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Rodrigo Azevedo, ex-diretor do BC, João Piccioni, da Empiricus Asset, e Natalia Szyfman, da Lifetime Investimentos, detalharam o cenário macroeconômico para você saber onde investir no segundo semestre
Onde investir quando a economia dos Estados Unidos enfrenta dilemas típicos de países como o Brasil — e o Brasil, contra todos os prognósticos, vive um momento de dólar em queda e bolsa perto dos recordes?
O segundo semestre de 2025 começa em um tom muito diferente do que o observado nos primeiros seis meses do ano nos mercados financeiros.
O período coincide com um mundo em transformação, forjado pelo tacão de Donald Trump — e pela reação do mundo à radicalização observada no retorno do bilionário à Casa Branca.
À sombra do prazo que marca o fim da trégua na guerra comercial, da crescente instabilidade no Oriente Médio e da antecipação da corrida eleitoral no Brasil, o cenário macroeconômico é ainda mais incerto agora que no começo do ano. Isso não significa que não existam boas dicas sobre onde investir no segundo semestre de 2025.
Embora o Ibovespa tenha encerrado o primeiro semestre liderando o ranking de melhores investimentos e gestores mantenham uma visão positiva para o índice, ainda há espaço para a bolsa brasileira alçar novos voos.
E tudo isso mesmo com a sombra do risco fiscal que tanto assustou os mercados no fim do ano passado seguir pairando sobre a cabeça dos investidores.
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A visão positiva para a bolsa foi um dos pontos de consenso do painel de abertura do Onde Investir no Segundo Semestre de 2025. O evento é realizado pelo Seu Dinheiro em parceria com o portal Money Times.
O painel de estratégia e cenário macroeconômico foi conduzido por Vinícius Pinheiro, diretor de redação dos portais. Pinheiro conversou com Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Banco Central e sócio da Ibiuna Investimentos, João Piccioni, CIO da Empiricus Asset, e Natalia Szyfman, head de client strategy da Lifetime Investimentos.
A bolsa, contudo, não é a única oportunidade à vista para o segundo semestre. Aliás, a preferência dos especialistas é por investimentos no exterior e por títulos da dívida pública brasileira, mas é preciso saber escolher. Nas próximas linhas, Rodrigo Azevedo, João Piccioni e Natalia Szyfman revelam para onde estão olhando e como pretendem se posicionar no mercado nos próximos meses.
Esse país enfrenta um problema fiscal grave e passa por um debate acalorado sobre a necessidade de corte de gastos. Além disso, conta com um presidente que não poupa críticas à atuação do Banco Central, levantando questionamentos sobre a autonomia da autoridade monetária. Que país é esse?
O painel começou com essa provocação aos convidados. Se você pensou “Brasil”, não tem problema. Essa foi a resposta do ChatGPT, por exemplo. A alternativa correta, no entanto, está bem mais ao norte, mais precisamente nos Estados Unidos.
Mesmo com déficits crônicos e as incertezas provocadas pela guerra comercial, Azevedo, Piccioni e Szyfman confiam na capacidade de recuperação da economia dos EUA.
Apesar dessa fraqueza recente do dólar, por exemplo, Natalia Szyfman não antevê nenhuma outra moeda desafiando a hegemonia da divisa norte-americana.
Piccioni, por sua vez, acredita que, apesar do momento nebuloso, a tese do “excepcionalismo americano” irá prevalecer no fim.
Isso não os impede de observar que os investidores já não acreditam que os ativos norte-americanos terão, no curto prazo, performance parecida com a dos últimos cinco anos.
“O investidor médio global estava sobrealocado em Estados Unidos”, afirma Rodrigo Azevedo.
Diante de um prêmio de risco mais alto, o ex-BC chama a atenção para uma realocação de portfólio por parte dos investidores.
Esse movimento está na essência da análise macroeconômica dos participantes do Onde Investir no Segundo Semestre de 2025.
Ao mesmo tempo em que o dólar perde força, os investidores buscam taxas de retorno mais atraentes em outros destinos no exterior.
O pior da pandemia já ficou para trás. Cinco anos depois, no entanto, as sequelas da passagem do coronavírus pelo mundo ainda podem ser percebidos nos mercados financeiros.
Depois de subirem os juros agressivamente, no auge da crise, com o objetivo de conter a inflação, diversos bancos centrais optaram por uma estratégia mais conservadora.
Em alguns países, porém, a inflação está caindo muito mais rápido do que se previa, com muito menos custo do que se imaginava inicialmente.
