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Segundo O Globo, o presidente da companhia aguarda uma janela de mercado favorável para abrir o capital da Compass — e planeja IPO da Moove no exterior; entenda
O mercado de capitais parece estar prestes a ser chacoalhado por novas ofertas de ações. Isso porque o empresário Rubens Ometto planeja realizar a oferta pública inicial (IPO) de duas empresas do conglomerado da Cosan (CSAN3), segundo a coluna Capital, do jornal O Globo.
De acordo com a publicação, Ometto aguarda uma janela de mercado favorável para abrir o capital da Compass, que reúne os ativos de gás da Cosan.
Segundo fontes, a expectativa do empresário é que o balanço do quarto trimestre de 2023 da Compass revele uma visão mais precisa da evolução da companhia. O resultado está programado para ser divulgado em 27 de março.
Porém, o executivo não está com pressa para realizar as operações — e outras opções de negócios para as subsidiárias também estão sendo consideradas.
Conforme reportado pelo Globo, Ometto conversa com potenciais sócios estratégicos para uma alternativa a um IPO da Compass, mas o negócio só acontecerá se o valor atribuído à empresa cumprir com as expectativas — que passariam da casa de R$ 30 bilhões.
O presidente da Cosan ainda estaria planejando uma oferta de ações da Moove, distribuidora de lubrificantes automotivos e industriais, nos Estados Unidos, um dos principais mercados da companhia.
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Essa não é a primeira vez que a possibilidade de a Cosan (CSAN3) abrir o capital de mais empresas sob o seu guarda-chuva vira notícia, aliás.
Em 2020, a Compass chegou a pedir registro para um IPO, mas a Cosan desistiu da operação por acreditar que o valor da ação não seria precificado em um nível adequado devido à “deterioração das condições de mercado”. A expectativa era que o negócio movimentasse cerca de R$ 4 bilhões na bolsa brasileira.
Já em setembro do ano passado, quando questionado durante o Cosan Day sobre a possibilidade de novos IPOs de suas subsidiárias, o vice-presidente de estratégia da companhia, Marcelo Martins, deixou a porta aberta para novas operações a partir de 2024.
“Vamos fazer o IPO da Moove em momento adequado, temos sócio que tem desejo de ter mais liquidez também [o fundo CVC Parners]. Já na Compass, acreditamos que não é o timing de fazer o IPO, não há necessidade de acessar o mercado de equity esse ano. No ano que vem é outra história”, disse, em 2023.
Na época, o executivo da Cosan afirmou que a companhia sempre olhava as oportunidades para aproveitar janelas para IPOs, que vinham sendo escassas, mas que as empresas estavam com boa situação financeira e nível de endividamento baixo.
O CEO da Compass, Nelson Gomes, também destacou durante o evento que a empresa tinha muito a crescer e aproveitar o crescimento da demanda de gás com os ativos que já possuía.
No início do mês passado, os analistas do BTG Pactual destacaram a visão otimista para a ação da Cosan (CSAN3) — e um dos pilares da tese positiva era a projeção de que as “pedras preciosas” da companhia devem impulsionar os ganhos do conglomerado em 2024.
Eles se referiam às participações do grupo em empresas como Compass e Moove, além das operações agrícolas — nenhuma delas listada em bolsa.
Os analistas acreditam que, ao colocar as ações CSAN3 na carteira, existe uma oportunidade para investidores abocanharem parte das “joias esquecidas” da Cosan.
Isso porque o banco prevê que a Compass, a Moove e as operações agrícolas gerem um montante de R$ 32 bilhões em valor para a Cosan.
De acordo com os analistas, o investimento em CSAN3 permite aproveitar os descontos em unidades de negócios relevantes e geradoras de caixa, como a Compass, a Moove e a Radar. Afinal, como elas não possuem capital aberto, não é possível investir diretamente através da compra de ações na B3.
“No último aumento de capital privado, a Compass foi avaliada em R$ 18,8 bilhões, e acreditamos que muitos investidores continuam a usar isso como referência ao avaliar a Cosan.”
*Com informações de Broadcast e O Globo.
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