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O preço-alvo dos papéis da distribuidora é de R$ 28 em 12 meses, o que significa um potencial de valorização de 96,4% em relação ao fechamento de terça-feira (21)

As ações da Vibra lideram a ponta negativa do Ibovespa nesta quarta-feira (22) depois que a distribuidora divulgou na noite anterior uma queda de 44,8% do lucro líquido no quarto trimestre de 2022. Será que vale a pena abastecer a carteira com VBBR3 agora?
A recomendação de Itaú BBA, BTG Pactual e JP Morgan é encher o tanque com os papéis da ex-BR Distribuidora — estes dois últimos têm preço-alvo de R$ 28 em 12 meses, o que significa um potencial de valorização de 96,4% em relação ao fechamento de terça-feira (21).
Por volta de 13h30, as ações VBBR3 operam com queda de 5,40%, cotadas a R$ 13,47. Os papéis aceleraram a queda no fechamento, encerrando o dia em baixa de 6,46%, a R$ 13,33.

A Vibra (VBBR3) teve lucro líquido de R$ 566 milhões no quarto trimestre de 2022, o que representa uma queda de 44,8% sobre o mesmo período do ano anterior.
A receita líquida somou R$ 45,1 bilhões entre outubro e dezembro, crescimento de 14,8% em base anual.
Já o lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 1,581 bilhão no período, um recuo de 1,1% sobre o quarto trimestre de 2021.
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A Vibra cita, como grandes efeitos não recorrentes, a redução de preços de combustíveis ocorrida no mercado nacional, no início de dezembro, e que causou uma desvalorização de inventário, somada às despesas de hedge no início do quarto trimestre.
Por outro lado, a empresa reconhece ganhos com créditos tributários extemporâneos de Pis/Cofins, o que proporcionou um impacto positivo imediato de cerca de R$ 680 milhões no Ebitda do período.
O JP Morgan destaca como ponto positivo o Ebitda de R$ 1,581 bilhão da Vibra, suportado por ganhos não recorrentes de créditos fiscais e desinvestimentos. Mas ressalta que sem o impacto positivo dos resultados corporativos, o Ebitda ajustado ficaria 37% abaixo das estimativas do banco — especialmente pela pressão das margens de varejo.
“Vemos esse conjunto de resultados como negativo em relação à nossa margem construtiva consolidada, mas ainda vemos um desempenho positivo em relação aos pares”, disse o JP Morgan em relatório.
O BTG chama atenção para a instabilidade que deve continuar a ditar o ritmo dos negócios ligados à distribuição de combustíveis.
“Os investidores que esperam que a distribuição de combustível seja um negócio estável ficarão desapontados enquanto as importações continuarem a ser a regra, juntamente com diferenças significativas de preços dependendo do fornecedor”, diz o BTG em relatório.
Segundo o banco, sob essas circunstâncias, a Vibra e outras empresas do setor continuarão a ser forçadas a negociar combustível, adicionando volatilidade às margens trimestrais.
Para o Itaú BBA, a Vibra se adaptou rapidamente ao ambiente desafiador em 2022 — que incluiu preços de commodities altamente voláteis, fortes variações na dinâmica entre a oferta e a demanda e diversas mudanças regulatórias que afetaram os preços dos combustíveis — e entregou um resultado sólido no trimestre.
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