“Muitos foram mais conservadores e ficaram atrasados na curva, o que criou a oportunidade de ficar aplicado nos juros [apostando em uma queda maior que a indicada pelo mercado] desses países”, afirma Rodrigo Azevedo.
A estratégia do sócio da Ibiuna Investimentos é buscar retorno com o chamado carry trade, ou carrego. Essa modalidade de investimento consiste em tomar dinheiro emprestado em um país com juros baixos para investir na moeda de outro país com taxas mais altas.
“A gente vê muitas oportunidades de aplicar em juros curtos, de dois, três anos, e apostas associadas à ideia de que o dólar vai continuar enfraquecendo”, diz o ex-BC.
Entre os países que ficaram para trás na curva, Azevedo cita o México, “onde ainda há muito espaço para o juro cair”, a Coreia do Sul, “onde o juro está bastante elevado para o padrão coreano”, e Israel, “onde os juros estão muito altos para a perspectiva de inflação”. Entre os países desenvolvidos, ele chama a atenção para a situação da Noruega.
As moedas prediletas do gestor para o segundo semestre são o euro, o dólar australiano, o peso mexicano e o real.
Mas é bom ter nervos de aço. O sucesso dessa estratégia depende de muita volatilidade.
João Piccioni também está com as atenções voltadas para o exterior.
O CIO da Empiricus Asset enxerga boas oportunidades na Europa. Ele aponta para as ações de bancos e small caps, além do potencial de ganhos com investimentos em energia nuclear.
Ao mesmo tempo, o gestor mantém posição relevante em criptoativos sob a ótica de reserva de valor, tese que começou a ganhar tração há cerca de dois anos, e defende alguma alocação em ouro.
Piccioni também é favorável à exposição às ações do setor de tecnologia dos Estados Unidos, mais especificamente às chamadas Sete Magníficas.
“Não estão baratas, mas compensam. As Sete Magníficas levaram a bolsa americana para as máximas de novo. Deixá-las de fora de um portfólio agora parece bastante arriscado”, afirma o CIO da Empiricus.
Em termos de um papel específico na bolsa americana, ele cita o caso da Oracle, cujos atuais planos de investimentos em data centers superam os de todos os seus concorrentes juntos.
O Ibovespa iniciou o segundo semestre muito próximo de suas máximas históricas.
Nos primeiros seis meses do ano, contrariando as expectativas, a bolsa brasileira fechou o período como o mais rentável entre todos os investimentos.
Além disso, não é de hoje que se fala que o mercado brasileiro de ações está barato. Também é esperado que a realocação por parte de investidores internacionais beneficie o mercado brasileiro.
Ainda assim, ele é um coadjuvante na percepção dos participantes do Onde Investir no Segundo Semestre de 2025.
Um dos motivos é a taxa de juros, que chegou a 15% ao ano no fim de junho.
Em 2006, última vez em que os juros atingiram esse nível, Rodrigo Azevedo era diretor do BC.
Ao mesmo tempo, a recente perda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém o cenário eleitoral para 2026 em aberto, embora ainda seja cedo para antecipar qualquer resultado.
O fato é que, com a Selic a 15% ao ano, fica difícil escapar dos títulos da dívida pública.
“A parte intermediária da curva de juros mostra valor agora que o Banco Central chegou ao topo da taxa de juros”, afirma Rodrigo Azevedo.
Mesmo com os juros suculentos de 15% ao ano nos títulos atrelados à Selic ou na taxa gorda de mais de 7% nos papéis que possuem correção pela inflação (Tesouro IPCA), Azevedo vê nos papéis prefixados a maior oportunidade neste momento.
Enquanto isso, Natalia Szyfman chama a atenção para os ganhos com juros reais. Para isso, ela aposta no chamado Tesouro IPCA+.
“Não precisa alongar até 2050, 2060. Mas 2035, um pouco mais, a gente vê um bom prêmio”, afirma a head de client strategy da Lifetime Investimentos.
Mas nada de colocar todos os ovos na mesma cesta. “Não dá para deixar de lado o pós-fixado com a Selic a 15% ao ano”, diz ela.
Tudo isso, é claro, em um cenário em que o país “dá certo” — ou seja, encontra uma forma de equacionar os problemas fiscais, nem que seja a partir de 2027.
É aqui que entra no radar o chamado “rali eleitoral”.
Depois de antecipar em quase dois anos a corrida para o Palácio do Planalto, os investidores devem seguir reagindo ao sabor das pesquisas eleitorais e de popularidade do presidente Lula, de acordo com os especialistas.
“Quanto mais se aproxima a eleição, é natural que o mercado coloque um pouco mais no preço”, disse Azevedo.
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