Nubank (ROXO34) vai entregar mais um balanço forte ou deixará a desejar no 2T25? Descubra as apostas dos analistas
Em linhas gerais, o mercado prevê que o banco digital terá mais um trimestre robusto, mas com alguns pontos de preocupação. Veja as projeções

O relógio está correndo. Faltam poucas horas para o Nubank (ROXO34) revelar os resultados do segundo trimestre de 2025. E as expectativas estão nas alturas para o balanço do banco digital roxinho.
O mercado prevê que a fintech terá mais um trimestre robusto, com crescimento expressivo nos lucros, embora com alguns pontos de preocupação.
Em termos de lucratividade, a previsão dos analistas é de um lucro líquido ajustado de US$ 632 milhões para o período de abril a junho, segundo o consenso da Bloomberg.
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Isso representaria uma expansão de 29,6% frente aos ganhos registrados no mesmo intervalo do ano passado.
O bom desempenho não deve se limitar ao lucro, porém. O mercado também espera uma nova expansão da rentabilidade.
A estimativa é de um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 28,4% no 2T25 — um patamar consideravelmente superior ao do gigante Itaú (ITUB4), que fechou o trimestre com um ROE de 23,3%.
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Quais serão os combustíveis para o crescimento do Nubank (ROXO34)?
Para o Bank of America (BofA), o crescimento do lucro do Nubank no segundo trimestre está diretamente ligado ao desempenho de três frentes principais: o forte crescimento dos empréstimos e da margem financeira líquida, e o controle das despesas operacionais.
Segundo os analistas, o aumento no limite de crédito, os reajustes de preços no Brasil e a menor remuneração dos depósitos no México devem ser os principais motores dessa expansão.
O UBS BB também projeta uma expansão robusta da carteira de empréstimos do Nubank no 2T25, mesmo desconsiderando o efeito positivo da valorização do real no trimestre.
No entanto, não é só o desempenho da carteira de crédito que está impulsionando o banco.
Inteligência artificial também ajuda o Nubank
A estratégia de inteligência artificial (IA) do Nubank também tem se mostrado uma peça-chave para a expansão do banco.
Isso porque a IA tem sido essencial para a melhoria da análise de crédito no Nu, permitindo que o banco digital aumente os limites de crédito de seus clientes no Brasil.
Esse uso da tecnologia não só tem acelerado a geração de receita — o que deve se refletir nos números do 2T25, segundo os analistas —, mas também traz uma camada de personalização aos produtos oferecidos.
Lembrando que o Nubank adquiriu, em meados de 2024, a empresa de inteligência de dados Hyperplane, em linha com os esforços do setor financeiro por inovações tecnológicas.
As preocupações no horizonte
Entretanto, nem tudo são flores.
O aumento dos limites de crédito, embora beneficie os planos de expansão do Nubank, pode trazer um impacto negativo inicial nas provisões e nos índices de inadimplência no curto prazo, afirmam os analistas.
Esse impacto, contudo, deve ser compensado por um aumento na atividade no futuro, de acordo com os especialistas.
O Itaú BBA também alertou para os riscos da estratégia do Nubank. “O crescimento marginal do Nu está vindo de assumir mais riscos dentro da mesma base de clientes ou de segmentos de clientes mais arriscados, o que naturalmente exige provisões antecipadas.”
Além disso, os analistas preveem uma maior formação de empréstimos em Estágio 2, que indica uma deterioração nos créditos.
“Será desafiador ver a expansão dos lucros se o negócio de crédito não gerar resultados adicionais em reais”, afirmaram.
Outro ponto que continua a preocupar os analistas é a operação do Nubank no México, que, embora em fase de expansão, ainda deve impactar negativamente os resultados consolidados do banco.
A expectativa é que a operação internacional continue a pressionar os números globais, com resultados mistos.
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