O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em painel sobre Brasil e sobre a criação da Empiricus, o sócio-fundador e CIO da casa de análise avalia como o atual governo tem impactado o mercado
Neste mês de novembro, a Empiricus Research completa 15 anos. E, para celebrar esse aniversário, 150 assinantes da casa puderam participar de um evento exclusivo com presenças ilustres no auditório do BTG Pactual, em São Paulo, para discutir economia comportamental, investimentos, Brasil e cenário internacional.
Dentre os palestrantes estavam Clóvis de Barros Filho (filósofo e professor), Eduardo Gianetti (economista e professor), Fernando Schüler (cientista político e colunista da Veja), Daniel Goldberg (CIO da Lumina Capital) e os próprios sócios-fundadores da Empiricus: Felipe Miranda e Rodolfo Amstalden.
Em seu painel, Miranda começa contando o principal motivo que levou à criação da casa de análise. “A gente fundou a Empiricus com o grande objetivo de democratizar o acesso à informação para a pessoa física. A gente queria tirar o dinheiro da poupança”.
Segundo o estrategista-chefe da Empiricus, os analistas da Faria Lima e do Leblon sempre acreditaram que “está tudo bem” a pessoa física continuar jogando na “série B” dos investimentos.
“Eu sempre pensei o contrário: a pessoa física tem que jogar na ‘série A’. Inclusive ela pode ter acesso a investimentos não só equivalentes, mas por vezes até melhores do que os disponíveis para o investidor institucional. E não precisa depender só do gerente do banco para tomar as melhores decisões. […] Nesse sentido, acho que temos feito um trabalho até acima do que nós mesmos esperávamos”.
Na segunda parte de seu painel, Miranda se aprofunda na análise de investimentos e explica por que considera o Brasil mais “cíclico” do que ruim para se investir.
Leia Também
“Meu argumento de ser muito cíclico é que o Brasil viveu uma série de cisnes negros, que são aqueles eventos de baixa probabilidade: pandemia, maior recessão da História em 2015. Vivemos um ciclo muito ruim desde a segunda metade de 2021. Para o mercado de capitais não é o ambiente ideal, não é pró-mercado, não é pró-Lula. A gente pode até dourar a pílula de várias maneiras, mas esses eventos prejudicaram muito, de fato”.
No caso deste ano, especificamente, Miranda reforça que parte da queda da Bolsa e da alta do dólar tem a ver com a reversão de expectativas que havia no início do ano. “Começamos 2024 em 134 mil pontos e expectativa de queda de juros, e no final estamos vivendo outro cenário”.
Sobre isso, André Esteves, sócio do BTG Pactual e também convidado do painel, complementa: “A gente [o governo] demora muito para tomar decisões e faz um pouco menos do que devia. E isso vai deteriorando as expectativas. O Haddad passou a acreditar que o equilíbrio fiscal traria taxas de juros mais baixas. Só que ele tem uma ingerência do governo, então o que é combinado na Fazenda não tem se concretizado”.
Para ele, o ponto principal dessa frustração do mercado está ligado à credibilidade do governo. “A falta de responsabilidade fiscal – que o Lula também prometeu em campanha – está dragando a credibilidade do Haddad e do próprio Galípolo, que ainda nem é presidente do Banco Central”. Gabriel Galípolo foi escolhido para assumir o cargo a partir de 2025.
Ainda assim, Esteves é otimista com o país. “Para falar a verdade não vejo nenhuma complexidade no Brasil, a dívida externa está equilibrada, temos bastante diversidade nas exportações, somos fortes no agronegócio, no petróleo e no metals & mining; as reservas cambiais brasileiras são líquidas; temos um sistema financeiro sólido, desemprego está baixíssimo. Então o Brasil está fácil, essa fotografia é fácil, só está faltando a direção certa”
Para Miranda, a gente vive um grande pacto fáustico “à brasileira”, remetendo-se à lenda de Fausto, um personagem literário que vai além da ética e da moral para satisfazer sua própria ambição e que aparece de forma análoga no livro “Grande Sertão: Veredas” – filme inclusive financiado pelos sócios da Empiricus.
“O Fausto é o cara que faz um pacto com o demônio para que ele consiga transformar metais em ouro, e, no caso do Brasil, a gente fez um pacto de topar aguentar o Lula no governo por um ano para pegar talvez uma virada de ciclo em 2026″, compara.
Além disso, ele vê 2025 como uma “ponte” apenas para o ano eleitoral seguinte: “É um ano meio que não não define grandes coisas”.
Porém, para o analista-chefe da Empiricus Research, o pêndulo do Brasil pode migrar mais para a direita nas próximas eleições para presidente. “O Trump demonstra um certo zeitgeist contra o incumbente e mais à direita. E se você parar pra pensar, [por um período] teve Trump, Macri e Bolsonaro [no poder], depois teve Biden, Fernandez e Lula. E agora você tem Trump, Milei e… complete a frase [com o nome do próximo presidente do Brasil]”.
Por fim, na visão dele se a alta probabilidade da “marcha à direita” se confirmar em 2026, “teríamos um rali eleitoral contratado já para 15 meses à frente”.
Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (28).
O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%
Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro
Dólar, juros e eleição entram no radar do gestor do lendário fundo Verde para proteger a carteira
A grande maioria dos agentes financeiros espera a manutenção dos 15% nesta semana, mas há grandes nomes que esperam um primeiro ajuste nesta quarta-feira
Enquanto o Banco Master caminhava para o colapso, Daniel Vorcaro manteve uma rotina de luxo que incluiu jatos particulares e uma festa de R$ 15 milhões para sua filha de 15 anos
Depois de a Lotofácil e a Dupla Sena terem feitos novos milionários, a Mega Sena tem prêmio estimado em R$ 92 milhões hoje
As empresas começam a divulgar os resultados na próxima semana e, como “esquenta”, a Vale (VALE3) publica hoje seu relatório de produção e vendas
Empresas de laticínios estão recolhendo lotes de fórmulas infantis à medida que cresce a preocupação de contaminação por toxina
Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores
Primeiro hotel de alto padrão da capital federal, o Torre Palace nasceu como símbolo de sofisticação, mas afundou em disputa familiares
Em 2026, com apenas três semanas, o ouro já acumula valorização de 17%
Medida vale para Lima e Callao e prevê multas, pontos na carteira e até apreensão do veículo em meio ao estado de emergência no país
Executivos do Master e do BRB, empresários e ex-dirigentes prestam depoimento à Polícia Federal nesta semana. O que está em jogo?
A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho
Avanço da inteligência artificial eleva investimentos e pressiona debate sobre governança, riscos sistêmicos e atuação do Banco Central
Fundo imobiliário negocia com 15% de desconto e pode se beneficiar da retomada dos FIIs de tijolo
25 de janeiro de 1995 por pouco não impediu que o Brasil fosse pentacampeão mundial de futebol, entre outros acontecimentos das últimas três décadas
Em depoimento à PF, controlador diz que o banco sempre operou ancorado no FGC, com ciência do BC, e que a crise de liquidez começou “quando a regra do jogo mudou”
Academias de alto padrão e loterias da Caixa Econômica foram destaque no Seu Dinheiro, mas outros assuntos dividiram a atenção dos leitores; veja as matérias mais lidas dos últimos dias