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Nesta sexta-feira (19), o evento aconteceu mais uma vez. A recompensa dos mineradores por bloco de bitcoin caiu pela metade — de 6,25 BTCs para 3,125 BTCs
Doze anos se passaram desde o primeiro halving do bitcoin (BTC). A criptomoeda saiu das zonas mais obscuras da internet para se tornar um dos ativos queridinhos de Wall Street, com uma série de investidores institucionais fazendo grandes compras da moeda digital ao longo dos anos.
Nesta sexta-feira (19), o evento aconteceu mais uma vez. A recompensa dos mineradores por bloco de bitcoin caiu pela metade — de 6,25 BTCs para 3,125 BTCs.
O montante total — de aproximadamente US$ 203 mil — é dividido entre os mineradores no pool de mineração, ou seja, não é uma única pessoa que fica com a recompensa.
Após o evento, a criptomoeda passou a valer US$ 63.960, com alta de 1,16% nas últimas 24 horas.
O halving nada mais é quando a recompensa pela mineração do bitcoin cai pela metade. Em 2009, o sistema recompensava os validadores da rede com 50 BTC — o que não valia muito naquela época, já que a criptomoeda valia centavos — a cada 10 minutos.
Sendo assim, o halving é um evento programado na blockchain do BTC para acontecer após uma determinada quantidade de blocos ser inserida na rede, o que acontece a cada quatro anos mais ou menos.
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A limitação na emissão de BTC tende a influenciar os preços em virtude da já conhecida lei da oferta e demanda — tendo em vista que o mercado segue sedento por criptomoedas.
O ano está longe do fim, ainda com pouco mais de dez meses pela frente. O BTC já acumula alta de mais de 50%, e os analistas do mercado acreditam que ainda há espaço para uma valorização de outros 150%.
Nos anos de halving, o BTC costuma ter uma forte valorização. Em 2020, último ano em que o evento aconteceu, a alta foi de 304,10%; no halving anterior, em 2016, de 123,80%.
No entanto, a expectativa de disparada de 2024 não está atrelada ao halving — que, segundo analistas, terá efeito “irrelevante”. Isso porque os ETFs de bitcoin à vista nos EUA já fizeram o BTC atingir as máximas históricas — o que mudou a dinâmica da criptomoeda.
Esteja o mercado em alta ou em queda, o fato é que os participantes do mercado valorizam o caráter “neutro” do bitcoin.
Isso porque o halving independe de quaisquer fatores externos. É um evento gravado na rede e acontecerá, queira o mercado e seus participantes ou não.
Esse caráter é valorizado porque, na visão dos investidores em criptomoedas, as moedas fiduciárias — como aquelas emitidas por Bancos Centrais — podem sofrer interferências da política monetária das instituições e dos governos, estando assim fora do controle da população, que mais sente essas mudanças repentinas.
Assim, em 3 de janeiro de 2009, foi minerado o bloco zero do bitcoin pelo seu suposto criador, Satoshi Nakamoto.
Àquela época, uma unidade dessa criptomoeda valia muito menos que centavos de dólar e, hoje, é o principal ativo digital do mundo.
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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