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Para os analistas, o valuation da estatal permanece “atraente”, com uma expectativa de dividend yield de cerca de 10%, considerando apenas os proventos ordinários
A discussão sobre a possibilidade de dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4) voltou outra vez à mesa. Desta vez, quem traçou essa expectativa foi a XP Investimentos, na esteira da divulgação do projeto de lei orçamentária anual (PLOA) de 2025 pelo governo federal — maior acionista da petroleira.
Na visão dos analistas, a estatal deve pagar US$ 10 bilhões em proventos aos acionistas em 2025 — equivalente a R$ 55,82 bilhões no câmbio atual —, com possibilidade de remuneração adicional ainda no próximo ano.
Segundo a XP, a previsão é “consistente com as recentes distribuições de cerca de US$ 2,5 bilhões por trimestre” pela Petrobras.
“Embora os dividendos ordinários tenham atendido às nossas expectativas, acreditamos que há espaço para um aumento adicional dos dividendos extraordinários”, avaliou a corretora, em relatório.
A projeção da XP para os dividendos da Petrobras (PETR4) considera também as perspectivas do próprio governo federal em relação à remuneração da petroleira.
Na última segunda-feira (2), a União forneceu detalhes sobre o projeto de lei orçamentária anual (PLOA) de 2025.
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Segundo a PLOA, o governo prevê receber R$ 14,6 bilhões em dividendos pela participação direta na Petrobras, de 28,7%, considerando premissas como câmbio a R$ 5,19 e o petróleo do tipo Brent — referência no mercado internacional — a US$ 81 por barril.
“Suspeitamos que o orçamento havia incorporado apenas os dividendos ordinários da Petrobras”, afirmou a XP.
Considerando os proventos de todas as empresas estatais, o governo espera embolsar em torno de R$ 34 bilhões — um declínio em relação ao ano anterior.
Para os analistas, o valuation da Petrobras permanece “atraente”, com uma expectativa de retorno com dividendos (dividend yield) de cerca de 10%, considerando apenas os proventos ordinários.
No entanto, a XP projeta um rendimento de fluxo de caixa livre (FCFE yield) de 16% para a Petrobras.
Na perspectiva dos analistas, esse excesso de caixa poderia eventualmente ser distribuído aos investidores da estatal — inclusive na forma de dividendos extraordinários, com 6% de dividend yield.
“Há espaço para um aumento adicional de dividendos extraordinários, já que estimamos o FCFE da Petrobras em US$ 16 bilhões. Acreditamos que essa diferença de US$ 6 bilhões (rendimento de 6%) provavelmente se transformará em dividendos extraordinários mais adiante, com um potencial rendimento total de dividendos de 16%”, escreveu a XP.
Apesar das expectativas otimistas dos analistas, os preços do petróleo continuam como o principal fator de risco para a Petrobras daqui para frente.
“A Petrobras está significativamente alavancada em relação aos preços do petróleo e, portanto, será diretamente afetada se o Brent permanecer em baixa por mais tempo”, escreveram os analistas.
Nas contas da XP, cada mudança de US$ 5 por barril de Brent impacta a política de dividendos da estatal em aproximadamente US$ 1,1 bilhão por ano.
Se analisado o efeito no fluxo de caixa livre, essa sensibilidade aumenta para cerca de US$ 2,5 bilhões, com impacto no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de cerca de US$ 3,7 bilhões.
No entanto, a perspectiva da XP é que o petróleo deve se recuperar e continuar negociado a uma média de aproximadamente US$ 80 pir barril de Brent.
Além das expectativas em torno dos proventos da estatal, os investidores acompanham também uma nova captação da Petrobras no exterior.
A petroleira informou nesta terça-feira (3) que pretende lançar uma série de títulos no mercado internacional por meio da subsidiária Petrobras Global Finance B.V - PGF.
Os títulos terão vencimento em 13 de janeiro de 2035 e serão emitidos com garantia total e incondicional da Petrobras.
A companhia ainda anunciou nesta manhã o início de uma oferta de recompra por essa mesma subsidiária de títulos emitidos no exterior, limitada a US$ 1 bilhão (R$ 5,58 bilhões).
“As operações estão em linha com a gestão de dívida da companhia, mantendo o compromisso de controle do endividamento em nível saudável para empresas do segmento e porte da Petrobras”, afirmou a empresa, em comunicado enviado à CVM.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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