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Ainda, saiba se a “criptomoeda do banco central” sairá no tempo esperado, e se a saída de Campos Neto do BC influenciará no cronograma
O projeto piloto do real digital — chamado pelo Banco Central de Drex — entrou recentemente na sua segunda fase de testes, com 13 casos de aplicação para essa nova tecnologia.
Muito se fala sobre como o Drex é um projeto de CBDC (Central Bank Digital Currency, em inglês) revolucionário e como o BC brasileiro está à frente no desenvolvimento da tecnologia.
Mas o que um real digital tem a ver comigo e com você?
Sejamos francos: ainda que o dinheiro em papel resista bravamente às transformações de meios de pagamento como o Pix e até mesmo os cartões de crédito, difícil mesmo é achar troco para uma nota de R$ 100, mesmo nos grandes centros urbanos.
Este mesmo repórter que lhes escreve não coloca uma nota de papel moeda na carteira faz anos — alguns amigos do dito repórter nem carteira usam mais porque os cartões, documentos e outras coisas estão no celular.
Então, por que criar um real digital sendo que o real não é mais tão físico assim?
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A explicação está no fato de que o real digital não será apenas uma moeda virtual, mas um ecossistema digital.
Isso significa que o Drex será uma unidade de troca dentro de uma plataforma maior, que permite que o usuário firme contratos e armazene informações pessoais de maneira mais segura.
Esse “super app” — traduzindo de maneira grosseira o que o Drex representa — tende a reduzir o número de pessoas e sistemas trabalhando em coisas do seu dia a dia, como comprar ou financiar um carro ou mesmo liberar mais limite no cartão de crédito.
Tudo isso já é possível. Porém, o Drex permitirá que essas atividades sejam mais baratas — e eu sei que isso te interessa também.
Veja a seguir como isso vai acontecer:
Para explicar como isso vai acontecer, eu conversei com o diretor de inovação e serviços da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Euricion Murari, além de Carlos Bonetti e João Gianvecchio, respectivamente CRO/COO e gerente de Digital Assets do Banco BV.
Todos eles estão ligados ao desenvolvimento do projeto piloto do Drex por meio de consórcios com outras empresas, atuando na criação de propostas de uso focado em crédito colateralizado em títulos públicos, transações com Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) e transações com automóveis.
Uma das aplicações do Drex será possibilitar a uma pessoa que tenha investimentos em títulos do Tesouro Direto colocá-los como garantia para pedir mais limite do cartão de crédito, por exemplo.
A modalidade não é nova, e cartões como os do Nubank e da XP, por exemplo, já permitem que o usuário faça isso.
Mas a novidade é que o cliente pode dividir seu investimento colateralizado em vários tokens de menor valor. Um exemplo prático ajuda a entender:
Porém, esse usuário não quer aumentar o limite em R$ 15 mil e também não sabe se irá conseguir pagar essa fatura com o limite maior — e não quer correr o risco de colocar todo o seu investimento em xeque caso isso aconteça.
E é aí que entra o real digital: dentro da plataforma do Drex, o cliente pode, por exemplo, criar três tokens de R$ 5 mil — colateralizados no investimento no Tesouro — e pedir um limite maior sem correr o risco de ter todo seu investimento abocanhado.
“Isso quer dizer que o Drex pode ajudar a gente a ter um sistema de empréstimos e financiamentos mais baratos, no sentido de que você agora tem muito mais garantias formais”, explica Euricion Murari, da ABBC.
Além disso, essa operação de criar um token também gera uma Cédula de Crédito Bancário (CCB) — que nada mais é do que um documento que diz que existe uma cessão de crédito —, que pode ser negociado em um mercado secundário.
“Mas isso é uma especulação para daqui a uns anos, não deve acontecer em um futuro próximo”, pondera Murari.
A CVM trabalha junto ao Banco Central para também se antecipar a uma regulação desse mercado secundário, ainda que ele esteja em estágio embrionário.
“Não, eles não vão sumir. Pode esquecer isso”, comenta Carlos Bonetti, do Banco BV, quando perguntado sobre um possível “fim dos cartórios” — afinal, em um ecossistema virtual, não seria necessário se deslocar até uma instituição do tipo para validar um documento.
