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Relatório do banco aponta ciclo de alta da Selic até atingir certa desaceleração da economia, podendo voltar a cair no final do ano que vem

A menos de uma semana para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Itaú engrossou o bloco dos que projetam um novo ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic).
A expectativa dos economistas do maior banco privado brasileiro é que os juros subam dos atuais 10,50% ao ano para o patamar de 12% ao ano em janeiro de 2025.
A alta da Selic deve começar já na semana que vem com uma alta de 0,25 ponto percentual, de acordo com o Itaú. A partir de então, o BC deve promover mais duas elevações de meio ponto.
Dessa forma, os juros devem chegar aos 11,75% ao ano no fim de 2024, quando termina o mandato do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto. Mas o Itaú ainda espera mais uma alta de 0,25 ponto na reunião do Copom de janeiro.
Segundo o relatório, os dados mais recentes apontaram para uma atividade econômica mais aquecida do que o esperado pelo Banco Central em sua última reunião.
O Itaú afirma que os juros em patamar mais alto devem logo resultar em alguma desaceleração da atividade econômica, e permitir que os cortes voltem a partir da segunda metade do ano. A projeção do banco é de que a Selic retorne a 11,00% ao ano no final de 2025.
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O banco também revisou sua projeção de câmbio (real contra o dólar americano). A expectativa é de que o dólar encerre este ano na casa dos R$ 5,40 e fique em cerca de R$ 5,20 em 2025. Anteriormente, esperava-se R$ 5,50 para os dois anos.
“Acreditamos que, diante da perspectiva de início de um ciclo de corte de juros pelo Fed (maior do que esperávamos anteriormente) e de alta da taxa Selic pelo BCB, o diferencial de juros deve se tornar mais atrativo, incentivando o fluxo de dólares para o país e acarretando numa moeda mais apreciada no médio prazo”, escreve o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, que assina o relatório.
Incorporando a expectativa de um câmbio mais apreciado, o banco ajustou sua projeção para a inflação de 2025, de 4,2% para 4,1%. Acima, portanto, da meta de 3% para o ano que vem.
O relatório também afirma que o crescimento brasileiro deve permanecer “resiliente”, apesar dos juros mais altos:
“Em relação a 2025, também revisamos a nossa projeção de crescimento para 2,0% (de 1,8%). [...] Dado um crescimento mais forte do que esperávamos esse ano, projetamos que o PIB deve crescer aproximadamente 0,7% na variação por trimestre com ajuste sazonal em 2025. Apesar do cenário de taxa de juros mais elevada contratar alguma desaceleração para o crescimento do ano, o mercado de trabalho deve seguir resiliente”.
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