo lugar, a gigante da tecnologia destaca a necessidade de estímulos para a qualificação de profissionais. 

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O CEO da Microsoft avalia que os EUA precisam defender programas de qualificação que permitam a “adoção generalizada de IA e oportunidades de carreira aprimoradas em toda a economia”. 

O último passo é a internacionalização destas tecnologias: os Estados Unidos devem se concentrar em exportar a IA norte-americana para países aliados.

Leia também: 

A corrida da IA entre os EUA e a China

Para o CEO da Microsoft, os Estados Unidos estão em uma “posição forte” para vencer a disputa com a China, avançando na adoção internacional da IA ​​norte-americana. 

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“Embora o governo dos EUA tenha se concentrado corretamente em proteger componentes sensíveis de IA em data centers seguros por meio de controles de exportação, um elemento ainda mais importante dessa competição envolverá uma corrida entre os Estados Unidos e a China para espalhar suas respectivas tecnologias para outros países”, disse. 

Vale lembrar que o rápido desenvolvimento do setor de inteligência artificial da China aumentou a competição entre as tecnologias norte-americanas e chinesas — e a expectativa é que isso se intensifique ao longo dos próximos quatro anos.

O executivo afirma que a corrida entre as duas maiores economias do planeta por influência internacional provavelmente será vencida pelo país que se movimentar mais rápido. 

A inteligência artificial pode roubar o seu emprego? Para a Microsoft, sim — mas há uma contrapartida

Desde que tecnologias como o ChatGPT ganharam força no mundo inteiro, um temor comum passou a ocupar a cabeça dos trabalhadores: a inteligência artificial vai roubar o meu trabalho?

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Na visão do presidente da Microsoft, é possível, sim, que a IA possa acabar com o seu emprego. 

O CEO avalia que a inteligência artificial — bem como todas as novas tecnologias — tem total potencial para perturbar a economia e substituir algumas posições no mercado de trabalho.

No entanto, o chefão da gigante da tecnologia acredita que, dado o avanço de iniciativas de qualificação nos últimos anos, a chance de que a IA crie novas oportunidades que superem muitos dos desafios futuros é ainda maior hoje.

Na visão da Microsoft, a IA oferece não apenas novas ferramentas para o trabalho, mas também novas maneiras de ajudar as pessoas a aprender “quase tudo” — o que permitiria a busca de empregos mais bem pagos e carreiras mais bem-sucedidas.

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“Se bem usada, a inteligência artificial ajudará a diminuir as barreiras de entrada para muitas profissões, substituirá tarefas rotineiras e criará uma base para a criatividade humana que se baseia nessas ferramentas. A IA criará novas oportunidades econômicas, permitindo que empreendedores iniciem novos negócios e criem novos empregos. Ao longo do caminho, ela também pode aumentar a produtividade em todos os setores da economia, impulsionando a oportunidade do país para o crescimento econômico”, escreveu. 

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