Mas, explica Bonetti, os cartórios certamente irão mudar — de maneira que, pelo menos, você possa fazer boa parte da uma transferência de um bem diretamente da sua casa.
Vale dizer que o BV é uma instituição especializada e líder no segmento de crédito para automóveis, motos e, mais recentemente, no financiamento de painéis solares para geração de energia em casa.
Colocando em palavras simples, a ideia do teste é “levar o cartório para o ambiente digital” por meio de contratos inteligentes (smart contracts) dentro da plataforma do Drex.
Mais um exemplo prático: na transferência de um veículo pode haver um desencontro entre o pagamento e a transferência de titularidade, que pode acontecer com alguns dias de diferença. No fim, tudo acontece com base na confiança entre as partes.
Com o Drex e a possibilidade de construir contratos específicos (smarts contracts) para este tipo de negociação, tudo fica anotado em um registro digital distribuído (DLT, na sigla em inglês, o nome técnico da blockchain) e torna a coisa mais transparente.
João Gianvecchio, gerente de Digital Assets do Banco BV, explica que os smarts contracts podem ser desenhados para serem liquidados mediante condições específicas. Por exemplo: uma parte precisa submeter documentos de transferência, e a outra, o dinheiro.
Essa troca acontece de maneira automática dentro da plataforma do Drex só quando as duas condições estiverem satisfeitas.
Todos esses mecanismos de troca, liquidação e garantias tendem a reduzir as taxas de empréstimos e financiamentos, tornando-os mais baratos — até porque, reduzem as chances de falhas humanas, golpes e inadimplências.
Além disso, essa automatização também ajuda a disseminar vários produtos de investimento ou crédito.
Os executivos ressaltaram que o Drex irá criar um ecossistema novo de negociação sem necessariamente criar todos os mecanismos por trás deles.
Só para citar os exemplos que usamos acima, no Brasil, existe a figura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma entidade privada sem fins lucrativos criada em 1995 com a finalidade de proteger investidores e depositantes em instituições financeiras associadas.
As instituições financeiras associadas ao FGC contribuem mensalmente com 0,01% sobre o total dos depósitos elegíveis, que incluem Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), contas-correntes, poupança e por aí vai.
Em casos de falência dessas instituições, o FGC garante a devolução de valores até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira, o que garante uma proteção para manter a confiança no sistema financeiro e prevenir crises bancárias.
Dessa forma, a plataforma do Drex não precisa criar do zero o mecanismo do “FGC virtual” e pode aproveitar a infraestrutura já criada para garantir essa segurança.
Existem diversas dúvidas que se apresentam no desenvolvimento do Drex — por isso o Banco Central e as instituições associadas insistem em chamá-lo de “projeto piloto” do real digital.
Até mesmo como o Drex irá se apresentar para a população — por isso o exemplo do “super app” dado no início do texto é uma aproximação grosseira — ou de que maneira ele será inserido nos smartphones são ainda uma incógnita, mesmo para quem está no processo de criar o real digital.
Além disso, há uma preocupação principalmente quanto à segurança das informações dos usuários. Afinal, a DLT (blockchain) é uma tecnologia de “livro aberto”, isto é, os dados inseridos nelas ficam abertos para todos — o que não é de interesse das instituições financeiras, do BC e pode ferir alguns artigos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Essa preocupação com proteção de dados voltou aos holofotes do mercado financeiro após o Itaú usar dados obtidos através do open finance para atrair clientes da concorrência — ainda que a oferta tenha sido questionável.
Seja como for, os executivos da ABBC e do Banco BV seguem confiantes de que o cronograma do Drex deve continuar e que o projeto está muito avançado para ser descartado neste momento.
Nem mesmo a saída de Roberto Campos Neto da presidência do BC e a chegada de Gabriel Galípolo para o seu posto deve alterar o cronograma, disseram.
De acordo com esse cronograma, publicado pelo Banco Central, ainda não há data para o lançamento oficial da moeda digital brasileira. Porém, a instituição afirma que isso poderá ocorrer a partir de 2025 — ou mesmo 2026.
É preciso dizer também que os executivos ressaltam que o Drex é focado em empresas e remessas internacionais e tem menos foco nos investidores e população em geral — mas essa explicação fica para um próximo momento.
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